<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2979501118768918877</id><updated>2011-10-02T04:09:50.875-07:00</updated><category term='álcool'/><category term='plataformas de petróleo'/><category term='termoelétricas'/><category term='tecnologia'/><category term='gás'/><category term='fósseis'/><category term='Golfo do México'/><category term='lula'/><category term='Pré-sal'/><category term='fotosíntes'/><title type='text'>Análise Sistêmica............por hugo siqueira</title><subtitle type='html'>Uma história de bois, petróleo e eletricidade</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2979501118768918877/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Hugo Siqueira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13180952252687989988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_i8zJ62Y8TTU/TCfdj27wDWI/AAAAAAAAAAU/S6ExYCACyY8/S220/14022010720.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>54</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2979501118768918877.post-8767245416586245728</id><published>2011-01-19T12:30:00.000-08:00</published><updated>2011-01-19T12:31:25.367-08:00</updated><title type='text'>ENERGIA PARA QUE? ...E PARA QUEM?</title><content type='html'>Existem várias maneiras de ver as mesmas coisas: &lt;br /&gt;   as diferentes visões são criações livres da mente humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A produção de energia, bem como de outros bens (industriais e insumos básicos) não é uma finalidade em si — Depende de um cem número de fatores — e a super-oferta de energia é apenas uma delas. Perdurou por largo período nas décadas de 60/70 como decorrência da abundância de potenciais hidroelétricos incrivelmente baratos do Sudeste quando a maioria dos países industrializados já havia esgotado seus potenciais e passou a utilizar petróleo como fonte primária.&lt;br /&gt;A produção de energia se justifica quando permite a produção de outros bens úteis ou sua troca por outros, especialmente petróleo. O Brasil produziu veículos para o consumo de uma elite, antes de ter combustível para acioná-los. &lt;br /&gt;Quando mais precisou de petróleo para ter matriz mais diversificada, a Petrobrás exerceu o monopólio do produto importado para consumo interno de derivados. Só atingiu a auto-suficiência quando já era uma empresa anciã de mais ½ século.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2979501118768918877-8767245416586245728?l=vitorhugoromao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/feeds/8767245416586245728/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/2011/01/energia-para-que-e-para-quem.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2979501118768918877/posts/default/8767245416586245728'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2979501118768918877/posts/default/8767245416586245728'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/2011/01/energia-para-que-e-para-quem.html' title='ENERGIA PARA QUE? ...E PARA QUEM?'/><author><name>Hugo Siqueira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13180952252687989988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_i8zJ62Y8TTU/TCfdj27wDWI/AAAAAAAAAAU/S6ExYCACyY8/S220/14022010720.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2979501118768918877.post-234018833882495673</id><published>2011-01-04T06:06:00.000-08:00</published><updated>2011-01-04T06:09:54.130-08:00</updated><title type='text'>OUTRAS FORMAS DE ENERGIA RENOVÁVEL</title><content type='html'>OUTRAS FORMAS DE ENERGIA RENOVÁVEL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outras formas de energia renovável (nuclear, geotérmica) são fontes eficientes de produção de calor e não têm limitações físicas, mas o calor por elas produzido não pode ser utilizado diretamente sem passar pelo incipiente “processo termodinâmico” da turbina a vapor subseqüente. Todas as outras formas de energia alternativa esbarram de uma forma ou de outra, nas limitações de dois princípios básicos, por isso são mais dispendiosas, embora não tenham nenhum outro tipo de limitação.&lt;br /&gt;A turbina de bulbo substitui com vantagem as volumosas turbinas Kaplan em usinas com altura de queda inferiores a 20 metros, que constitui a grande maioria dos potenciais disponíveis atualmente. Ambas são hélices lentas que diferem apenas pela disposição e número de unidades de cada usina, o que facilita a padronização. O que torna o seu emprego interessante é o fato de estar associado a um tipo particular de usina que praticamente não tem reservatório (fio d’água), cuja altura de queda foi limitada intencionalmente para reduzir o impacto ambiental dos grandes reservatórios em regiões de planície. Ao reduzir a altura o custo de capital da usina como um todo é automaticamente reduzido. Nestas usinas os equipamentos e vertedores constituem a quase totalidade do custo, de vez que barragem e reservatório são reduzidos ao mínimo. Considerando que são impraticáveis os reservatórios na região Amazônica, as turbinas de bulbo dominarão o contexto da maioria dos empreendimentos hidroelétricos daquela região.  &lt;br /&gt;Turbinas eólicas e turbina de bulbo de eixo horizontal se assemelham as turbinas Kaplan de eixo vertical no aspecto velocidade. Todas são hélices lentas, portanto sujeitas às mesmas limitações econômicas.&lt;br /&gt;“A energia solar pode ser convertida em calor para o aquecimento da água ou pode ser convertida diretamente em eletricidade através das células solares (fotovoltaica). Ambas as conversões constituem fontes renováveis que não são limitadas fisicamente como a hidroeletricidade e a biomassa. Entre as opções em desenvolvimento, as células de silício amorfo são especialmente promissoras. Entretanto, ainda não existe tecnologia fotovoltaica para largo uso comercial. Tecnologias para outras fontes renováveis estão em andamento: energia eólica ou dos ventos; maré motriz; reversíveis, etc. Tecnologias menos ambiciosas para produção de energia ainda apresentam tremendos desafios econômicos”. (José Goldenberg)&lt;br /&gt;Nos países industrializados, a queima direta de petróleo é a forma natural de evitar os elevados investimentos em energia nuclear, imprópria para fins de aquecimento. Nos países em desenvolvimento a utilização de termoelétrica a gás é a forma atual de evitar os custos ambientais e elevados investimentos em reservatórios de usinas hidroelétricas. Do ponto de vista econômico e ambiental a moderna turbina a gás é o análogo do aquecedor a gás que é um dispositivo muito mais eficaz do que chuveiros elétricos.&lt;br /&gt;Termoelétrica a gás pode ser mais eficiente do que as hidroelétricas do Amazonas, tanto no aspecto econômico quanto ambiental, assim como o aquecedor a gás é mais eficiente do que o chuveiro elétrico em ambos os aspectos. Quando falamos em modernas termoelétricas a gás estamos nos referindo às turbinas velozes que acionam geradores de 2 ou 4 pólos, em freqüência de 60 hertz (ou mais!!!) e não às térmicas convencionais a vapor que utilizam caldeira, verdadeira “reminiscência arqueológica” do industrialismo.  &lt;br /&gt;Mas, argüirão os ambientalistas, como podem ter custo ambiental menor, se queimam combustível poluente, emissores de gás carbônico? A razão é simples: termoelétricas a gás não só requerem menor investimento como impactam menos o meio ambiente do que os grandes reservatórios das atuais usinas hidroelétricas da Amazônia. Se a energia elétrica fosse realmente barata como afirmam, estaríamos utilizando no Brasil os fogões elétricos mais cômodos e menos poluentes. Foi o mito da hidroeletricidade barata que levou os brasileiros à utilização dos anacrônicos chuveiros elétricos, concentradores de demanda, cujo custo só é pequeno para o consumidor final, não para o país como um todo. Assim como o fogão a gás é mais econômico do que o fogão elétrico, o aquecedor a gás deveria substituir o anacrônico chuveiro elétrico utilizado no Brasil, porque este requer o suprimento de energia por usinas hidroelétricas dispendiosas, cujos reservatórios são prejudiciais ao meio ambiente. O custo do aquecedor automático a gás é cerca de um quinto do melhor aquecedor solar, de forma que, mesmo gastando gás combustível, chega a ser mais eficaz do que este. As hidroelétricas da Amazônia só serão mais econômicas e ambientalmente mais corretas quando subutilizadas, em regime de baixo nível de aproveitamento, com limitação da altura da barragem condicionada a não inundar mais do que as enchentes naturais (low profile). Nestas condições, o custo é substancialmente reduzido por dispensar barragem e reservatório, como uma usina de fio d’água (78 U$ / Kwhora na usina de Girau). &lt;br /&gt;— Será possível um ‘desenvolvimento sustentável, para todos os recursos naturais: hidroelétricas da Amazônia e exploração de petróleo, de maneira semelhante ao se que faz na Amazônia para o manejo sustentável dos recursos naturais da floresta?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2979501118768918877-234018833882495673?l=vitorhugoromao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/feeds/234018833882495673/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/2011/01/outras-formas-de-energia-renovavel.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2979501118768918877/posts/default/234018833882495673'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2979501118768918877/posts/default/234018833882495673'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/2011/01/outras-formas-de-energia-renovavel.html' title='OUTRAS FORMAS DE ENERGIA RENOVÁVEL'/><author><name>Hugo Siqueira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13180952252687989988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_i8zJ62Y8TTU/TCfdj27wDWI/AAAAAAAAAAU/S6ExYCACyY8/S220/14022010720.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2979501118768918877.post-4919228354138866614</id><published>2011-01-04T05:57:00.000-08:00</published><updated>2011-01-04T06:01:28.422-08:00</updated><title type='text'>PETRÓLEO E GAS</title><content type='html'>A NATUREZA LIMITADORA DOS PRINCÍPIOS&lt;br /&gt;Com raras exceções, toda forma de energia, a ser utilizada em larga escala no mundo todo, ainda passará, de uma forma ou de outra, pela queima de algum combustível. As limitações ao emprego de outras fontes decorrem de princípios físicos que regem todo o processo de transformação de energia, os quais não podem ser violados sem aumento de custos, especialmente os ambientais. Nem mesmo a energia nuclear, cujo combustível é abundante, escapa das limitações de custo inerentes ao “processo termodinâmico” das térmicas convencionais que utilizam caldeiras a vapor.&lt;br /&gt; Assim tambem a energia dos potenciais hidroelétricos está sujeita ao processo físico da transformação em ”regime de baixas velocidades” que encarece o custo de capital de barragem e equipamento, alem dos custos ambientais dos grandes reservatórios em região de florestas. &lt;br /&gt;   As hidroelétricas atuais são limitadas fisicamente pelo relevo, tanto do ponto de vista econômico como ambiental e as termonucleares são custosas devido ao processo de transformação (cerca de 3000 e 6000 US$/ kW respectivamente). São condições geográficas que determinam o fraco desempenho dos grandes potenciais da região amazônica, tanto do ponto de vista ambiental como econômico. Pequenos desníveis criados para geração de energia elétrica implicam em grandes reservatórios, dispendiosos e agressivos ao meio ambiente. Do ponto de vista econômico, a transformação se opera em regime de baixas velocidades, o que implica maior custo dos equipamentos, turbina e gerador e maiores custos de barragens e reservatórios. &lt;br /&gt;O fator determinante do custo da energia é o “processo termodinâmico” e o “regime de velocidade” em que as transformações se processam. O primeiro rege a transformação da produção de calor e o segundo rege a produção da energia de acionamento. Vejamos como as diferentes formas de suprimento se comportam perante estes dois fatores:&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2979501118768918877-4919228354138866614?l=vitorhugoromao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/feeds/4919228354138866614/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/2011/01/petroleo-e-gas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2979501118768918877/posts/default/4919228354138866614'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2979501118768918877/posts/default/4919228354138866614'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/2011/01/petroleo-e-gas.html' title='PETRÓLEO E GAS'/><author><name>Hugo Siqueira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13180952252687989988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_i8zJ62Y8TTU/TCfdj27wDWI/AAAAAAAAAAU/S6ExYCACyY8/S220/14022010720.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2979501118768918877.post-4524025626592061914</id><published>2011-01-04T05:50:00.000-08:00</published><updated>2011-01-04T05:57:09.211-08:00</updated><title type='text'>NUCLEARES</title><content type='html'>USINAS NUCLEARES&lt;br /&gt;A reação nuclear é conhecida há mais de um século, entretanto ainda não foi encontrado um meio eficiente de aproveitar a incrível energia contida no interior da matéria. Se todo o calor produzido pela reação nuclear pudesse ser utilizado diretamente no aquecimento — que constitui o maior componente do consumo dos países de clima frio — metade do petróleo hoje consumido no mundo todo deixaria de ser queimado. O maior beneficiário seria o próprio meio ambiente e o petróleo poderia ter destinação mais útil para a produção de bens que se tornarão escassos no futuro.&lt;br /&gt;O reator nuclear reúne tecnologia avançada de combustível com tecnologia ultrapassada de transformação. Por questão de segurança, todo o calor produzido pela reação nuclear tem de passar por sucessivas trocas de calor para finalmente produzir energia elétrica como uma usina térmica convencional que utiliza caldeira a vapor d’água. Não tem limitação física, pois o combustível — utilizado em pequena quantidade — constitui uma fonte praticamente inesgotável de energia. Mas, é o “processo termodinâmico” da transformação subseqüente à reação nuclear que torna o custo de capital do conjunto maior ainda do que o custo operacional das térmicas a vapor convencional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;POTENCIAIS HIDROELÉTRICOS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem dúvida os potenciais hidroelétricos constituem a melhor fonte de energia para todos os fins, mas em todo o mundo os recursos potenciais são extremamente limitados devido à quase total utilização. Passaram pelo processo de seleção natural e hoje constituem raridade, encontradas somente em países pobres. No Brasil os últimos potenciais se encontram na planície Amazônica, onde os potenciais são relativamente abundantes, mas de baixa qualidade devido a pouca eficácia do campo gravitacional.  &lt;br /&gt;O combustível fóssil é o responsável por 92% do consumo dos países industrializados. Em menor escala os países em desenvolvimento dependem do petróleo e carvão mineral no transporte e produção de alimentos em cerca de 50%.&lt;br /&gt;Como fomos chegar a essa situação de extrema dependência de uma fonte única de energia? No caso do Brasil a dependência dos potenciais hidráulicos — como única fonte de suprimento de energia por longo período — pode levar a muitos inconvenientes, devido às restrições econômicas e ambientais da exploração dos recursos da Amazônia.&lt;br /&gt;Não é nenhuma fatalidade histórica essa dependência porque estes fatos já aconteceram antes. Em pouco mais do que 50 anos — depois da descoberta da eletricidade — quase todos os potenciais hidroelétricos no mundo todo foram utilizados, em razão da sua evidente economicidade. No Brasil não foi diferente. Depois de selecionados os melhores potenciais as possibilidades são remotas. Os potenciais da Bacia Amazônica, vistos como promissores, devem ser analisados com cautela, pois são potenciais de baixas quedas e grandes vazões, situadas em planície de baixa altitude, ambientalmente impróprios e com os altos custos inerentes, em tudo semelhante àqueles de Jupiá e jusante, no Rio Paraná.&lt;br /&gt;E agora, pegos de surpresa, chegamos à condição de objeto de profecias ameaçadoras sobre “o fim do petróleo”, “o fim da água”, “o fim da terra”, “o fim da história”, e culpados pelo pecado original de sujeitos causadores destas catástrofes. Não há nenhuma&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2979501118768918877-4524025626592061914?l=vitorhugoromao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/feeds/4524025626592061914/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/2011/01/nucleares.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2979501118768918877/posts/default/4524025626592061914'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2979501118768918877/posts/default/4524025626592061914'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/2011/01/nucleares.html' title='NUCLEARES'/><author><name>Hugo Siqueira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13180952252687989988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_i8zJ62Y8TTU/TCfdj27wDWI/AAAAAAAAAAU/S6ExYCACyY8/S220/14022010720.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2979501118768918877.post-725668219966386705</id><published>2010-12-31T06:19:00.000-08:00</published><updated>2010-12-31T17:04:17.728-08:00</updated><title type='text'>ANTEVENDO O FIM DOS POTENCIAIS HIDROÉTRICOS</title><content type='html'>HUGO SIQUEIRA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Florestas podem ser reconstituídas pelo plantio de novas árvores. Mas, e o potencial hidroelétrico, em que sentido é renovável? A classificação “renovável” atribuída a energia potencial hidroelétrica, em contraposição ao combustível como recurso limitado, não leva em conta o fato de que são grandezas distintas. Uma, o petróleo, é um estoque de energia, cujo montante é desconhecido, enquanto a energia potencial é uma quota atual de energia, reutilizável, mas cujo montante, bem determinado, se esgota rapidamente com a utilização dos saltos potenciais disponíveis. Não é acumulável e nem comporta acréscimos, o que torna a energia potencial um recurso muito mais limitado que o combustível. A energia de potenciais hidroelétricos foi tão barata e versátil, no princípio, que sobrepujou qualquer outra forma de produção de energia (inclusive as térmicas, no aspecto custo de capital), a ponto de atingir sua utilização plena nos países industrializados.  &lt;br /&gt;Não leva em conta tambem o fato de o combustível poder ser plantado, tambem uma forma de energia que pode ser “renovada” pela ação do homem em quantidade expressiva, limitada apenas à quantidade de terra disponível. Ao cultivar plantas energéticas como cana e florestas artificiais o homem exerce um efeito benéfico sobre o meio ambiente, repondo, de certa forma, aquilo que foi subtraído pela sua ação predatória do passado. Isto mostra que o combustível é uma fonte infinitamente mais abundante que a energia potencial disponível e a maior evidência desse fato é o preço atual dos combustíveis, tanto petróleo como combustível alternativo.&lt;br /&gt;Outro fator não considerado nas análises de alternativas se relaciona ao custo ambiental e econômico propriamente dito. Não leva em conta, por exemplo, que o combustível cultivado é muito menos agressivo ao meio ambiente do que reservatórios de hidroelétricas de planície, pela garantia antecipada de saldo negativo de emissão de gases do efeito estufa. No aspecto econômico a vantagem da utilização do combustível em termoelétricas é muito mais significativa em razão do “regime de velocidade” em que a transformação se processa. Apesar de menos eficiente no aspecto termodinâmico, esta desvantagem é largamente compensada pela transformação em rotação padrão de 60 Hertz.&lt;br /&gt;A importância do combustível, como fonte de energia, decorre do fato de ser transportável, de um lugar para outro, na forma de mercadoria, que pode ser cotada em bolsa, tal como o petróleo, uma comodity como outra qualquer. O combustível alternativo apresenta ainda a vantagem sobre outras formas de energia: o álcool requer o cultivo de plantas energéticas mais eficientes do que as naturais, cujo custo de produção, pronto para consumo (etanol), tende a ser inferior ao do petróleo bruto alem de menos poluente. É tambem um depósito de energia potencial, disponível a qualquer instante, independente do clima; &lt;br /&gt;A produção de hidrogênio pode ser descentralizada, pelo uso da eletrólise junto a fontes hidroelétricas, sem emprego imediato, da mesma forma que a produção de comodities intensivas em energia elétrica (alumínio, estanho e aço). Ambas são formas indiretas de armazenamento de energia em forma de produto acabado que eliminam o problema do transporte de energia (elétrica) e matéria prima (minério bruto).&lt;br /&gt;Constatamos que o combustível será ainda a forma de energia mais largamente utilizada no mundo todo, depois de os países industrializados terem utilizado completamente seus potenciais hidroelétricos. Continuarão na condição de grandes consumidores (70%), ainda que seu consumo per cápita venha decaindo, a despeito do crescimento econômico. Países industrializados continuarão aprimorando as alternativas renováveis de energia conhecida (eólica, de marés, de ondas, fotovoltaica, etc.) e desenvolvendo novas que é o seu papel como detentores de capital.  Por incrível que pareça os maiores beneficiários de suas descobertas serão aqueles que ainda contam com fontes renováveis e baratas. Um bom exemplo é o desenvolvimento de carros elétricos que beneficiam muito mais os países que tenham energia hidroelétrica substituta dos combustíveis poluentes eliminados e produtora dos componentes de baterias (Lítio). O mesmo acontece com os carros a hidrogênio e células de combustível, pela facilidade da produção de hidrogênio por fontes renováveis e baratas. Ao contrário do que muitos pensam, o petróleo continuará abundante e a maior garantia de que os preços continuem estáveis é a expansão de combustíveis alternativos e o uso de alternativas renováveis que estão sendo continuamente desenvolvidas. &lt;br /&gt;Graças aos abundantes recursos naturais os países em desenvolvimento como o Brasil, poderão se tornar virtuais exportadores indiretos de energia, seja pelos insumos produtores (álcool), seja pelos insumos básicos produzidos (lingotes de alumínio, estanho, ferro). O país tem em abundância os dois fatores: minérios eletro intensivos e energia hidroelétrica barata e limpa. Pode exportar minérios com energia elétrica incorporada ou exportar álcool para aquecimento e acionamento de veículos, ambos gastadores de petróleo. Estes são argumentos fortes que justificam a retirada dos subsídios. Se, de fato a globalização beneficia os países industrializados, deve contemplar tambem os países em desenvolvimento, eliminando o transporte inútil de matéria prima em favor da proteção do meio ambiente que é tambem um objetivo global.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2979501118768918877-725668219966386705?l=vitorhugoromao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/feeds/725668219966386705/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/2010/12/exploracao-sustentavel-dos-potenciais_31.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2979501118768918877/posts/default/725668219966386705'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2979501118768918877/posts/default/725668219966386705'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/2010/12/exploracao-sustentavel-dos-potenciais_31.html' title='ANTEVENDO O FIM DOS POTENCIAIS HIDROÉTRICOS'/><author><name>Hugo Siqueira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13180952252687989988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_i8zJ62Y8TTU/TCfdj27wDWI/AAAAAAAAAAU/S6ExYCACyY8/S220/14022010720.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2979501118768918877.post-4946459210282995389</id><published>2010-12-31T06:17:00.000-08:00</published><updated>2010-12-31T06:19:01.003-08:00</updated><title type='text'>A FORÇA DOS PRINCÍPIOS</title><content type='html'>HUGO SIQUEIRA&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;O conceito chave da eficiência está relacionado com a velocidade: por serem velozes são econômicas, tal qual a moderna turbina de avião. Aos atuais preços do petróleo de 50 Centavos de Dólar o litro e taxa de juros de 12% ao ano, praticado pelo mercado, já são possíveis térmicas mais baratas, em todo o sentido, em relação às volumosas e lentas usinas hidroelétricas da Amazônia.&lt;br /&gt;  Um sistema elétrico não pode permanecer indefinidamente sem graves inconvenientes.&lt;br /&gt;Como, fatalmente toda energia do futuro passará pela queima de algum combustível, este fato não representa desvantagem para os países em desenvolvimento, ao contrário dos países industrializados que recorrerão à energia nuclear, mais dispendiosa, para obterem energia de aquecimento. Quando houver predominância de térmicas nos países em desenvolvimento, hidroelétricas poderão afinal ficar livres do “critério de risco”, utilizado pelos planejadores na década de 50: as novas usinas hidroelétricas da Amazônia não precisarão estar condicionadas ao atendimento da carga em qualquer circunstância, como antes, quando o sistema foi exclusivamente hidroelétrico. Estas, bem como as atuais hidroelétricas, não serão mais responsáveis pelo atendimento das solicitações instantâneas da carga, que passará a ser suprida ocasionalmente pelas termoelétricas (de custo fixo mais baixo) que serão maioria. Tambem funcionarão a plena potência em todas as condições de vazão, a qual não precisa ser garantida. A “energia garantida” não precisará ser aquela do “Período Crítico”, mas a máxima que as hidroelétricas puderem produzir, em qualquer condição de vazão, limitada apenas à potência instalada de cada usina. Mesmo que não exista carga, esta poderá ser criada artificialmente para a produção sazonal, a baixo custo, de comodities metálicas de alto valor agregado, intensivas em energia elétrica (eletrólise a quente) ou mesmo ser armazenada em baterias para acionamento de carros elétricos ou na produção de hidrogênio e ar comprimido para acionamento de automóveis. &lt;br /&gt;Termoelétricas permitirão reparar, de certa forma, o erro de perpetuar um sistema baseado em fonte única. As hidroelétricas atuais ficariam liberadas do “critério de risco” nos períodos prolongados de seca. É mais razoável economicamente correr risco com termoelétricas nestes períodos por terem custo de capital menor e, portanto, mais aptas para permanecerem ociosas em períodos chuvosos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2979501118768918877-4946459210282995389?l=vitorhugoromao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/feeds/4946459210282995389/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/2010/12/forca-dos-principios.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2979501118768918877/posts/default/4946459210282995389'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2979501118768918877/posts/default/4946459210282995389'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/2010/12/forca-dos-principios.html' title='A FORÇA DOS PRINCÍPIOS'/><author><name>Hugo Siqueira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13180952252687989988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_i8zJ62Y8TTU/TCfdj27wDWI/AAAAAAAAAAU/S6ExYCACyY8/S220/14022010720.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2979501118768918877.post-8724625352820517912</id><published>2010-12-31T06:15:00.000-08:00</published><updated>2010-12-31T06:17:28.051-08:00</updated><title type='text'>CONCLUSÕES:</title><content type='html'>HUGO SIQUEIRA&lt;br /&gt;  O baixo nível de atividade econômica, prevista com a recessão no mundo todo, privilegia as térmicas como solução provisória, que adia investimentos altos em hidroelétricas, no presente, aproveitando as boas condições de preço dos combustíveis atuais. Alem disso os maiores gastos de combustível ocorrerão a prazo, enquanto os custos de capital com hidroelétrica ocorrem no ato da decisão, portanto irreversíveis.  &lt;br /&gt;A fase dos grandes empreendimentos hidroelétricos está chegando ao fim em todo o mundo. Depois de utilizados os potenciais de baixo custo o ambiente se assemelha a um final de festa. A nova fase do suprimento de energia será, inelutavelmente, de origem térmica (convencional ou termonuclear). A pretensa abundância de potenciais na Bacia Amazônica não deve levar à repetição de projetos que hoje se mostram inviáveis pelo alto custo do dinheiro (taxa de juros). Esta é a imagem atual do Sistema Elétrico Brasileiro:  &lt;br /&gt;--Suprir energia através de termoelétricas a combustíveis líquidos e gasosos, provenientes da cana e madeira é a alternativa promissora do momento, especialmente nas condições atuais de taxas de juros perto de 20% ao ano (BNDES), praticadas pelo mercado, e preços do petróleo na faixa de 50 centavos de dólar o litro, equivalente à metade do preço por ocasião do primeiro choque, se considerada inflação do dólar (2% ao ano). &lt;br /&gt;--Aproveitar o programa do álcool, que custou tanto sacrifício, para que o setor sucroalcooleiro não seja penalizado é a providência mais urgente, especialmente depois dos altos investimentos já realizados. Mas, sem dúvida alguma, a grande economia no suprimento de energia vai provir da “mudança de rumo” no que respeita à composição das fontes de suprimento de energia, ou seja, a utilização das termoelétricas, no sentido de potencializar as atuais fontes, de origem quase que exclusivamente hidroelétrica, e dos novos vetores energéticos: combustíveis líquidos e gasosos que farão funcionar as novas termoelétricas. Estes “novos rumos” fazem parte das estratégias de uso-final da energia, conforme preconizado pelo relatório premiado de José Goldenberg: produção sob novas formas (térmicas) para uso-final da energia.   &lt;br /&gt;Em última análise, o suprimento de energia por termoelétricas a combustível (líquido ou mesmo gás de petróleo) é uma alternativa que acompanha o desenvolvimento de tecnologias modernas no sentido de maiores velocidades em todos os setores. Todo esforço do empreendimento humano tem sido no sentido do aumento constante da velocidade, que constitui a tendência marcante do mundo moderno. Esta tendência é evidenciada pelas modernas turbinas dos jatos supersônicos, da incrível velocidade de escape dos foguetes, dos aparelhos de corte de cerâmica, das atuais brocas de dentista, dos automóveis e carros de corrida e, sobretudo, pelo aumento crescente da velocidade da informação. Assim como o mundo todo se desenvolveu graças ao aumento da velocidade da informação, o desenvolvimento correlato do setor secundário ocorre pelo crescimento da velocidade industrial das máquinas e conseqüente aumento da velocidade e rotação dos aparelhos produtores e consumidores de energia.&lt;br /&gt; Se já existem turbinas velozes para avião, alimentadas por combustível líquido, por que não podem ser utilizadas para acionar geradores baratos em frequência de 60 Hertz ou maiores? Termoelétricas a combustíveis líquidos custam apenas 500 US$/kW instalado (dólares de 1960) e podem vir a custar menos com as pesquisas. Alem disso podem ser descentralizadas, não requerendo custosas linhas de transmissão nem reservatórios.  &lt;br /&gt;   Algumas sugestões:&lt;br /&gt;• O consumo de energia vai ser de origem térmica: 64 % nos Países industrializados de clima frio e 15% nos países em desenvolvimento. Não há alternativa -- como garantia antecipada de proteção ao meio ambiente -- senão o cultivo de plantas energéticas para a produção de combustível.&lt;br /&gt;• Termonucleares são caras (US$8000/ kW instalado), por serem termodinamicamente inadequadas para todos os fins, de aquecimento e acionamento (94% do consumo mundial). &lt;br /&gt;• Termoelétricas acionadas por combustível líquido são mais econômicas e menos agressivas do que hidroelétricas da Amazônia. São velozes e consomem combustível já cultivado.&lt;br /&gt;• Usinas eólicas e de marés são visivelmente lentas para serem econômicas. Não é sensato que sejam utilizadas para fim de aquecimento. Pode ser utilizada em lugares remotos e liberar combustível de usinas térmicas.&lt;br /&gt;• Se todos precisam queimar combustíveis, nada contra, desde que assumam o compromisso antecipado de cultivar plantas. Esta é uma proposta mais racional do que ameaçar países consumidores do combustível, que, de antemão sabemos que vão consumir. &lt;br /&gt;• Não há nada de errado em utilizar combustível barato para fins de aquecimento O irracional seria utilizar energia nuclear e alternativa mais cara inadequadamente. Protelar alternativas caríssimas é uma atitude coerente dos países industrializados.  &lt;br /&gt;• Não há nada de errado em utilizar combustível barato em termoelétricas para fins de acionamento. O errado é utilizar energia hidroelétrica mais cara e agressiva ao meio ambiente. Protelar alternativas caras e agressivas é uma atitude coerente dos países em desenvolvimento. &lt;br /&gt;• Se o consumo de combustível é inevitável, a solução racional que contempla custos ambientais e econômicos é a produção do combustível pelo cultivo antecipado de plantas energéticas nos mesmos níveis de custo do petróleo.&lt;br /&gt;• Ironicamente, o aquecimento solar direto, que é, sem dúvida, a melhor forma de produzir calor, não está plenamente disponível para os que dele mais precisam: os países de clima frio. Nos países tropicais, é desnecessário. &lt;br /&gt;• Explorar petróleo como matéria prima de exportação constitui um procedimento pouco inteligente, posto que, o petróleo é uma comodity como outra qualquer, cujo preço, 50 centavos de dólar o litro, é pouco superior ao da soja pronta para o consumo. Exportar petróleo bruto é como exportar comodities ou minérios, inclusive o etanol.&lt;br /&gt;• Não faz sentido utilizar células de combustível para fins de aquecimento. Acresce que não existe tecnologia fotovoltaica para largo uso comercial.&lt;br /&gt;• Quanto mais baixo o preço do combustível, maior o uso, obviamente, como fonte de aquecimento em substituição às hidroelétricas, termonucleares, turbinas eólicas e células de combustível. Mas agora, nem o preço baixo está estimulando seu uso.&lt;br /&gt;• Apesar do uso intenso o estoque de petróleo continua uma incógnita. Petróleo e energia potencial (hidroelétrica) são grandezas distintas. Ao contrário do petróleo que constitui um estoque ancestral, toda energia potencial não utilizada do passado se perdeu definitivamente. &lt;br /&gt;• Os recursos de biomassa são limitados pelas restrições ao uso da terra impostas pela baixa eficiência da fotossíntese. Em todas as florestas dos países em desenvolvimento o índice total de produção não chega a quatro TW (Terawat). Mas, é claro que a floresta natural não será utilizada como fonte de aquecimento. Pelo contrário, o cultivo de florestas artificiais é uma garantia da sua preservação e reposição daquilo que foi utilizado. Esse é o tributo a ser pago por países consumidores.  &lt;br /&gt;• O capital vai ser o fator mais escasso nos próximos anos de recessão e o combustível será o fator mais abundante. Não faz sentido construir hidroelétricas de custo elevado em todos os sentidos: ambiental e econômico. &lt;br /&gt;• A experiência dos países industrializados está mostrando claramente o que vai acontecer no futuro, com a desmontagem de suas indústrias padronizadas, sincronizadas, maximizadas e centralizadas, característica do industrialismo que estão abandonando. Para não incorrer no erro de solução que hoje se mostra inadequado, os países em desenvolvimento devem tambem sacrificar seus “dinossauros”, que foram úteis enquanto duraram, sejam hidroelétricas volumosas ou o decantado sistema interligado, sincronizado e centralizado.&lt;br /&gt;• Cerca de 80% da energia consumida no mundo todo proveem da queima de combustível e não há nenhuma evidência de que este fato possa ser modificado nas próximas décadas. É mais provável que o consumo de combustível para fim energético cresça do que o contrário. Não há razão objetiva que justifique gastar mais quando se pode gastar menos. Isso violaria o senso comum de racionalidade do país consumidor, industrializado ou não.&lt;br /&gt;• A questão ambiental não é um fenômeno objetivo porque os custos da proteção ambiental não recaem igualmente sobre todos os países. Muitos países em desenvolvimento, a exemplo da China, Bulgária e da Índia, se permitem conviver com ambientes altamente poluídos, como contrapartida de melhores condições de vida. Não obstante esta consideração cabe demonstrar que a solução termoelétrica é tambem menos agressiva, e mais barata do que as alternativas termonucleares, eólicas, maremotriz e células solares fotovoltaicas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2979501118768918877-8724625352820517912?l=vitorhugoromao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/feeds/8724625352820517912/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/2010/12/conclusoes_31.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2979501118768918877/posts/default/8724625352820517912'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2979501118768918877/posts/default/8724625352820517912'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/2010/12/conclusoes_31.html' title='CONCLUSÕES:'/><author><name>Hugo Siqueira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13180952252687989988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_i8zJ62Y8TTU/TCfdj27wDWI/AAAAAAAAAAU/S6ExYCACyY8/S220/14022010720.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2979501118768918877.post-4573691125548885520</id><published>2010-12-31T06:14:00.000-08:00</published><updated>2010-12-31T06:15:50.597-08:00</updated><title type='text'>TERMOELÉTRICAS MODERNAS</title><content type='html'>HUGO SIQUEIRA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Máquinas térmicas a vapor foram utilizadas com baixa eficiência, como fonte de energia de acionamento durante a revolução industrial, muito antes de a eletricidade ter sido inventada. Para se ter uma idéia de como o processo era arcaico, basta imaginar as locomotivas a lenha e carvão de 50 anos atrás: verdadeiras fábricas ambulantes, produtoras e consumidoras de vapor d’água para acionamento de locomoveis em uma só unidade. Em que pese a limitação de carregar o combustível, foram extremamente úteis para o desenvolvimento humano. Hoje, termoelétricas a vapor d’água constituem a base das transformações de grande parte de tecnologias alternativas, alardeadas como salvadoras da humanidade, razão porque não frutificam. Mas, a grande revolução ocorreu quando a energia elétrica passou a ser utilizada, como forma intermediária de energia, alcançando níveis de eficiência, economicidade e versatilidade jamais alcançada por qualquer outra forma de transformação.   &lt;br /&gt;Conquanto a termoelétrica a gás seja mais eficiente, muita energia ainda é perdida na forma de calor dos gases de escape e por isso não é utilizada isoladamente, de forma que sua utilização atual é na forma combinada com a termoelétrica a vapor, de maneira a aproveitar a energia dos gases de escape. Com esta combinação o rendimento do conjunto é substancial elevado (cogeração).  &lt;br /&gt;Nas fases iniciais de qualquer sistema elétrico a abundância de potenciais inexplorados oferece enorme oportunidade de escolha. Obviamente, são utilizados em primeiro lugar os de mais baixo custo, situados nas cabeceiras dos rios que compõem a bacia estudada. Estes primeiros potenciais tinham custos tão surpreendentemente baixos que chegam a custar menos que o custo total de termoelétricas. O custo da hidroeletricidade foi tão atrativo que levou ao esgotamento dos potenciais disponíveis, nos países industrializados, os quais acabaram tendo de optar por usinas termoelétricas mais dispendiosas. Profundas mudanças estruturais levaram os países industrializados a migrar em direção a nova fase das inovações da economia de serviços, terminado o industrialismo por volta de 1950, período no qual os paises em desenvolvimento estavam apenas ingressando. Esta mudança estrutural inverteu totalmente o papel de cada país no que respeita ao perfil do consumo. Países industrializados deixaram de ser produtores de bens industriais, diminuindo o consumo de energia de acionamento e passando a consumidores de energia de aquecimento e acionamento de veículos, daí a sua extrema dependência de petróleo. Países em desenvolvimento são os que mais necessitam de energia de acionamento para produção de bens industriais, por ainda permanecer na fase do industrialismo, do qual os industrializados estão migrando. Continuam, entretanto, dependendo de combustível para produção de alimentos, acentuando ainda mais a dependência mundial por combustível.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2979501118768918877-4573691125548885520?l=vitorhugoromao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/feeds/4573691125548885520/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/2010/12/termoeletricas-modernas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2979501118768918877/posts/default/4573691125548885520'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2979501118768918877/posts/default/4573691125548885520'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/2010/12/termoeletricas-modernas.html' title='TERMOELÉTRICAS MODERNAS'/><author><name>Hugo Siqueira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13180952252687989988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_i8zJ62Y8TTU/TCfdj27wDWI/AAAAAAAAAAU/S6ExYCACyY8/S220/14022010720.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2979501118768918877.post-8041036547192963691</id><published>2010-12-31T06:12:00.000-08:00</published><updated>2010-12-31T06:14:37.383-08:00</updated><title type='text'>PREVISÕES</title><content type='html'>HUGO SIQUEIRA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Termoelétricas a gás ou combustível líquido serão as substitutas naturais das atuais hidroelétricas em fase de extinção. Serão velozes como turbinas de avião, para aproveitar a transformação em regime de altas rotações. Para melhorar o processo termodinâmico deverão operar em conjunto com térmicas a vapor, de modo a constituir o conjunto “termoelétricas combinadas a gás e vapor” (cogeração), para recuperar investimentos em antigas térmicas a carvão, a óleo e biomassa de bagaço de cana. A melhor localização é junto às usinas de cana de açúcar e junto às termoelétricas a combustível fóssil (Piratininga, Candiota, etc.). &lt;br /&gt;• Combustível líquido e gasoso derivado da cana e florestas artificiais constitui uma das alternativas mais promissoras para Pesquisa e desenvolvimento nos próximos anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A cana é uma planta energética por excelência.  A produtividade anual média no Estado de São Paulo é de 85 toneladas de cana por hectare, enquanto que a produtividade do milho é de 10 toneladas e a da soja é de 4 toneladas por hectare. Tudo na cana é transformável em combustível, enquanto a soja, que é uma oleaginosa, pequena quantidade de energia pode fornecer. É por essa razão que não vale a pena extrair combustível de grãos de soja (ou de grãos de milho).&lt;br /&gt;“Um bom substituto para o petróleo deve ser encontrado naquilo que constitui a sua origem que são as florestas e plantas energéticas. Se o petróleo constitui um depósito ancestral, as florestas são depósitos atuais”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• As vantagens da utilização de termoelétricas podem não ser significativas do ponto de vista econômico, tornando indiferente a escolha, porque ainda existem hidroelétricas de custo relativamente baixo na periferia da planície Amazônica. Não há, entretanto, como prever os desdobramentos da crise atual, relativamente a escassez de crédito e preço de combustíveis. Uma coisa é certa: não está muito distante o dia em que hidroelétrica acabarão se tornando mais caras e difíceis de serem aceitas pela comunidade, diante das agressões ao meio ambiente, provocado pelos reservatórios inúteis.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Como conclusão, o petróleo tem uma sobrevida de pelo menos uns cem anos e não há nenhuma razão para que deixe de ser consumido, como fonte de aquecimento nos países industrializados, e de acionamento de veículos, nos países em desenvolvimento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Crescimento per cápita do consumo de energia e PIB em %&lt;br /&gt;Período 1973/85&lt;br /&gt;Países OCED EE.UU. JAPÃO&lt;br /&gt;Energia per cápita -6 -12 -6&lt;br /&gt;PIB per cápita 21 17 46&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tabela 1 - Crescimento do consumo de energia e PIB per cápita nos países industrializados no período 197 a 1985.&lt;br /&gt;A atual crise não decorre da falta de energia, mas é uma crise de abundância que reflete uma mudança de paradigma nos modos de viver da nova sociedade do mundo industrializado. Países industrializados não oferecem mais suporte aos países em desenvolvimento, os quais têm de procurar seu desenvolvimento por meios próprios. Países industrializados perderam o contato com a produção de bens industriais aos quais tentam retornar sem sucesso.As tentativas de incentivar o emprego em áreas tradicionais fracassam porque não são mais competitivos. No setor automobilístico perdem para os concorrentes do mundo em desenvolvimento, que não param de fabricar automóveis mais econômicos. Não faz sentido estimular uma agricultura, com apenas 2% da população no campo. Não faz sentido estimular montadoras para produzir veículos para ficarem parados e nem faz mais sentido estimular a construção de casas para famílias de tamanho decrescente.Se em pleno apogeu do inverno no hemisfério norte o preço do barril não consegue decolar, é sinal claro de que só os países em desenvolvimento não vão sustentar a demanda por petróleo. &lt;br /&gt;  Outras formas de energia alternativa não se prestam à maior necessidade dos países industrializados: o aquecimento de residências.&lt;br /&gt;  O petróleo é um produto abundante em relação a outras formas de energia e seu preço continuará em queda pela concorrência de combustível alternativo, mas, sobretudo porque seus maiores consumidores estão diminuindo o consumo espontaneamente, por ingressarem na nova economia dos serviços e alta tecnologia. Como representam 70% do consumo de energia no mundo, qualquer diminuição do consumo se torna bastante significativa.&lt;br /&gt;  Com a população estabilizada e o consumo per cápita de energia em declínio, os países industrializados não são mais os responsáveis pelo aumento da demanda de energia como mostra a tabela 1.&lt;br /&gt;     &lt;br /&gt;Petróleo e hidroeletricidade são grandezas distintas em muitos aspectos:&lt;br /&gt; Ambos dependem de capital para estarem prontas. Acontece que o petróleo, como estoque de energia potencial, pode continuar estocado, basta não explorar, enquanto a energia potencial das quedas d’água se esvai se não for utilizada.&lt;br /&gt; Uma, o petróleo, é estoque (integral), a outra, hidroeletricidade, é energia passageira, circunscrita ao tempo atual da ação direta dos raios solares (diferencial).  &lt;br /&gt; O petróleo é um estoque de energia acumulada pela ação lenta e contínua da fotossíntese que perdurou por milhões de anos, cujo montante é desconhecido, enquanto a energia potencial das quedas d’água é uma quota atual de energia, renovada continuamente, mas cujo montante, bem determinado, se esgotou rapidamente com a utilização dos saltos potenciais disponíveis.&lt;br /&gt; A energia potencial das quedas d’água não comporta acréscimos é não é ainda acumulável, enquanto o petróleo está sempre disponível, o que torna a energia potencial das quedas um recurso muito mais limitado que o combustível.&lt;br /&gt; O modo mais barato de produzir trabalho mecânico é através da utilização dos potenciais hidroelétricos devido aos elevados rendimentos da transformação quando comparados ao rendimento de termoelétricas. Por outro lado, o modo mais barato de produzir aquecimento é através da queima direta de combustível (segundo princípio). &lt;br /&gt; Apesar do uso intenso o estoque de petróleo continua uma incógnita. Apesar da baixa eficiência, a fotossíntese acumulou incalculável estoque de energia sob forma de depósitos fósseis, enquanto que nos mesmos milhões de anos, a energia potencial das quedas d’água não acumulou nada, até que a primeira roda d’água fosse utilizada.&lt;br /&gt; O combustível é tambem uma forma de energia que pode ser “renovada” pela ação do homem, limitada apenas à quantidade de terra disponível. Ao cultivar plantas energéticas como cana e florestas artificiais o homem exerce um efeito benéfico sobre o meio ambiente, repondo, de certa forma, aquilo que foi subtraído por sua ação predatória do passado. Isto mostra que o combustível é uma fonte infinitamente mais abundante que a energia potencial disponível e a maior evidência desse fato é o preço atual dos combustíveis, tanto petróleo como combustível alternativo.&lt;br /&gt;Em condições normais a opção por hidroelétricas seria preferencial em virtude de grandes reservas de potenciais inexplorados na região amazônica, especialmente no Rio Xingu, onde se encontra um dos melhores recursos potenciais do ponto de vista econômico (Belo Monte). Mas considerando que nos próximos anos haverá abundância de combustíveis, cujo preço em geral declinará com a baixa atividade econômica, a opção por termoelétricas a gás representa a mais oportuna alternativa em termos econômicos e ambientais, pelas seguintes razões:&lt;br /&gt; Permite adiar investimentos de capital enquanto durar a crise atual.&lt;br /&gt; Evita elevado investimento em “linhões” e reservatórios agressivos.&lt;br /&gt; Termoelétricas a álcool vão permitir a utilização da cana já plantada. &lt;br /&gt; Pesquisa e desenvolvimento em novas tecnologias permitirão o aproveitamento total da cana e de novos combustíveis líquidos e gasosos de biomassa de florestas cultivadas, para acionamento de termoelétricas de maior eficiência.&lt;br /&gt; Gás ou álcool são fontes preciosas de “calor de processo” para inúmeras empresas de uso institucional coletivo como hotéis, hospitais, bibliotecas, restaurantes, centros de abastecimento, frigoríficos, supermercados, madeireiras, etc, etc.&lt;br /&gt; Hidroelétricas e termoelétrica não são opções autoexclusivas, mas complementares. O Brasil ainda tem bons potenciais hidroelétricos inexplorados na bacia Amazônica (Xingu e Tapajós) capazes de produzir energia muito mais barata do que as licitadas no Rio Madeira, mas são muito controvertidas.  Belo Monte, por exemplo, situada no encontro do cristalino com a planície Amazônica, tem boas condições geográficas que permitem um aproveitamento de queda apreciável, utilizando um reservatório pequeno em relação à grande capacidade de produzir energia. Não necessariamente precisa ser otimizado, do ponto de vista econômico. Uma boa solução de compromisso consiste no subaproveitamento (low profile), ou seja, utilizando menor altura de queda em benefício de melhores condições ambientais e sociais, nos moldes do critério que foi utilizado nas licitações do Rio Madeira. Há que ter em conta a redução dos custos ambientais, de barragem e reservatório que constituem o maior componente dos empreendimentos hidroelétricos atuais, o custo de vertedores permanecendo constante porque projetado para vazões seculares. Para reduzir o impacto do custo de capital em equipamento que se tornará mais elevado com altura menor, a instalação dos equipamentos pode ser escalonada no tempo e em quantidade maior, de modo a ter grandes fatores de capacidade, compatível com o funcionamento contínuo.&lt;br /&gt; O custo operacional de térmicas está em queda, devido a abundância de combustíveis, enquanto o custo de hidroelétricas está subindo, devido a escassez de capital. As condições de crédito favorecem as termoelétricas, cujo combustível precisa de maior proteção por ser mais intensivo em mão de obra. A complementação por termoelétricas permite melhor aproveitamento do atual sistema elétrico no sentido de oferecer garantia de suprimento com baixo investimento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2979501118768918877-8041036547192963691?l=vitorhugoromao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/feeds/8041036547192963691/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/2010/12/previsoes.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2979501118768918877/posts/default/8041036547192963691'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2979501118768918877/posts/default/8041036547192963691'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/2010/12/previsoes.html' title='PREVISÕES'/><author><name>Hugo Siqueira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13180952252687989988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_i8zJ62Y8TTU/TCfdj27wDWI/AAAAAAAAAAU/S6ExYCACyY8/S220/14022010720.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2979501118768918877.post-8835448257080722939</id><published>2010-12-31T06:11:00.000-08:00</published><updated>2010-12-31T06:12:32.105-08:00</updated><title type='text'>CONDIÇÕES ESTRUTURAIS</title><content type='html'>HUGO SIQUEIRA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil foi extremamente bem sucedido na exploração de seus recursos naturais energéticos, junto com o Canadá, Estados Unidos e Rússia. Foi dos que mais se beneficiou da revolução da descoberta da eletricidade no princípio do século passado, graças a constituição geográfica dos seus rios interiores, de forte integração regional. O planejamento do sistema elétrico, iniciado após o primeiro período de seca prolongada (1953 a 1956), foi profundamente marcado por este acontecimento. Foi muito eficiente a princípio, mas ao mesmo tempo conservador. Grande capacidade instalada associada a grande capacidade de armazenamento foram as condições que permitiram uma operação tranqüila e eficaz nos primeiros trinta anos, tanto no aspecto das variações de demanda como da energia, até que o sistema foi surpreendido pela repetição de um novo período crítico com redução expressiva de energia natural afluente as usinas. Simulações “posteriores” confirmam esta ocorrência.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Potenciais de baixo custo nas cabeceiras dos rios Grande e Paranaíba incentivaram a supermotorização das usinas em razão dos reduzidos custos incrementais das primeiras usinas, muito alem das necessidades naturais de atender ao fator de carga em torno de 0.55. Junte-se a isso uma grande capacidade de armazenamento de energia pelos reservatórios de Furnas e Itumbiara, adequadamente situados nas cabeceiras dos dois rios que, mesmo com baixos fatores de capacidade (em torno de 0.4) o sistema não encontrava condições de mercado suficiente para absorver o excesso de energia alem da acumulada nos reservatórios, de modo que muita água verteu nesse período fazendo o sistema parecer superdimensionado. Blecautes ocorrem com frequência em muitos países industrializados de modo que a ocorrência de apagões não constitui razão para crucificar os planejadores que atuaram com muito êxito por 40 anos sucessivos. A introdução de térmicas foi a reação natural, na ocasião, para fazer frente às más condições climáticas. A condição de país ainda essencialmente agrícola determinou a característica sazonal essencialmente variável da carga ao longo do ano, dia e semana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A conveniência de complementação térmica evidentemente não decorre da escassez de recursos potenciais hidroelétricos, em um país que ainda dispõe de 80% de recursos inexplorados na Amazônia, alguns de apreciável altura de queda, economicamente viáveis.   Termoelétricas não contemplam apenas a necessidade conjuntural do presente, mas é decorrência da perda de capacidade de regulação por reservatórios de acumulação que foram perdendo significado ao longo do tempo com a expansão através de novas hidroelétricas, sem aumento de reservatórios significativo. O acréscimo de Usinas com reservatórios de regulação apenas sazonal acabou reduzindo ao longo tempo a capacidade total dos reservatórios -- inicialmente em torno de 25 vezes em relação à energia natural afluente às usinas -- para cerca de apenas 6 vezes, até que um novo período de seca, com baixa energia natural afluente, ocasionou o apagão de 2001. Acresce ainda o fato, da extrema dificuldade em operar, em razão de profundas mudanças estruturais ocorridas no Brasil depois da década de 50.  &lt;br /&gt; Ora, os reservatórios de planície, característicos da região amazônica, são inadequados para efeito de regularização, alem do que o regime sazonal dos rios é o mesmo e por isso não complementar. O Brasil corre o risco de construir custosos linhões para integrar sistemas que não são complementares, nem são capazes de acrescentar reservatórios de regulação plurianual, portanto não integráveis. Afora estas limitações técnicas, acresce o fato de serem fortemente contestadas por condições socioambientais, o que torna o processo de licitação demorado. Isto vem acontecendo com a usina de Belo Monte que vem tendo restrições ridículas de reservatórios (400 km²) que nada significam em termos socioambientais, mas que tornam elevados os custos de equipamentos de uma boa opção. &lt;br /&gt;A bacia Amazônica continua oferecendo ótimas oportunidades de investimentos privados, nacionais e estrangeiros, para a produção de comodities metálicas eletrointensivas, assim como a opção por térmicas no sistema atual tambem oferece as mesmas oportunidades diante da elevada capacidade instalada que pode ser liberada para a produção das mesmas comodities, com tarifas especiais. &lt;br /&gt;Não podendo contar com reservatórios de acumulação de outras regiões, não resta alternativa senão a garantia de térmicas para ter em conta as mudanças climáticas, que constitui fenômeno probabilístico. A garantia por térmicas é muito mais efetiva, uma vez que o combustível já representa um estoque de energia acumulada, disponível a qualquer momento e independente de variações climáticas imprevisíveis da natureza. É muito provável que as mudanças estruturais venham a produzir na região Sul Sudeste um efeito semelhante ao acontecido nos países industrializados, isto é, uma diminuição das necessidades de energia com o crescimento econômico. Com a perda progressiva da capacidade de regulação por reservatórios e com a garantia oferecida por térmicas, quase toda energia que eventualmente seria vertida pode ser usada para economizar combustível nas térmicas, independente da necessidade de encher reservatórios de acumulação. A diversificação na composição da carga permitirá o alongamento do tempo de utilização das hidroelétricas naquelas cargas especiais de uso contínuo. Esse é o preço a ser pago para assegurar o suprimento que antes era feito por reservatórios de acumulação.&lt;br /&gt;A contribuição das usinas de cogeração é positiva por ser complementar (colheita em período seco), mas ainda insuficiente. Para que se torne efetiva é preciso haver alguma compensação pelo fato de as usinas de álcool e açúcar, como entidades privadas, não se sentirem estimuladas a participar do processo, quando térmicas em geral são paralisadas por excesso de chuvas. Entretanto existem varias formas de compensação, uma vez que é do interesse geral. &lt;br /&gt; Usinas de açúcar ainda utilizam usinas térmicas a vapor antigas, cujo processo termodinâmico tem baixa eficiência. Entretanto, Usineiros poderiam ser compensados, na forma de créditos facilitados, para aquisição de termoelétricas a gás mais eficiente, para operar em conjunto com as térmicas antigas, aproveitando a energia dos gases de escape (termoelétricas combinadas). Não se pode falar de eficiência de um processo que utiliza combustível sem valor de mercado. O rendimento que interessa no caso é o rendimento em termos monetários, isto é, reais de saída em relação aos reais de entrada. Como a queima direta do bagaço é mais eficiente para a produção de “calor de processo”, a melhor solução para os usineiros seria a venda do bagaço como insumo para indústria cerâmica que utiliza a queima direta do bagaço em “calor de processo”. Outro obstáculo a ser vencido reside no fato de a maioria das usinas e sistemas de transmissão ter sido privatizada, o que dificulta a operação. &lt;br /&gt;É no mínimo surpreendente que, em um país com tantos recursos potenciais inexplorados, o sistema interligado atual não possa contar com estes recursos, seja porque são recursos de região de planície, inadequados e não complementares, seja porque são ambientalmente incorretos e tenha que recorrer a fontes térmicas mais custosas para aumentar sua capacidade de regulação plurianual, inclusive termonucleares. A importação de energia de outras fontes, externas ao sistema interligado, pode diminuir a dependência da energia natural afluente às usinas hidroelétricas atuais, mas não concorre para o aumento da capacidade de regulação por reservatórios de acumulação plurianual. O ideal de um sistema único interligado para todo o território brasileiro pode ser inatingível. Entretanto, nada impede que o suprimento de energia possa continuar de forma descentralizada, apenas vamos ter que gastar mais para contornar a imprevisibilidade do tempo. Países industrializados já passaram por estas circunstâncias limitadoras e há muito tempo são dependentes de térmicas.&lt;br /&gt;Não constitui objetivo do sistema interligado atual a otimização de todos os recursos hidroelétricos pelo aproveitamento de energia indisponível ou vertida. Pelo contrário, no período inicial o planejamento se pautou por oferta antecipada de capacidade instalada e energia, pela utilização de potenciais adequados, de evidente economicidade. Hoje, o problema é de natureza mais estratégica do que simplesmente econômica. A estratégia de super oferta de energia armazenada em reservatórios, utilizada nos períodos iniciais, não pode ser repetida porque o sistema exauriu a sua capacidade interna e nem pode contar com reservatórios de regularização plurianual de outras regiões, por serem tecnicamente inadequados e não complementares. &lt;br /&gt;A discussão em torno dos recursos da Amazônia é estéril porque está desfocada: antes de serem agressivos, os reservatórios são inadequados e impróprios, por se situarem em regiões de planície, alem do que não são complementares, mas coincidentes com o de outras regiões, especialmente a Sul Sudeste. Nem a opção por termoelétricas é capaz de eliminar as incertezas de um sistema intrinsecamente aleatório. Entretanto, é mais seguro: substitui uma garantia aleatória de armazenamento em reservatórios por garantia de armazenamento mais eficaz, dependente da ação deliberada do homem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2979501118768918877-8835448257080722939?l=vitorhugoromao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/feeds/8835448257080722939/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/2010/12/condicoes-estruturais.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2979501118768918877/posts/default/8835448257080722939'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2979501118768918877/posts/default/8835448257080722939'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/2010/12/condicoes-estruturais.html' title='CONDIÇÕES ESTRUTURAIS'/><author><name>Hugo Siqueira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13180952252687989988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_i8zJ62Y8TTU/TCfdj27wDWI/AAAAAAAAAAU/S6ExYCACyY8/S220/14022010720.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2979501118768918877.post-3774488180231355757</id><published>2010-12-31T06:09:00.000-08:00</published><updated>2010-12-31T06:10:55.747-08:00</updated><title type='text'>PESPECTIVAS BRASILEIRAS PROMISSORAS</title><content type='html'>HUGO SIQUERA&lt;br /&gt;Atualmente, a maior pressão sobre recursos escassos ocorre pelo transporte excessivo de matéria prima, enquanto as maiores pressões sobre meio ambiente decorre da utilização de fontes ineficientes de energia para produzir bens de maior valor agregado. É claro que cada país vai procurar agregar valor de acordo com suas peculiaridades: aqueles que têm mão de obra barata procurarão atividades em que este recurso possa ser agregado (China, Índia); países com recursos naturais vão agregar valor em produtos que os utilizem; Países industrializados irão desenvolver tecnologia necessária a todos que dela necessitarem. A tendência natural preconizada por McLuhan é no sentido da fusão em mega-empresas transnacionais e a especialização de cada país nas suas aptidões peculiares. A globalização não é nenhuma novidade e não ocorre simultaneamente em todos os países. Já ocorreu no passado da indústria de bens intermediários (automotiva) e encontrou sua expressão maior nos dias atuais com a produção de bens tecnológicos. Está demorando, mas certamente vão ocorrer mudanças no setor primário, que constitui o foco das maiores pressões sobre recursos e natureza. O transporte excessivo de matéria prima e a produção de bens por meios ineficientes não é globalmente desejável para o mundo como um todo e a opinião publica mundial vai exercer pressão sobre aqueles países que adotem essas práticas. Aqueles que estiverem mais bem preparados serão os mais bens sucedidos, sem dúvida alguma.&lt;br /&gt;Exemplos de práticas inadequadas: &lt;br /&gt;• Produtos siderúrgicos e semi-acabados eletro intensivos em países que não dispõem de fontes adequadas (China, Índia, Bulgária, Estados Unidos).&lt;br /&gt;• Carros elétricos em países que não dispõem de energia elétrica para acioná-los.&lt;br /&gt;• “Revolução verde” em países que não tenham terras, condições climáticas e energia suficiente para patrociná-la (países industrializados).&lt;br /&gt;• Agregação de valor em países que não dispõem de terra suficiente para criação de gado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O país pode contar com enorme quantidade de energia de origem hidroelétrica para a produção de elementos estratégicos de grande valor econômico (Alumínio, estanho, hidrogênio, lítio), o que constitui um diferencial importante em relação aos países que precisam recorrer à energia proveniente de térmicas. O Brasil é um dos últimos detentores de potenciais hidráulicos e o que mais ganhou experiência na exploração de energia hidroelétrica na segunda metade do século passado. &lt;br /&gt;A eletrólise é uma das formas mais freqüentes de uso da energia elétrica, que permite o seu armazenamento na forma dos produtos por ela produzidos, especialmente aquela de origem hidráulica. O Lítio, por exemplo, é o elemento essencial para fabricação de baterias leves, cuja tecnologia já é utilizada em celulares e notebooks. O hidrogênio pode ser utilizado em células de combustível. Ambos são obtidos por meio da eletrólise e servem como fontes para acionamento de veículos elétricos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2979501118768918877-3774488180231355757?l=vitorhugoromao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/feeds/3774488180231355757/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/2010/12/pespectivas-brasileiras-promissoras.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2979501118768918877/posts/default/3774488180231355757'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2979501118768918877/posts/default/3774488180231355757'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/2010/12/pespectivas-brasileiras-promissoras.html' title='PESPECTIVAS BRASILEIRAS PROMISSORAS'/><author><name>Hugo Siqueira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13180952252687989988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_i8zJ62Y8TTU/TCfdj27wDWI/AAAAAAAAAAU/S6ExYCACyY8/S220/14022010720.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2979501118768918877.post-5523697138634075284</id><published>2010-12-31T06:08:00.000-08:00</published><updated>2010-12-31T06:09:43.173-08:00</updated><title type='text'>CONSTATAÇÕES ÓBVIAS SOBRE OS RUMOS DA POLÍTICA ENERGÉTICA (receita)</title><content type='html'>HUGO SIQUEIRA&lt;br /&gt;1. É mais barato e seguro — em termos econômicos e ambientais — assegurar energia por termoelétricas a gás em “períodos secos” do que utilizar reservatórios de usinas hidroelétricas da Amazônia. Combustíveis já constituem estoques de energia disponível a qualquer instante para ter “energia garantida”, independente de condições climáticas e não oferecem risco sócio-ambiental dos extensos reservatórios das usinas da Amazônia&lt;br /&gt;2. Imprimir um ritmo lento de exploração de petróleo e hidroelétricas na Amazônia bem ao estilo do que os americanos chamam de “Low Profile”. &lt;br /&gt;3. Padronizar o tipo de turbina de fluxo d’água (bulbo) de modo a tornar adequada a todas as usinas grandes e pequenas, reduzindo o custo pela escala: pequenas com poucas unidades e maiores com mais unidades padrão.&lt;br /&gt;4. Aumentar o cultivo de florestas artificiais, inclusive na Amazônia para produção siderúrgica e de combustíveis líquidos.&lt;br /&gt;5. Pesquisa e desenvolvimento de combustíveis líquidos derivados da biomassa.&lt;br /&gt;6. Pesquisa e desenvolvimento de turbinas velozes e Incentivo a fabricação de termoelétricas a gás, a álcool de cana e combustíveis líquidos&lt;br /&gt;7. Manter estoque de petróleo para fabricação de adubo nitrogenado e plástico.&lt;br /&gt;8. Assegurar energia por termoelétricas a gás em lugar de reservatórios na Amazônia.&lt;br /&gt;9. A melhor localização de termoelétricas a gás é junto às usinas de açúcar e álcool ou térmicas convencionais a vapor (Candiota e Piratininga) para reduzir o consumo de carvão mineral e bagaço de cana (térmicas combinadas de cogeração)&lt;br /&gt;10. Destinar bagaço de cana em atividades que utilizam “calor de processo” em vez de combustível para térmicas a vapor.&lt;br /&gt;11.  Substituir frota de carros a gasolina nas grandes cidades por modelos híbridos álcool-elétricos ou acionados por hidrogênio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2979501118768918877-5523697138634075284?l=vitorhugoromao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/feeds/5523697138634075284/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/2010/12/constatacoes-obvias-sobre-os-rumos-da.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2979501118768918877/posts/default/5523697138634075284'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2979501118768918877/posts/default/5523697138634075284'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/2010/12/constatacoes-obvias-sobre-os-rumos-da.html' title='CONSTATAÇÕES ÓBVIAS SOBRE OS RUMOS DA POLÍTICA ENERGÉTICA (receita)'/><author><name>Hugo Siqueira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13180952252687989988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_i8zJ62Y8TTU/TCfdj27wDWI/AAAAAAAAAAU/S6ExYCACyY8/S220/14022010720.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2979501118768918877.post-422031067932118204</id><published>2010-12-31T06:02:00.000-08:00</published><updated>2010-12-31T06:07:16.335-08:00</updated><title type='text'>O CULTO DA TECNOLOGIA</title><content type='html'>HUGO SIQUERA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira forma, só mudar de atividade, não é o bastante. Significa transferir a outros a responsabilidade de produzir transporte e alimento para atender necessidades mais prosaicas de alimentação e aquecimento de novos consumidores. Afinal, nem todos poderão mudar para outras atividades ao mesmo tempo. Alguns permanecerão responsáveis pelo trabalho pesado, consumidor de energia. Os países industrializados poderão comprar energia, trocando por produtos tecnológicos (quinquilharias eletrônicas), ou então, produzir sua própria energia nuclear (ineficiente para aquecimento) a preços muito mais elevados (cerca de 6000 dólares por Quilowat). Este é o grande problema dos países industrializados: alem de gerar desemprego nos países de origem, seu mercado não é grande o suficiente para se auto-alimentar. Tem que ser impingido aos países em desenvolvimento como nova forma de colonialismo. Ao comprarem estes produtos de prematura obsolescência, os países em desenvolvimento pagam uma espécie de tributo pelo “culto da nova tecnologia”. Um computador ou celular com seis meses de uso, não vale absolutamente nada.  &lt;br /&gt;É surpreendente que as novas tecnologias da informação e da eletrônica, que produziram tantos resultados, tenham encontrado apenas soluções parciais para problemas, que pareciam menores, como aqueles relacionados com a vida do ser humano concretas, no sentido mais estreito da palavra: sua existência animal e primitiva, como alimentação, aquecimento, circulação e transporte. Atividades biológicas do ser humano concretas exigem gasto de energia que não pode ser suprida apenas por alta tecnologia. O transporte e energia, não podem ser virtuais. &lt;br /&gt;A novíssima tecnologia da biogenética já está produzindo aumentos substanciais de produtividade nas plantações de cana e florestas cultivadas. Utilizada no Brasil em florestas cultivadas (clones de eucalipto) aumentou a produtividade da indústria do aço a partir do carvão vegetal em mais de cinco vezes. No futuro próximo, quando esta tecnologia tiver maior aceitação por parte do público, talvez venha a mudar todo o panorama da produção de alimentos protéicos. &lt;br /&gt;“Os países em desenvolvimento não deveriam trilhar os mesmos caminhos de desenvolvimento do Norte, mas buscar novas direções e assumir os riscos da inovação em áreas especialmente promissoras”.&lt;br /&gt;Por incrível que possa parecer, a mais valiosa fonte de energia permanece subutilizada: “o uso mais eficiente no uso-final da energia disponível e a escolha das alternativas promissoras de produção e seus vetores energéticos”. José Goldenberg (Energia para o desenvolvimento, 1988) e (An End-use Oriented global Energy Strategy,” Annual Review of Energy, 1985) citado no trabalho “Energy for a sustainable World” do World Resource Institute.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A região amazônica não deve ser vista do ponto de vista estreito de cada uma de suas riquezas presumidas, mais de uma forma sistêmica do conjunto de suas riquezas e problemas que se complementam. Assim, por exemplo, ao invés de licitar hidroelétricas para ser dado de “mão beijada” às empresas de produto eletro-intensivo, licitar o conjunto, usina, minérios, navegação, etc., com vinculação de royalties e limitação de áreas inundadas. A usina de Belo Monte reúne as condições para se tornar objeto de uma licitação do tipo sugerido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2979501118768918877-422031067932118204?l=vitorhugoromao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/feeds/422031067932118204/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/2010/12/o-culto-da-tecnologia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2979501118768918877/posts/default/422031067932118204'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2979501118768918877/posts/default/422031067932118204'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/2010/12/o-culto-da-tecnologia.html' title='O CULTO DA TECNOLOGIA'/><author><name>Hugo Siqueira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13180952252687989988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_i8zJ62Y8TTU/TCfdj27wDWI/AAAAAAAAAAU/S6ExYCACyY8/S220/14022010720.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2979501118768918877.post-7742500418395269643</id><published>2010-12-31T06:00:00.000-08:00</published><updated>2010-12-31T06:02:46.930-08:00</updated><title type='text'>EXPLORAÇÃO DOS POTENCIAIS HIDROELÉTRICOS</title><content type='html'>HUGO SIQUEIRA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma história de bois, petróleo e eletricidade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   O melhor jeito de guardar milho barato é em sacos de couro..., de porco..., vivo.&lt;br /&gt;  O lugar mais indicado para estocar petróleo barato é embaixo da terra.&lt;br /&gt;   .&lt;br /&gt;  O CULTO DO PLANEJAMENTO&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;  O desenvolvimento dos países industrializados de hoje aconteceu sob condições inteiramente diversas. Os conhecimentos da época eram escassos, de forma que, considerações de eficiência não eram relevantes (o problema não continha os clássicos limites das condições de contorno). As mudanças ocorriam em ciclos estáveis que cabiam dentro do prazo de vida de uma pessoa, no decorrer de um industrialismo, que durou cerca de 300 anos. Um exemplo: as locomotivas a lenha de 1950 eram verdadeiras fábricas ambulantes, devoradoras de lenha e a vapor, de rendimento baixíssimo para acionar pistões. Hoje, com as mudanças ocorrendo a ciclos cada vez menores, qualquer trabalho que leve mais de cinco anos, será obsoleto na publicação. &lt;br /&gt;Parafraseando Marshall McLuhan, o papa da comunicação, poderíamos dizer:&lt;br /&gt;“Não há um futuro previsível para o qual se possa preparar algum país para enfrentar a globalização, que é um fenômeno recente. A tecnologia, em sua permanente criatividade, levou de roldão a estabilidade cíclica dos sistemas simbólicos (arquiteturas puramente ideológicas)” (Marshall McLuhan). Foi a estratificação do industrialismo que criou a necessidade do planejamento. O planejamento foi mais um instrumento de imobilização da vida (desestimulação da criatividade) do que fator de reequilibração permanente. Os planos tinham por objetivo evitar a invenção. Velhos conceitos, puramente ideológicos: livre mercado, estatais, liberalismo, perderam totalmente o sentido com o fim das ideologias e o fim da história A palavra de ordem agora é “cooperação espontânea”. Como planejar um futuro, vivendo dentro das mudanças, que são verdadeiras mutações acontecendo e das quais não damos conta no tumulto das mudanças profundas? A atual crise vem demonstrando que os países não têm poder de ação relativamente às suas empresas transnacionais, cujos interesses se encontram mais fora de seus países de origem. Até países em desenvolvimento estão criando suas empresas Multiestatais (parece uma heresia): a Petrobrás, por exemplo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2979501118768918877-7742500418395269643?l=vitorhugoromao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/feeds/7742500418395269643/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/2010/12/exploracao-dos-potenciais.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2979501118768918877/posts/default/7742500418395269643'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2979501118768918877/posts/default/7742500418395269643'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/2010/12/exploracao-dos-potenciais.html' title='EXPLORAÇÃO DOS POTENCIAIS HIDROELÉTRICOS'/><author><name>Hugo Siqueira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13180952252687989988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_i8zJ62Y8TTU/TCfdj27wDWI/AAAAAAAAAAU/S6ExYCACyY8/S220/14022010720.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2979501118768918877.post-462682639396449634</id><published>2010-12-31T05:58:00.000-08:00</published><updated>2010-12-31T06:00:40.534-08:00</updated><title type='text'>O ARMAZENAMENTO DE ENERGIA</title><content type='html'>HUGO SIQUEIRA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O armazenamento de energia por meio de grandes reservatórios de acumulação foi a estratégia bem sucedida para ter “energia garantida”. Mas os reservatórios atuais vêm perdendo progressivamente a capacidade de contribuir para a autoregulação e a construção de novos encontra fortes restrições sócio-ambientais, de forma que, a mesma estratégia não pode mais ser repetida nas novas usinas. Garantir energia nos períodos secos se tornou mais fácil nos dias de hoje com termoelétricas a gás de menor custo de capital. A utilização de reserva de “energia garantida” por termoelétrica é uma solução mais ecológica e mais barata por mais incrível que possa parecer: é eficaz porque o combustível (gás ou combustível líquido) por elas utilizado já é um estoque de energia potencial, disponível a qualquer tempo, independente de condições climáticas.&lt;br /&gt; O sistema elétrico brasileiro foi projetado no século passado, seguindo uma estratégia de sucesso que consistia no emprego de reservatórios de regularização plurianual aliado a usinas supermotorizadas, ambos de custo excepcionalmente baixo, graças ao relevo. No Norte acontece justamente o contrário e a mesma estratégia não pode ser repetida, devido tambem ao relevo: Os reservatórios são caros e ambientalmente incorretos, pela elevada relação superfície volume. O mesmo acontece com os equipamentos, turbina e gerador devido a baixa altura. Acresce ainda o fato de que as alturas precisarão ser reduzidas para não inundar mais do que as enchentes naturais, o que agrava ainda mais o custo dos equipamentos.Tanto no Norte como no Sudeste o país pode contar com enorme quantidade de energia de origem hidroelétrica para a produção de elementos estratégicos de grande valor econômico (Alumínio, estanho, hidrogênio, lítio), o que constitui um diferencial importante em relação aos países que precisam recorrer à energia mais dispendiosa de térmicas. O Brasil é um dos últimos detentores de potenciais hidráulicos e o que mais ganhou experiência na exploração de energia hidroelétrica na segunda metade do século passado. &lt;br /&gt;A eletrólise é uma das formas mais freqüentes de uso da energia elétrica, que permite o seu armazenamento na forma dos produtos por ela produzidos, especialmente aquela de origem hidráulica. O Lítio, por exemplo, é o elemento essencial para fabricação de baterias leves, cuja tecnologia já é utilizada em celulares e notebooks. O hidrogênio pode ser utilizado em células de combustível. Ambos são obtidos por meio da eletrólise e servem como fontes para acionamento de veículos elétricos.&lt;br /&gt;No momento, o Brasil deve concentrar pesquisas em tecnologia de aproveitamento total da cana de açúcar e da biomassa de florestas cultivadas para produção de combustível líquido, como alternativa da queima direta do bagaço em antigas termoelétricas a vapor, verdadeira “reminiscência arqueológica” do industrialismo. Estas devem ser substituídas por termoelétricas combinadas (Candiota, Piratininga, e usinas de cogeração existentes nas usinas de açúcar e álcool) e o bagaço teria aplicação mais eficiente em “calor de processo” como a indústria cerâmica e de vidro. &lt;br /&gt;A segunda necessidade brasileira é garantir a produção de álcool para a para acionamento de carros e termoelétricas, alem da venda do combustível e experiência de fabricação para outros países. Para que tenha terra suficiente é preciso reduzir o rebanho de bovinos, tanto na Amazônia, quanto no cerrado. A redução do rebanho é possível, com a experiência brasileira de mais de 300 anos, que pode ser acelerada com a descrição recente do genoma do gado. Com isso, o Brasil pode se transformar em exportador de tecnologia de garrotes precoces (semem, reprodutores e matrizes).&lt;br /&gt;A engorda extensiva de bois é o maior responsável pela degradação de pastagens que já atinge a região Amazônica. Alem do pequeno valor agregado, exportação de carne por bois criados extensivamente significa perda de patrimônio. A exportação de matéria prima é um forte concorrente pela utilização de recursos escassos ou ambientalmente incorretos. Ora, tanto o cultivo de grãos quanto cana é uma atividade mais correta e lucrativa do que as anteriores. Logo, a providência mais sensata seria limitar o rebanho, produzindo carne de bois confinados e evitar o transporte de matéria prima, exportando produtos acabados de maior valor agregado. Globalmente a exportação de matéria prima não beneficia ninguém, concorre apenas para o agravamento das condições ambientais e maior utilização de recursos escassos: minério, grãos e carne. Minério e grãos exigem combustível no transporte de mercadorias pesadas para países que vão utilizá-los de modo ineficiente. Já a carne, incentiva a criação extensiva de gado, maior vilão das queimadas e concorrente do boi confinado. Isto é o “óbvio ululante”.&lt;br /&gt;Como a energia elétrica é o nosso fator mais favorável, deve ser usada para impedir tais exportações. Por exemplo: na Amazônia, para produzir eletro intensivo e no Sudeste, para acionamento de carros elétricos. O álcool tem grande potencial exportador, tanto o combustível como 40 anos de experiência tecnológica. Só nos Estados Unidos a necessidade de adição é seis vezes a produção brasileira. O Brasil tem condição de se tornar o maior fornecedor de gado confinado, ou seja, exportador do boi já alimentado com o grão de origem.&lt;br /&gt;Indiretamente, os responsáveis pelas más condições ambientais são os importadores de carne e minérios brutos da Amazônia, impedindo que sejam processados aqui, de maneira mais eficiente. Se bens tecnológicos podem ter produção globalizada, o mesmo não acontece com bens primários, sem comprometer o meio ambiente. Portanto, limitar a exportação de carne e minério bruto da Amazônia, não apenas é um bom negócio, como é essencial para a sua preservação&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2979501118768918877-462682639396449634?l=vitorhugoromao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/feeds/462682639396449634/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/2010/12/o-armazenamento-de-energia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2979501118768918877/posts/default/462682639396449634'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2979501118768918877/posts/default/462682639396449634'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/2010/12/o-armazenamento-de-energia.html' title='O ARMAZENAMENTO DE ENERGIA'/><author><name>Hugo Siqueira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13180952252687989988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_i8zJ62Y8TTU/TCfdj27wDWI/AAAAAAAAAAU/S6ExYCACyY8/S220/14022010720.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2979501118768918877.post-7825012237285077967</id><published>2010-12-31T05:57:00.000-08:00</published><updated>2010-12-31T05:58:51.502-08:00</updated><title type='text'>O NACIONALISMO DE VOLTA</title><content type='html'>HUGO SIQUEIRA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;As novas descobertas do Pré-sal vêm dando margem para o ressurgimento do velho nacionalismo que alimentou o imaginário do povo brasileiro na década de 50. Hoje vistas como “redenção da pobreza” vão servir muito mais como bandeira política, do que realmente geração de riqueza, diante da montanha de capital necessário à exploração.&lt;br /&gt;“Coincidência ou não, no mesmo dia do lançamento do pré-sal, começava em Londres o, digamos, pós-sal – campanha chamada 10:10, porque visa reduzir em 10% a emissão de gases -- cujo último fim fatalmente será o de um mundo com muito menos consumo de petróleo e derivados, sabidamente os principais vilões nessa história, seguidos pelo desmatamento” (Clovis Rossi, folha do dia 2/9/2009). Não é para criticar o pré-sal, ao contrário: mesmo que o petróleo tenha uma sobrevida de algumas décadas, o Brasil é um dos raros países, senão o único, com a imperdível oportunidade de usar os recursos (grana) provenientes de um combustível ‘sujo’, para desenvolver e/ou consolidar as alternativas ‘limpas’ que possui (álcool e potenciais hidroelétricos). “Ou então, usar o recurso combustível ‘sujo’ (em espécie) para acionamento de termoelétricas a gás que liberam energia limpa” e barata de hidroelétricas — nossa maior riqueza potencial — para acionamento de carros elétricos ou a hidrogênio? &lt;br /&gt;Se o preço do petróleo vai realmente subir, conforme esperam os técnicos da Petrobras, porque não esperar que isso aconteça primeiro, para depois explorar, deixando o petróleo bem guardado debaixo da terra e do mar? O quê, definitivamente, não é fácil de ser roubado. A “subutilização das reservas” ao longo do tempo é o equivalente em petróleo da subutilização (low profile) das hidroelétricas da Amazônia, ou seja, produção de gás, diesel e nafta na quantidade suficiente para atendimento do mercado interno. É o que parece mais sensato nestes tempos de petróleo barato, sem as complicadas manobras de “aumento de capital da Petrobras, emissão de títulos da dívida e pagamentos em barris fictícios do futuro, tal como o “negócio da China de 10 bilhões”, que nada têm a ver com a indústria do petróleo.&lt;br /&gt;A tal “Doença holandesa” de que tanto falam atualmente já aconteceu muitas vezes na história do Brasil colonial — como expressa o recente discurso do senador Cristovam Buarque sobre os inúmeros ciclos da “borracha”, “cana de açúcar”, “mineração”, “café” — cujos benefícios reverteram apenas ao propósito de construção de edifícios suntuosos: teatro, igrejas, palacetes e edifícios, como expressão do poder dos senhores de engenho, barões da borracha e do café. A atual crise da economia globalizada guarda uma certa semelhança com a “maldição do petróleo”  e pode ser atribuída à “febre consumista da era da modernidade”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2979501118768918877-7825012237285077967?l=vitorhugoromao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/feeds/7825012237285077967/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/2010/12/o-nacionalismo-de-volta.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2979501118768918877/posts/default/7825012237285077967'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2979501118768918877/posts/default/7825012237285077967'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/2010/12/o-nacionalismo-de-volta.html' title='O NACIONALISMO DE VOLTA'/><author><name>Hugo Siqueira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13180952252687989988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_i8zJ62Y8TTU/TCfdj27wDWI/AAAAAAAAAAU/S6ExYCACyY8/S220/14022010720.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2979501118768918877.post-6665937662462022103</id><published>2010-12-31T05:55:00.000-08:00</published><updated>2010-12-31T05:57:34.088-08:00</updated><title type='text'>HISTÓRICO</title><content type='html'>Desde a criação da Petrobras nos idos de 50 – sob forte apelo nacionalista da campanha do “petróleo é nosso” – jamais imaginaríamos que o Brasil tivesse petróleo. No curto período de pouco mais de vinte anos implantamos – em cooperação com países industrializados – uma indústria automobilística exitosa sem ter petróleo, até sermos surpreendidos pelo primeiro choque em 1973, quando o preço do barril atingiu a marca de hoje: aproximadamente 70 dólares, que corresponde ao dobro do valor atual se considerar a desvalorização do dólar no período (2% em 35 anos ou 3% em 24). &lt;br /&gt;No mesmo período o país foi muito bem sucedido na implantação de um sistema elétrico quase perfeito, não fora a enorme dívida acumulada que levou a uma condição insustentável de comprometer mais de 50% das exportações, pela política dos juros altos imposta pelo governo Reagan. Não bastasse esse fato o país investiu pesado no programa do álcool, cujo acerto ficou definitivamente comprovado no final da década de 70. O país crescia a taxas surpreendentes de quase 14%, superando os “Tigres Asiáticos. Em seguida o Brasil entrou em uma fase de estagnação econômica com taxas de crescimento medíocre. Vieram os sucessivos planos heterodoxos que todos conhecem cujos detalhes não importa relatar aqui, nem seus autores. Somente após 94 o país conseguiu se firmar, depois de um processo de privatização de empresas do setor público que culminou com a extinção do monopólio e abertura do capital da Petrobras ao público, com ações em bolsa de valores, inclusive com participação de capital estrangeiro.&lt;br /&gt;O que importa reconhecer é que – independente da ideologia do governo de plantão – Os três programas alcançaram êxito bastante satisfatório até os dias de hoje:&lt;br /&gt;• O Sistema elétrico completou o ciclo de aproveitamento de todos os potenciais da Região Sudeste, com a colocação das duas últimas turbinas de Itaipu.&lt;br /&gt;• O programa do álcool atingiu a máxima substituição de gasolina com a fabricação dos carros “Flex.”, totalmente a álcool ou gasolina aditivada.&lt;br /&gt;• A Petrobras se firmou como empresa multinacional de eficiência reconhecida no mundo inteiro. Hoje cerca de 70% do capital está em mãos de trabalhadores através do FGTS, investidores nacionais e estrangeiros, cujas ações, cotadas na bolsa de Nova York, valorizaram substancialmente.&lt;br /&gt; Hoje temos petróleo do “Pré-sal”: — Não é surpreendente? É o caso de questionar: &lt;br /&gt;• Porque não deixar as coisas seguirem seu curso natural ao invés de pegar de surpresa um congresso em crise de legitimação? &lt;br /&gt;• Qual a razão do açodamento no prazo 90 dias de um projeto que durou quase dois anos para ficar pronto, sem a nenhuma segurança acerca dos riscos inerentes a um processo inteiramente novo. &lt;br /&gt;• Que seja a Petrobrás a maior beneficiária na exploração, não temos dúvida alguma, mas daí retroceder ao velho e surrado nacionalismo dos anos 50 vai uma diferença muito grande: até parece aquele doido Bolivariano ameaçando.&lt;br /&gt;• Como impedir que outros sócios que acreditaram no sucesso da Petrobrás mantenham a participação original e que talvez não concordem com os propósitos e fins da companhia outra vez nacionalizada?&lt;br /&gt;• Como bons capitalistas alguns talvez aceitem de bom grado o “guarda chuva protetor” que governo oferece, outros nem tanto: afinal são sócios estrangeiros que podem não querer se comprometer com os propósitos nacionalistas de governos latino-americanos como aqueles que nacionalizaram empresas brasileiras como a própria Petrobras. Afinal já fizemos isso antes quando nacionalizamos as empresas canadenses do setor elétrico, se lembram?&lt;br /&gt;• Como fica a situação de todos os trabalhadores, cujos fundos de garantia não rendem nada, ou menos que nada? Permanecerão com suas aplicações desvalorizando eternamente? E outros sócios que não têm meios de completar sua cota, terão dividendos diluídos?  &lt;br /&gt;Petróleo e carvão são responsáveis por 92% da energia consumida nos países industrializados — os maiores consumidores — depois de terem esgotado todos os potenciais hidroelétricos. Países em desenvolvimento queimam petróleo e biomassa na produção e transporte de alimentos (30%). São os únicos a ter potenciais ainda inexplorados de hidroeletricidade, conquanto na quantidade reduzida de 700. 000 Mw.   &lt;br /&gt;  A queima direta do combustível é a forma natural e eficaz de produzir energia, especialmente para o fim precípuo de produzir aquecimento de residências, maior componente do consumo dos países industrializados de clima frio (58%). A queima direta do combustível não requer investimento e toda energia química contida no combustível é transformada quase integralmente, de acordo com o segundo princípio da termodinâmica. Nada impede, entretanto, que sejam utilizadas outras fontes de maior custo, como termonucleares para produzir aquecimento. Em outras aplicações, como o acionamento de máquinas e veículos a queima de combustível é ineficiente porque a maior parte da energia é perdida sob forma de calor e o rendimento da transformação, em termos de energia mecânica, é muito baixo. &lt;br /&gt;O segundo maior componente do consumo dos países industrializados é o transporte (34%), incluído o transporte individual. Como meio de transporte, entretanto, o automóvel é um modo caro e ineficiente: a maior parte do custo se refere aos opcionais de conforto e apenas parte energia consumida se transforma em energia útil, o restante é perdida em refrigeração e lubrificação do motor e dispositivos de conforto. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;É claro que o progressivo encarecimento das novas prospecções de petróleo em mar profundo e o maior custo das hidroelétricas das regiões de planície vai tornar competitiva a energia de outras fontes alternativas, liberando energia para fim de aquecimento e encorajando as pesquisas. Já são possíveis tecnologias que permitam o aproveitamento total da cana bem como a produção de combustível a partir da biomassa de floresta cultivada, cuja produtividade aumentou expressivamente com emprego da biotecnologia.&lt;br /&gt;Os países industrializados podem economizar energia de aquecimento, pois têm condições de adotar tecnologias mais eficientes. Afinal, detendo 70 por cento da energia gasta no mundo todo, tem mais onde cortar. Tambem dispõem de capital para bancar nucleares mais caras, no caso mais extremo. Por mais que economizem energia no uso final, entretanto, ainda continuam grandes consumidores: consomem mais energia de aquecimento que os países em desenvolvimento consomem em alimentação Ao contrário, os países em desenvolvimento, vão ter de produzir os seus próprios combustíveis e, sobretudo, os alimentos (grãos) para alguns países industrializados e emergentes. &lt;br /&gt;Em países tropicais o custo do aquecedor solar é cerca de um terço do equivalente ao suprimento por novas hidroelétricas e deveria ser subsidiado, tal como vem acontecendo no programa “energia para todos” e “irrigação noturna” que não requerem nenhum suprimento extra pela sua característica inerente.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt; PERSPETIVAS DE CARROS ELÉTRICOS&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;Conquanto o carro elétrico (ou a hidrogênio) pareça um meio de transporte racional -- econômica e ecologicamente falando – seu uso não acontece por um motivo simples: não é, tipicamente, um meio de transporte senão um objeto de luxo e ostentação para distinguir categorias de pessoas. Não é, definitivamente, o ideal de autonomia imaginado pelo usuário que deseja dar segurança à família ou então aparecer como forma de status social. Automóveis são construídos “as carradas”  (desculpe o trocadilho) para permanecerem a maior parte do tempo parados no trânsito, nos estacionamentos ou em garagens por absoluta falta de usuários ou mesmo por impossibilidade física de uso simultâneo como acontece nos países industrializados (2 carros por habitante). O culto do automóvel agora que está atingindo a classes de baixa renda dos países em desenvolvimento que desejam participar tambem do sonho americano de consumo. Não chega a ser um meio eficaz de transporte visto que na maioria das vezes está parado ou transportando uma só pessoa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2979501118768918877-6665937662462022103?l=vitorhugoromao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/feeds/6665937662462022103/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/2010/12/historico.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2979501118768918877/posts/default/6665937662462022103'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2979501118768918877/posts/default/6665937662462022103'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/2010/12/historico.html' title='HISTÓRICO'/><author><name>Hugo Siqueira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13180952252687989988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_i8zJ62Y8TTU/TCfdj27wDWI/AAAAAAAAAAU/S6ExYCACyY8/S220/14022010720.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2979501118768918877.post-2285263668405889054</id><published>2010-12-31T05:45:00.000-08:00</published><updated>2010-12-31T05:48:30.103-08:00</updated><title type='text'>APROVEITAMENTO SUSTENTÁVEL DOS POTENCIAIS DA AMAZÔNIA</title><content type='html'>(parte dois 11 páginas)&lt;br /&gt;HUGO SIQUEIRA&lt;br /&gt;   Há mais coisas no ar do que os aviões de carreira.         Aporelli.&lt;br /&gt;  È quase impossível passar ”em brancas nuvens” o “Belo Monte de problemas” que constitui o lançamento do megaevento prometido para o final do ano: A licitação da Usina de Belo Monte. Guardadas as devidas proporções, é comparável — em termos de marketing político ao lançamento do Pré-sal. De onde estiver, o saudoso Stanislau Ponte Preta (Sérgio Porto) estará assistindo a materialização — no besteirol do congresso — do seu famoso “FEBEAPÁ : Festival das Besteiras que Assola Este País. Não é para menos: um dos últimos e bons potenciais da região Amazônica comparável — como usina de fio d’água e em termos de potência instalada — à usina de Itaipu, mas de pequena capacidade de produção de energia.&lt;br /&gt;  Por traz “do Belo Monte” se esconde uma fauna exótica de marqueteiros políticos, lobistas, governadores, senadores, entre os quais nossa sumidade em matéria de energia, Lobão (o outro é claro!). De outro lado, os mais genuinamente interessados: índios, povos da floresta e ambientalistas, mineradoras, produtores de alumínio, técnicos e elevados interesses políticos que o evento propicia como véspera do ano eleitoral. O evento extrapola o mero interesse de técnicos, mineradoras, ambientalistas porque representa a oportunidade de mudança da estratégia seguida até aqui, nos rumos do planejamento energético e mineral. Técnicos e políticos depositam expectativas demasiado otimistas acerca das imensas riquezas que a realidade do campo gravitacional da Amazônia não mostra:&lt;br /&gt;  O que mais caracteriza os potenciais da região Amazônica é que em sua maioria são potenciais de fio d’água, de baixa altura local e situada em planície de baixa altitude, tecnicamente incapazes de constituir estoques de energia. &lt;br /&gt;Comparativamente, o estoque de energia depende ao mesmo tempo da altura local e da altitude. A altura local limita o volume do reservatório em região de baixa declividade e a altitude limita o estoque que esse reservatório pode constituir. &lt;br /&gt;Nada impede, entretanto, que a energia de recursos de fio d’água seja enviada para suprir demanda no período seco do Sudeste, cujos reservatórios podem ser mantidos cheios com a água economizada. Mas, esta é uma possibilidade ilusória, conquanto inteligente. Estoque de energia é uma variável sistêmica que não está localizada em um ponto determinado do sistema. É uma variável que pertence ao sistema como um todo, cujos componentes se transformam em energia elétrica nas diversas alturas das usinas de jusante do mesmo caminho da corrente do rio assim que o volume dos reservatórios de cabeceira libera água. Ora, não se pode reter água nestes reservatórios sem comprometer o funcionamento da usinas de jusante, de cuja vazão sua capacidade é dependente.  &lt;br /&gt;  O que foi feito até agora nas primeiras usinas (Tucuruí, Madeira, etc.) é uma tentativa de extensão à região amazônica da mesma estratégia bem sucedida no Sistema Elétrico do Sudeste. Mas, o sonho de um sistema único interligado pode não ser atingível. Existem limitações de natureza física e econômica para impedir que os recursos potenciais da Amazônia sejam utilizados em sua plenitude e assim integrados, alem daquelas de cunho ambiental que por si só seriam suficientes:&lt;br /&gt;São condições geográficas que determinam o fraco desempenho dos grandes potenciais da região amazônica, tanto do ponto de vista ambiental como econômico. Pequenos desníveis criados para geração de energia elétrica implicam em grandes reservatórios, dispendiosos e agressivos ao meio ambiente. Do ponto de vista econômico, a transformação se opera em regime de baixas velocidades, o que implica maior custo dos equipamentos, turbina e gerador e maiores custos de barragens e reservatórios.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2979501118768918877-2285263668405889054?l=vitorhugoromao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/feeds/2285263668405889054/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/2010/12/aproveitamento-sustentavel-dos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2979501118768918877/posts/default/2285263668405889054'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2979501118768918877/posts/default/2285263668405889054'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/2010/12/aproveitamento-sustentavel-dos.html' title='APROVEITAMENTO SUSTENTÁVEL DOS POTENCIAIS DA AMAZÔNIA'/><author><name>Hugo Siqueira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13180952252687989988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_i8zJ62Y8TTU/TCfdj27wDWI/AAAAAAAAAAU/S6ExYCACyY8/S220/14022010720.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2979501118768918877.post-352199115647432717</id><published>2010-12-31T05:44:00.000-08:00</published><updated>2010-12-31T05:45:35.931-08:00</updated><title type='text'>A REALIDADE DO CAMPO GRAVITACIONAL</title><content type='html'>HUGOSIQUEIRA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do ponto de vista do sistema energético, a região amazônica não é, tipicamente, uma bacia única integrada, mas várias bacias isoladas, cujos rios de planície não têm ligação física uns com os outros e nem com os rios do Sudeste o que é um obstáculo a integração. Geograficamente, rios de cada bacia têm pequena declividade e não suportam reservatórios de volume expressivo que não inundem, o que se traduz em impossibilidade técnica de reservatórios de regulação plurianual a semelhança do Sudeste. O relevo pouco acidentado na cabeceira de cada um destes rios é o responsável pela baixa eficiência do campo gravitacional — tanto no aspecto ambiental como econômico. O fator altura h, decorrente do relevo, não se reflete apenas no custo do equipamento, mas principalmente no custo do reservatório, raso e largo, com área inundada proporcionalmente maior, relativamente ao volume armazenado. Mas, o custo do reservatório não corresponde apenas ao valor imobiliário da terra inundada, o que seria algo suportável em uma região devastada como a do reservatório de Furnas, por exemplo. É o fato de a inundação ocorrer em área da floresta amazônica que torna o custo ambiental infinitamente maior e, portanto, o efeito altura mais evidente. Se não é aceitável um reservatório das dimensões do de Furnas em Belo Monte — e foi necessário reduzir sua área para diminutos 500 quilômetros quadrados, para que o licenciamento ambiental fosse aprovado — como justificar um reservatório inócuo, com área dez vezes superior, em qualquer reservatório de cabeceira dos rios Xingu, Tocantins, Tapajós ou Madeira?&lt;br /&gt;  O relevo já é um obstáculo natural, por isso construir reservatórios na Amazônia é “chover no molhado”, isto é, transformar a região mais inundada do planeta num gigantesco espelho d’água capaz de interferir com o clima. Seria a repetição na Amazônia da mesma experiência mal sucedida da construção de açudes que transformou o nordeste no semi-árido mais inundado do mundo. &lt;br /&gt;  Mas, se a região amazônica já é naturalmente molhada pelas enchentes, a construção de reservatórios mínimos não vai agravar os problemas de clima, já previamente determinado pelas enchentes naturais. Esta seria a condição a impor: os reservatórios não deveriam inundar mais do que as enchentes naturais.   &lt;br /&gt;  Da mesma forma que a exploração dos recursos florestais da Amazônia pode ser conduzida de forma sustentável, por manejo limitado da quantidade, os recursos potenciais hidroelétricos tambem podem ter exploração sustentável, limitando intencionalmente a altura das barragens e, conseqüentemente, a superfície de alagamento dos reservatórios. É o baixo nível de aproveitamento de recursos, conhecido na literatura técnica por “Low Profile” &lt;br /&gt;  Uma solução de consenso inteligente sobre a utilização sustentável dos potenciais da Amazônia é o subaproveitamento, para ter em conta os prejuízos econômicos e ambientais dos grandes reservatórios. Ao reconsiderar a diminuição da altura nas represas das recém-licitadas usinas do Rio Madeira foi estabelecido um padrão para as demais usinas. A redução da altura não resulta em perda econômica propriamente dita — uma vez que o preço do Kwhora é bastante reduzido — mas em menor utilização dos recursos disponíveis em relação à máxima energia que seria obtida com a utilização de altura maior e, portanto, reservatórios mais extensos. Com a redução da capacidade instalada, o aumento no custo dos equipamentos e vertedores por unidade de energia produzida é mais que compensado pela redução no custo da barragem e reservatório — maior componente dos empreendimentos hidroelétricos — que praticamente deixam de existir. Significa apenas uma subutilização de todo o potencial disponível, o que tornou rentável o empreendimento. O emprego de usinas de fluxo de água (bulbo) adequadas para baixa altura de queda é o artifício que contempla custos ambientais e econômicos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2979501118768918877-352199115647432717?l=vitorhugoromao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/feeds/352199115647432717/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/2010/12/realidade-do-campo-gravitacional_31.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2979501118768918877/posts/default/352199115647432717'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2979501118768918877/posts/default/352199115647432717'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/2010/12/realidade-do-campo-gravitacional_31.html' title='A REALIDADE DO CAMPO GRAVITACIONAL'/><author><name>Hugo Siqueira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13180952252687989988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_i8zJ62Y8TTU/TCfdj27wDWI/AAAAAAAAAAU/S6ExYCACyY8/S220/14022010720.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2979501118768918877.post-2489538068959948607</id><published>2010-12-31T05:42:00.000-08:00</published><updated>2010-12-31T05:44:22.652-08:00</updated><title type='text'>BAIXO NÍVEL DE APROVEITAMENTO EM CAMPO FRACO</title><content type='html'>HUGO SIQUEIRA &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os potenciais da Amazônia, vistos como promissores, estão sendo superestimados, se levados em conta fatores ambientais: ou são usinas de fio d’água, incapazes de constituir estoques de energia, ou são usinas de baixa altura que, para produzir energia de modo eficaz necessitam de reservatórios imensos. Subutilização ou “Low Profile” é a melhor maneira de ter energia de baixo custo e de preservar a floresta, sem gastar os recursos da natureza.  Mesmo subutilizada a Região Amazônica continuará a fornecer energia barata capaz de suprir as necessidades próprias e ao mesmo tempo produzir insumos básicos por eletrólise de minérios, abundantes na região, e cujo aproveitamento não conflita com o meio ambiente. &lt;br /&gt;  Não é difícil mostrar que reservatórios não só são ambientalmente incorretos na região Amazônica, como impraticáveis tecnicamente. Tomemos como exemplo o reservatório de Furnas (1440 Km² de superfície alagada), que junto com Itumbiara (780 Km²) é o responsável pela maior parte do estoque de energia do Sistema Sudeste-Sul. O estoque de energia pode ser calculado pela expressão:&lt;br /&gt;             Estoque de energia ~ Volume armazenado X altitude&lt;br /&gt;Como:                   Volume armazenado ~ Superfície alagada X Altura local&lt;br /&gt;Resulta:                  Estoque de energia ~ Superfície alagada X Altura local X altitude &lt;br /&gt;  Os fatores altura e altitude são determinantes na constituição de estoques de energia. Como a altitude é um fator físico predeterminado, qualquer barragem só produz superfície alagada e custos sem produzir estoque de energia. Ainda que fosse aceitável a mesma superfície alagada de Furnas, o volume de água armazenado seria minúsculo e o estoque de energia desprezível. &lt;br /&gt;  Ordinariamente, os reservatórios da região amazônica têm o formato de uuuuuu alongado, rasos e largos, com elevada relação superfície/altura em relação aos reservatórios do Sudeste, Furnas e Itumbiara, que tem formato de V, estreitos e profundos, com baixa relação superfície/altura para o mesmo volume armazenado. Em outras palavras: a superfície de alagamento é inversamente proporcional à alturas de queda. Para ter o mesmo volume do reservatório de Furnas a área inundado em Jirau no Rio Madeira seria cerca cinco vezes maior, o que seria impensável. Ainda que fosse possível, a energia armazenada — produto do volume pela altitude — seria muitas vezes menor ou quase nada. Conclusão, feitos novos estudos para contemplar exigência dos ambientalistas acabou prevalecendo o bom senso: a área inundada foi substancialmente reduzida para cerca de 250 km² e o custo da barragem e reservatório praticamente deixaram de existir. A altura da barragem foi reduzida a dimensão necessária apenas para alojar as turbinas de bulbo e conter o vertedor dentro dos limites do rio. Para surpresa geral o lance dos consórcios vencedores da licitação ficou muito aquém dos limites máximos estabelecidos, como era de se esperar (78 e 71 R$/Kwhora, respectivamente a Jirau e Santo Antônio). Quais as lições que podemos tirar deste acontecimento inusitado?&lt;br /&gt;1. Que não existe um conflito entre os ambientalistas — considerados idealistas e contrários ao progresso — e aqueles que se autodenominam progressista, como veiculado na mídia. Este é um falso dilema. Não é uma questão de vontade realizar o progresso. São fatos objetivos que o impedem: o campo gravitacional é pobre, só isso. Devemos reconhecer, entretanto, que foi graças ao trabalho persistente dos ambientalistas e da resistência dos habitantes da floresta que se tornou possível uma solução de consenso, com menor custo dos empreendimentos, inclusive ambiental. &lt;br /&gt;2. A licitação da usina de Belo Monte, anunciada para este ano de 2009, promete surpresa maior, posto que seja talvez um dos últimos potenciais de grande qualidade da Amazônia. Novas controvérsias poderão surgir, uma vez que o novo projeto prevê diminuição da superfície inundada para cerca de 500 Km² (10 por 50 km), o que não deixa de ser auspicioso. Por outro lado, inclui um desvio do Rio Xingu e uma nova pequena usina de bulbo. Acreditamos que a área inundada possa ser ainda mais reduzida, pelo fato de tratar-se de uma usina de foz que, obviamente, não traz nenhum beneficio às usinas de montante.&lt;br /&gt;3. Os reservatórios da Amazônia não armazenam energia. Logo, se os custos de barragem e reservatório forem reduzidos ao mínimo, os únicos custos incidentes serão, praticamente, aqueles relativos ao equipamento, turbina e gerador. Nesta condição a turbina de bulbo é imbatível comparativamente a turbina de vento.  O custo de vertedores é uma parcela constante, projetada em qualquer caso para vazões seculares. &lt;br /&gt;4. Os técnicos da Eletrobrás que foram extremamente competentes ao definir o sistema integrado do Sudeste projetam alongar a vida de um sistema de fonte única hidroelétrica ao repetir na Amazônia a mesma estratégia de sucesso utilizada no Sudeste com o emprego de reservatórios de acumulação. A integração elétrica é possível com envio de energia, mas, a integração elétrica por si só, não transfere estoques.&lt;br /&gt;5. O fato mais importante que decorre das considerações acima é o reconhecimento de que o campo gravitacional na “Bacia Amazônica” é fraco e não pode produzir mais do que a soma simples de cada potencial individual, cuja produção energética total pode ser conhecida “a priori” por simples inventário. A interligação elétrica entre usinas não é condição suficiente para tornar o sistema “integrado” na acepção da palavra, tal como acontece no sistema da região Sudeste onde há ligação física entre os rios componentes da bacia, possibilitando a troca de estoques de energia. Em “teoria de sistemas” dizemos que os rios da Amazônia têm pouca “sinergia”. &lt;br /&gt;6. Em termos comparativos o total de energia que pode ser gerada, em Megawatts médios, é menor do que a produzida no Sistema Elétrico do Sudeste, que tem muito menos água. Os potenciais da Amazônia podem ser equipados para produzir potência, mas, cessadas as enchentes, as turbinas ficam ociosas, não produzindo energia. “O imenso potencial energético da Amazônia” não passa de um mito criado pelo “ufanismo”. Somente o uso inteligente dos recursos potenciais da Amazônia pode levar a resultados positivos quando conjugados com a produção de comodities metálicas de alto valor agregado em lugar da exportação de minérios ou exportação de energia.&lt;br /&gt;7. Aqueles dentre nós que tiveram a sorte de viver a experiência da construção do Sistema Elétrico do Sudeste podem constatar hoje — com o sistema praticamente completo — a extrema habilidade dos técnicos da Eletrobrás na condução do seu planejamento. É bem verdade que encontraram um sistema — singular e único no mundo — de rios interiores de forte integração regional, que foi a principal causa do extraordinário sucesso do Sistema Elétrico Brasileiro na segunda metade do século passado. Junto com Estados Unidos, Canadá e a antiga União Soviética, o Brasil foi dos países que mais soube tirar proveito do seu sistema ao projetá-lo com uma visão geral antes mesmo que a moderna “Teoria de Sistema” estivesse plenamente estabelecida. Nos países citados o Sistema é regionalizado e complementado por térmicas. Mas o Brasil pagou um preço elevado pela intuição dos técnicos. O fato de não ter petróleo para complementação térmica levou a um extremo endividamento externo pela concentração de capital em empreendimentos hidroelétricos de grande porte (ver “Energia para o desenvolvimento”, trabalho premiado de José Goldemberg, 1980). Só para se ter uma idéia é bastante comprovar que no curto período de 25 anos o Brasil já havia concluído a maioria dos potenciais disponíveis e o petróleo ainda não subira de preço. A recente instalação das duas últimas turbinas de Itaipu encerrou, praticamente, o planejamento do sistema na região Sudeste-Sul. Para comprovar a “grande sinergia” do Sistema Sudeste, basta observar que os reservatórios de Furnas e Itumbiara constituíram imenso estoque antecipado de energia e capital, cujos efeitos permaneceram ativos até os dias de hoje. Durante um longo período o Sistema permaneceu incólume, com um único “apagão” em 2001, que poderia ter sido evitado com um mínimo de usinas termoelétricas.&lt;br /&gt;8. Estamos tão seguros de que a subutilização (não otimização) dos potenciais da Amazônia é o melhor caminho a trilhar nas próximas décadas que não temos nenhuma dúvida de que as usinas de bulbo acabarão dominando o contexto da maioria dos potenciais dos rios da Amazônia. A proliferação indiscriminada dessas usinas pode levar o país a incidir no mesmo erro do passado, isto é, investimento de capital na construção simultânea de várias usinas com a finalidade de assegurar energia, quando existem estratégias mais seguras de manter “energia garantida” com baixo investimento.&lt;br /&gt;9. A abordagem de cada sistema é bastante distinta pelas suas peculiaridades inerentes: O sistema Sudeste foi projetado para vazões mínimas correspondente à média do “período crítico”, enquanto o sistema Norte está sendo projetado por vazões máximas (média do período chuvoso), ignorando o critério de risco para ter “energia garantida”. Como os reservatórios são mínimos, o custo das usinas de potência é baixo, cerca de 80 R$ por Kwhora. Portanto é previsível que um grande número de usinas seja licitado simultaneamente para ter garantia de que não ocorra tambem um “Período Crítico” nas distintas bacias, o que é bastante provável, especialmente neste tempo de mudanças climáticas. Deste modo, acabamos incorrendo no mesmo erro do passado, ou seja, antecipação de investimento, com acúmulo de dívida. Ora, tudo isto poderia ser contornado com mais motorização das usinas do Sudeste. Como já estão prontas, algumas delas já amortizadas, sua capacidade instalada pode ser incrementada com instalação de unidades de custo incremental muito mais baixo do que a construção de novas usinas e a energia assegurada por termoelétricas a gás de baixo custo de capital. Invertem-se os papéis: Ao invés do Norte suprir o Sudeste rico, este é que supriria demanda dos estados pobres no seu período de seca. &lt;br /&gt;10. Não se trata apenas de restringir a ação predatória dos grandes produtores de alumínio — como é desejo dos ambientalistas. Estes já estão depredando a Amazônia ao exportar minério bruto (bauxita). Por outro lado cumpre lembrar que o setor de mineração respondeu por metade do saldo de nossa balança comercial em 2008. Portanto, conjugar produção de energia com exploração de minério na Amazônia confere vantagens competitivas ao país como exportador de comodities metálicas de alto valor agregado. Esta é uma alternativa promissora do Brasil ocupar esta faixa de mercado, em lugar de exportar minério bruto.&lt;br /&gt;11. A presença das grandes mineradoras é um fato consumado, com o qual os estados da região Amazônica têm de conviver. São as mesmas multinacionais que produzem alumínio em outros países sob condição muito mais incorreta e dispendiosa Não bastasse a exploração da matéria prima os estados ainda terão prejuízos ambientais ao exportar energia — como comodity — para os estados ricos do Sudeste e Sul, que já contam com meios próprios de assegurar energia garantida. &lt;br /&gt;12. Um meio indireto de armazenamento de energia consiste na produção de bens quando a energia é abundante e, obviamente, deixando de produzir quando é escassa, ou seja, produção sazonal de alumínio coincidente com oferta sazonal de energia. Estocar alumínio em lingote é mais barato do que estocar energia em reservatórios. &lt;br /&gt;13. Alguns países estão utilizando indevidamente a eletrólise da corrente elétrica para produzir alumínio, cujo valor guarda estreita correlação com os preços do petróleo. Por isso os fabricantes de produto eletro intensivo são os melhores clientes para o tipo de energia sazonal que os rios da Amazônia podem produzir, os quais podem programar a produção de alumínio nos períodos chuvosos. São os mais aparelhados para se beneficiar desta estratégia.  &lt;br /&gt;14. O Governo Brasileiro vem manifestando o desejo de uma presença maior do estado no setor de mineração e energia de modo similar ao que vem fazendo com relação a exploração do petróleo. O objetivo é a mudança na lei de concessões com a finalidade de conferir a Eletrobrás um papel semelhante ao da Petrobras. O aproveitamento múltiplo por bacia é a melhor forma de contemplar os diversos setores envolvidos e, ao mesmo tempo, compensar os estados e habitantes da região pelos estragos ambientais causados por reservatórios. Assim, em lugar de licitar o aproveitamento de recursos individuais, hidroelétricos ou minerais, a melhor providência é a licitação de todos os recursos que interferem com o conjunto de atividades integradas: suprimento de energia, mineração, navegação e proteção adequada ao meio ambiente através de cláusulas restritivas de área inundada (altura). As mineradoras têm tradição consolidada tanto na produção de alumínio quanto energia elétrica e seriam os maiores interessados numa licitação conjunta de produção de energia e minério. O aproveitamento múltiplo é a forma de exploração capaz de integrar toda a região amazônica de modo a romper com a condição de isolamento a que estão submetidos os atuais ocupantes e permitir a exploração não predatória de recursos naturais (energia, minerais, agricultura) sob um regime de subaproveitamento planejado e sustentável. &lt;br /&gt;15. Os ambientalistas constituem a última frente de resistência capaz de deter a escalada da construção de reservatórios e fiscalizar o aproveitamento sustentável dos potenciais da Região Amazônica.&lt;br /&gt;16. As empresas multinacionais não estão fazendo nenhum favor em explorar o minério da Amazônia, apenas buscam seu interesse. Algumas delas já utilizam a energia de maneira adequada a agregar valor ao minério de que são concessionárias. Outras mantêm inexplorados por longos anos as chamadas “concessões de papel”, aguardando oportunidade de tarifas subsidiadas. Cabe ao governo — como dono dos recursos naturais previstos pelo Código de Águas — estabelecer políticas do interesse geral do país, bem como de romper com práticas nocivas ao interesse dos estados em particular.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2979501118768918877-2489538068959948607?l=vitorhugoromao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/feeds/2489538068959948607/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/2010/12/baixo-nivel-de-aproveitamento-em-campo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2979501118768918877/posts/default/2489538068959948607'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2979501118768918877/posts/default/2489538068959948607'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/2010/12/baixo-nivel-de-aproveitamento-em-campo.html' title='BAIXO NÍVEL DE APROVEITAMENTO EM CAMPO FRACO'/><author><name>Hugo Siqueira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13180952252687989988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_i8zJ62Y8TTU/TCfdj27wDWI/AAAAAAAAAAU/S6ExYCACyY8/S220/14022010720.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2979501118768918877.post-660081326350992179</id><published>2010-12-31T05:41:00.000-08:00</published><updated>2010-12-31T05:42:13.698-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>APROVEITAMENTO MÚLTIPLO POR BACIA&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A região amazônica não deve ser vista do ponto de vista estreito de cada uma de suas riquezas presumidas, mais de uma forma sistêmica do conjunto de suas riquezas e problemas inerente a ocupação desordenada. Pela planície úmida da Amazônia correm rios torrenciais de discreto número de bacias: Juruá, Tefé, Purus, Madeira, Tapajós e Xingu. A concentração das chuvas e o tamanho das bacias, mais do que a pluviosidade, é a causa principal da grande volume de água acumulada nos rios, capazes de produzir grande quantidade de energia a baixas velocidades em curto período. É impossível, geograficamente, construir reservatórios de grande volume que não formem espelhos d’água extensos. Se as alturas forem limitadas, os pequenos reservatórios não vão inundar mais do que as enchentes naturais. Mas, mesmo subutilizados (low profile), os potenciais da Amazônia ainda conseguem produzir energia a custos compatíveis (80 RS$/ MWHORA), relativamente a outras fontes de energia renováveis. &lt;br /&gt;A usina de Belo Monte, considerada a “melhor do mundo” pela Eletrobrás, constitui um bom exemplo para explicar a diferença dos conceitos de energia e potência. De fato, tem tudo para se tornar um “bom” empreendimento: altura razoável de cerca de 90 metros, aliado a um reservatório diminuto, correspondente a ocupação da área de 400 Km² (10X40 km), inferior a área de qualquer açude nordestino ou município brasileiro. Ora, se não conseguimos discutir racionalmente um problema tão pequeno, em termos de reservatório, qual a dimensão que o mesmo problema vai ter quando as coisas se tornarem um pouco mais difíceis, demandando reservatórios que ocupem áreas maiores, da ordem das ocupadas por açudes nordestinos ou do total dos reservatórios do Sudeste? As usinas de montante certamente vão necessitar reservatórios de área muito superior a 400 km² para regularizar a vazão do no Rio Xingu, para que deixe de ser, tipicamente, apenas uma usina de fio d’água. Isto mostra que as restrições socioambientais vão continuar e a estratégia utilizada com sucesso no Sudeste não pode ser repetida simplesmente. O planejamento dos potenciais da Amazônia necessariamente deve ter um enfoque diferente. Os grandes reservatórios representam para a região amazônica o mesmo papel que os grandes açudes representam para a região nordeste: imensos espelhos d’água, “somando, hoje, o fantástico número de 70.000 reservatórios, tornando o Semi-árido, a região mais açudada do Planeta. Não há região no Globo, árida ou semi-árida, com tamanha capacidade de acumulação, um cubo de 37 bilhões de m³, um terço do que o São Francisco despeja anualmente no Atlântico. Numa distribuição geográfica eqüitativa disporíamos de um açude a cada 14 km² por toda a superfície do Polígono das Secas”. Mas há uma diferença sutil: enquanto os grandes reservatórios do nordeste ocupam áreas de caatinga, os reservatórios da Amazônia vão inundar regiões já naturalmente alagadas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2979501118768918877-660081326350992179?l=vitorhugoromao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/feeds/660081326350992179/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/2010/12/aproveitamento-multiplo-por-bacia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2979501118768918877/posts/default/660081326350992179'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2979501118768918877/posts/default/660081326350992179'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/2010/12/aproveitamento-multiplo-por-bacia.html' title=''/><author><name>Hugo Siqueira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13180952252687989988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_i8zJ62Y8TTU/TCfdj27wDWI/AAAAAAAAAAU/S6ExYCACyY8/S220/14022010720.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2979501118768918877.post-1990289473389821383</id><published>2010-12-31T05:39:00.000-08:00</published><updated>2010-12-31T05:41:14.515-08:00</updated><title type='text'>AMAZÕNIA: DECIFRA-ME OU TE DEVORO</title><content type='html'>HUGO SIQUEIRA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao longo do tempo a Amazônia foi alvo de intervenções desastrosas que marcaram profundamente o imaginário do povo da região. Custa a crer que depois de tantas intervenções, a floresta tenha permanecido incólume até os dias de hoje. Esta é a principal razão dos debates acalorados entre os diversos setores envolvidos, cada um tentando prevalecer seus argumentos como principal condicionante. Uns, tem uma visão demasiado otimista acerca da capacidade dos potenciais de suprir as necessidades do sistema Sudeste e Sul, uma visão exploratória que não contempla os riscos ambientais dos grandes reservatórios. Outros têm uma visão de um meio ambiente que precisa ser protegido a qualquer custo, como um “patrimônio da humanidade”, uma espécie de “santuário ecológico”. &lt;br /&gt;Como conciliar opiniões distintas sem cair na posição maniqueísta: explorar, não explorar? Em outras palavras, é possível aproveitar de forma sustentável os potenciais da Amazônia da mesma forma que os recursos naturais? É possível encontrar um meio mais inteligente de armazenar energia sem a utilização de reservatórios? Existem formas diferentes de exploração dos diversos recursos?&lt;br /&gt;Os problemas da Amazônia envolvem aspecto de natureza sócio ambiental, políticas, técnicas e econômicos. Do ponto de vista sócio ambiental as restrições são genuínas, em vista dos antecedentes de interferência indevida. Do ponto de vista técnico, o problema está mal colocado. Mesmo sem focar os argumentos apenas no aspecto ambiental, constatamos que, de todas as intervenções, até hoje não conseguimos encontrar uma sequer que não resultasse em fracasso retumbante. Com o despertar da consciência ambiental no fim do século o olhar do mundo inteiro estará voltado para a região amazônica, pondo em xeque questões de soberania. Não é só a questão de emissão de gases do efeito estufa, mas também o efeito de grandes reservatórios que constituem fator elevado de risco potencial que podem alterar o clima de forma ainda não conhecida. Será possível uma visão sistêmica que contemple o conjunto de todos os interesses envolvidos?  Comecemos pelos interesses energéticos. &lt;br /&gt;A Amazônia não deve ser vista apenas pelo ângulo particular ou do ponto de vista estreito de cada uma de suas riquezas presumidas, mas de uma forma sistêmica do conjunto de suas riquezas e problemas inerentes a ocupação desordenada.  Assim, por exemplo, em lugar de licitar o aproveitamento de recursos individuais, hidroelétricos ou minerais, a providência que contempla todo o interesse envolvido é o aproveitamento múltiplo por bacia, ou seja, a licitação de todos os recursos que interferem com o conjunto de atividades integradas: suprimento de energia, mineração, navegação e proteção adequada ao meio ambiente através de cláusulas restritivas de área inundada (altura). Pela planície úmida da Amazônia correm rios torrenciais de discreto número de bacias: Juruá, Tefé, Purus, Madeira, Tapajós e Xingu. A concentração das chuvas, a configuração e o tamanho das bacias, mais do que a pluviosidade, é a causa principal da grande vazão dos rios, capazes de produzir grande quantidade de energia em curto período, ou seja, são rios de potência. É impossível, geograficamente, construir reservatórios de grande volume que não formem grandes espelhos d’água. Mas, mesmo subutilizados (low profile), os potenciais da Amazônia ainda conseguem produzir energia a custos compatíveis (80 US$/ Kwhora), relativamente a outras fontes de energia renováveis. &lt;br /&gt;O aproveitamento múltiplo é capaz de integrar toda a região amazônica de modo a romper com a condição de isolamento a que estão submetidos os atuais ocupantes e permitir a exploração não predatória de recursos naturais (energia, minerais e agricultura) sob um regime de subaproveitamento planejado (sustentável). &lt;br /&gt;A usina de Belo Monte, considerada a “melhor do mundo” pela Eletrobrás, constitui um bom exemplo que mostra a diferença dos conceitos de energia e potência. De fato, tem tudo para se tornar um “bom” empreendimento: altura razoável de cerca de 90 metros, aliado a um reservatório diminuto, correspondente a ocupação da área de 500 quilômetros quadrados (10 por 50 quilômetros), inferior a área de qualquer açude nordestino ou do menor município brasileiro. Custa a crer que, em tamanho espaço da Amazônia, os índios estejam confinados à grande curva do Rio Xingu. Ora, se não conseguimos discutir racionalmente um problema tão pequeno, em termos de reservatório, qual a dimensão que o mesmo problema vai ter quando demandarem reservatórios que ocupem áreas maiores, da ordem das ocupadas por açudes nordestinos ou do total dos reservatórios do Sudeste? As usinas de montante certamente vão necessitar reservatórios de área muito superior a 400 quilômetros quadrados para regularizar a vazão do no Rio Xingu, para que deixe de ser, tipicamente, apenas uma usina de fio d’água. Isto mostra que as restrições socioambientais vão continuar e a estratégia utilizada com sucesso no Sudeste não pode ser simplesmente repetida no Norte. O planejamento dos potenciais da Amazônia necessariamente deve ter um enfoque diferente. &lt;br /&gt;Mas o custo do reservatório não corresponde apenas ao valor imobiliário da terra inundada, o que seria algo suportável em uma região devastada como a do reservatório de Furnas, por exemplo. É o fato de a inundação ocorrer em área da floresta amazônica que torna o custo ambiental infinitamente maior e, portanto, o efeito altura mais evidente. Se não é aceitável um reservatório das dimensões do de Furnas em Belo Monte e foi necessário reduzir sua área para diminutos 400 quilômetros quadrados — para que o licenciamento ambiental fosse aprovado — como justificar um reservatório com área cinco vezes superior, em qualquer reservatório de cabeceira dos rios Xingu, Tocantins, Tapajós ou Madeira?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2979501118768918877-1990289473389821383?l=vitorhugoromao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/feeds/1990289473389821383/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/2010/12/amazonia-decifra-me-ou-te-devoro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2979501118768918877/posts/default/1990289473389821383'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2979501118768918877/posts/default/1990289473389821383'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/2010/12/amazonia-decifra-me-ou-te-devoro.html' title='AMAZÕNIA: DECIFRA-ME OU TE DEVORO'/><author><name>Hugo Siqueira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13180952252687989988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_i8zJ62Y8TTU/TCfdj27wDWI/AAAAAAAAAAU/S6ExYCACyY8/S220/14022010720.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2979501118768918877.post-7491731186382380540</id><published>2010-12-31T05:34:00.000-08:00</published><updated>2010-12-31T05:39:30.819-08:00</updated><title type='text'>A REALIDADE DO CAMPO GRAVITACIONAL</title><content type='html'>A Região Amazônica reúne as piores condições de armazenamento de energia por meio de reservatórios. A configuração não é, tipicamente, a de uma bacia única integrada, mas várias bacias isoladas, cujos rios não têm ligação física entre si, nem com os rios do Sudeste o que é um obstáculo a integração. &lt;br /&gt;Considerando que, localmente, a maior parte dos potenciais tem pequena altura e que a superfície alagada deva ser limitada por questões sócio-ambientais, os novos reservatórios, comparativamente a Furnas, terão volumes reduzidos por dois fatores: altura e superfície alagada. &lt;br /&gt;Na construção do reservatório de Furnas na década de 60, a superfície de alagamento de 1460 Km² atingiu vinte e cinco municípios, gerando enorme polêmica. É claro que reservatório desta dimensão não será ambientalmente viável na Região Amazônica, especialmente por se tratar de região de floresta tropical. A Área inundada será bem menor como mostra a recente licitação das usinas do Rio Madeira: 250 Km² ou 1/6 da área inundada por Furnas. Em Belo Monte no Rio Xingu, a superfície já foi reduzida para cerca de 500 Km² ou 1/3 da de Furnas. &lt;br /&gt; Uma redução da altura útil de pelo menos 4 vezes, associada à redução da superfície alagada de 5 vezes, resulta em um reservatório de volume útil 20 vezes menor do que o reservatório de Furnas. Ocorre ainda que, geograficamente, os potenciais estão situados em planície de baixa altitude, o que limita ainda mais o estoque de energia produzido pelo reservatório. Considerando os três fatores, superfície, altura útil e altitude o estoque de energia produzido por usinas do tipo daquelas do Rio Madeira será inferior a 1% daquela produzida pelo reservatório de Furnas.&lt;br /&gt;Redução da altura implica em menor capacidade de produzir energia de cada potencial, o que significa maior custo de equipamento por kW instalado (aumento do numerador e diminuição do denominador). Entretanto, com reservatórios mínimos os custos de barragem e reservatório — maiores dispêndios dos empreendimentos hidroelétricos — praticamente deixam de existir. Com isso, o custo do Kwhora fica bastante reduzido, como mostra a recente licitação das usinas do Rio Madeira. O único que permanece constante é o custo dos vertedores, os quais, necessariamente, devem ser projetados para vazões seculares. Qualquer aumento de altura no sentido do aproveitamento de todo o potencial resulta em maiores custos de barragem e maiores danos ambientais. Não podendo contar com ganhos sinérgicos resultantes da integração física, o potencial de cada bacia de rio fica restrito à soma simples de cada potencial individual, facilmente calculado por inventário. Deste modo, a contribuição que os rios da Amazônia poderiam oferecer — como suprimento de energia ao Sistema Sudeste nos períodos de seca — é muito menor do que se esperava inicialmente. Grosso Modo mal daria para uma década com crescimento anual da demanda de 4%, ou seja, cerca de 50000 MW de capacidade instalada. Nesta avaliação, não foram incluídos os investimentos necessários à interligação de usinas e centros de carga separados por distância superior a três mil Km, para os quais não existe tecnologia suficiente em nenhum lugar do mundo.&lt;br /&gt;A nosso ver, a melhor destinação para os potenciais da Amazônia seria a estocagem local dos produtos que a energia pode produzir especialmente as comodities metálicas de alto valor agregado.&lt;br /&gt;A fim de evidenciar a pouca eficácia do campo gravitacional nos rios da Amazônia seja o exemplo das usinas de Jupiá e demais a jusante na planície de baixa altitude do Rio Paraná até Sete Quedas. São usinas de pequena altura em torno de 20 metros, lentíssimas, que jamais teriam sido construídas se não fizessem parte do Sistema integrado do Sudeste como um todo. Contaram com reservatórios de montante que, inclusive, aumentaram energia firme produzida por elas. Ora, os rios da Amazônia tambem se situam em planície de baixa altitude e as alturas foram intencionalmente reduzidas para não alagar áreas inutilmente. Entretanto, não podem contar com nenhum reservatório de acumulação a montante, portanto, não ganharão sinergia de um campo gravitacional que é esparsamente integrado e ineficaz. O expediente da utilização de turbina de bulbo não altera o custo do equipamento: apenas substitui a solução tradicional de enormes geradores por pequenas unidades em maior número. Diante da impossibilidade de ter reservatório de acumulação, a altura poderá ser até inferior ao desnível natural. De qualquer forma, mesmo turbinas de bulbo serão lentíssimas e de custo elevado devido à baixa velocidade de escoamento dos rios amazônicos.&lt;br /&gt;Se for seguido o mesmo critério das usinas do Rio Madeira no que respeita superfície de alagamento, o inventário dos potenciais individuais revelará um potencial total aquém do esperado, o que não justifica o dispêndio de capital em linhas de transmissão que se tornará ocioso em tão pouco tempo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2979501118768918877-7491731186382380540?l=vitorhugoromao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/feeds/7491731186382380540/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/2010/12/realidade-do-campo-gravitacional.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2979501118768918877/posts/default/7491731186382380540'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2979501118768918877/posts/default/7491731186382380540'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/2010/12/realidade-do-campo-gravitacional.html' title='A REALIDADE DO CAMPO GRAVITACIONAL'/><author><name>Hugo Siqueira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13180952252687989988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_i8zJ62Y8TTU/TCfdj27wDWI/AAAAAAAAAAU/S6ExYCACyY8/S220/14022010720.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2979501118768918877.post-673102664310961671</id><published>2010-12-31T05:32:00.000-08:00</published><updated>2010-12-31T05:34:18.657-08:00</updated><title type='text'>CONCLUSÃO</title><content type='html'>1. A possibilidade de constituir estoques de energia nos locais acidentados é infinitamente superior a dos locais de planície, razão por que o campo gravitacional na Amazônia é mais pobre do que se esperava, relativamente campo gravitacional no Sudeste. Para que possa contribuir de forma sustentável a região amazônica não pode contar com reservatórios de regulação. Com isso a estratégia de reservatórios de acumulação — utilizada com sucesso no Sudeste — esta comprometida nas bacias isoladas da Amazônia e, por conseqüência, para o sistema como um todo. Mas, as bacias podem ser interligadas eletricamente ao sistema atual, o que não deixa de ser uma forma disfarçada de integração. Nada impede que a energia de recursos de fio d’água seja enviada para suprir demanda no período seco do Sudeste, cujos reservatórios podem ser mantidos cheios com a água economizada. Mas, esta é uma possibilidade ilusória, conquanto inteligente. Estoque de energia é uma variável sistêmica que não está localizada em um ponto determinado do sistema. É uma variável que pertence ao sistema como um todo, cujos componentes se transformam em energia elétrica nas diversas alturas das usinas de jusante do mesmo caminho da corrente do rio assim que o volume dos reservatórios de cabeceira libera água. Ora, não se pode reter água nestes reservatórios sem comprometer o funcionamento da usinas de jusante, de cuja vazão sua capacidade é dependente. &lt;br /&gt;2. O estoque de energia pode ocorrer de várias maneiras: pelo estoque de petróleo; pelo estoque de produtos produzidos pela energia e pelo estoque de energia em baterias para acionamento de carros elétricos. Custa menos estocar petróleo do que energia: basta deixá-lo onde está. O petróleo já é um estoque de energia potencial. &lt;br /&gt;3. Como as bacias não podem ser integradas fisicamente, a máxima energia produzida é a soma simples da energia individual de cada potencial. Neste caso esta soma pode ser facilmente calculada por inventário.&lt;br /&gt;4. A constituição de estoques de energia por meio de reservatório em todo o mundo é dispendiosa — senão impossível — porque os últimos potenciais estão situados em planícies de baixa altitude. É mais seguro e barato estocar petróleo.&lt;br /&gt;5. Estocar os produtos produzidos pela energia é um meio indireto mais barato e seguro do que estocar a própria energia em reservatórios de acumulação.&lt;br /&gt;6. Assegurar energia por termoelétricas é mais seguro e barato do que por hidroelétricas.&lt;br /&gt;7. Assim como o Brasil não deseja permanecer como um fornecedor de matéria prima aos países ricos, os estados pobres do Norte tambem não aceitam ser colonizados pelos estados ricos do Sudeste que têm outros meios mais baratos e seguros de resolver seu problema de energia garantida.&lt;br /&gt;8. Este é um exemplo — a ser seguido pelos países consumidores de madeira e combustíveis fósseis — de como é possível utilizar menos e não o máximo de todos os recursos da natureza, levando em conta tambem os ganhos de patrimônio ambiental, até agora não considerados nos cálculos econômicos. Tambem é possível consumir menos — e não mais petróleo para ter crescimento econômico como mostra a tabela 1. O exemplo deve ser mostrado a países ricos — pasmem! — como Canadá, Rússia, Estados Unidos e Suécia, alguns com florestas boreais muito maiores do que a Floresta Amazônica, cuja madeira foi e continua a ser exportada para o Japão, sem que os ambientalistas tomem conhecimento do fato. Estados Unidos plantam florestas artificiais para construção de residências, enquanto a Suécia — outrora produtora de aços finos a partir do carvão vegetal — há muito esgotou suas reservas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2979501118768918877-673102664310961671?l=vitorhugoromao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/feeds/673102664310961671/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/2010/12/conclusao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2979501118768918877/posts/default/673102664310961671'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2979501118768918877/posts/default/673102664310961671'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/2010/12/conclusao.html' title='CONCLUSÃO'/><author><name>Hugo Siqueira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13180952252687989988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_i8zJ62Y8TTU/TCfdj27wDWI/AAAAAAAAAAU/S6ExYCACyY8/S220/14022010720.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2979501118768918877.post-4108443283143372752</id><published>2010-12-31T05:18:00.001-08:00</published><updated>2010-12-31T05:19:02.874-08:00</updated><title type='text'>EXPLORAÇÃO SUSTENTÁVEL DOS POTENCIAIS HIDROELÉTRICOS</title><content type='html'>Uma história de bois, petróleo e eletricidade&lt;br /&gt;(parte um 10 páginas)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   O melhor jeito de guardar milho barato é em sacos de couro..., de porco..., vivo.&lt;br /&gt;  O lugar mais indicado para estocar petróleo barato é embaixo da terra.&lt;br /&gt;   .&lt;br /&gt;A reação nuclear é conhecida há mais de um século, entretanto ainda não foi encontrado um meio eficiente de aproveitar a incrível energia contida no interior da matéria. Se todo o calor produzido pela reação nuclear pudesse ser utilizado diretamente no aquecimento — que constitui o maior componente do consumo dos países de clima frio — metade do petróleo hoje consumido no mundo todo deixaria de ser queimado. O maior beneficiário seria o próprio meio ambiente e o petróleo poderia ter destinação mais útil para a produção de bens que se tornarão escassos no futuro.&lt;br /&gt;O reator nuclear reúne tecnologia avançada de combustível com tecnologia ultrapassada de transformação. Por questão de segurança, todo o calor produzido pela reação nuclear tem de passar por sucessivas trocas de calor para finalmente produzir energia elétrica como uma usina térmica convencional que utiliza caldeira a vapor d’água. Não tem limitação física, pois o combustível — utilizado em pequena quantidade — constitui uma fonte praticamente inesgotável de energia. Mas, é o “processo termodinâmico” da transformação subseqüente à reação nuclear que torna o custo de capital do conjunto maior ainda do que o custo operacional das térmicas a vapor convencional.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2979501118768918877-4108443283143372752?l=vitorhugoromao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/feeds/4108443283143372752/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/2010/12/exploracao-sustentavel-dos-potenciais.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2979501118768918877/posts/default/4108443283143372752'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2979501118768918877/posts/default/4108443283143372752'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/2010/12/exploracao-sustentavel-dos-potenciais.html' title='EXPLORAÇÃO SUSTENTÁVEL DOS POTENCIAIS HIDROELÉTRICOS'/><author><name>Hugo Siqueira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13180952252687989988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_i8zJ62Y8TTU/TCfdj27wDWI/AAAAAAAAAAU/S6ExYCACyY8/S220/14022010720.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2979501118768918877.post-2777557479356993216</id><published>2010-12-31T05:16:00.002-08:00</published><updated>2010-12-31T05:17:56.218-08:00</updated><title type='text'>POTENCIAIS HIDROELÉTRICOS</title><content type='html'>Sem dúvida os potenciais hidroelétricos constituem a melhor fonte de energia para todos os fins, mas em todo o mundo os recursos potenciais são extremamente limitados devido à quase total utilização. Passaram pelo processo de seleção natural e hoje constituem raridade, encontradas somente em países pobres. No Brasil os últimos potenciais se encontram na planície Amazônica, onde os potenciais são relativamente abundantes, mas de baixa qualidade devido a pouca eficácia do campo gravitacional.  &lt;br /&gt;O combustível fóssil é o responsável por 92% do consumo dos países industrializados. Em menor escala os países em desenvolvimento dependem do petróleo e carvão mineral no transporte e produção de alimentos em cerca de 50%.&lt;br /&gt;Como fomos chegar a essa situação de extrema dependência de uma fonte única de energia? No caso do Brasil a dependência dos potenciais hidráulicos — como única fonte de suprimento de energia por longo período — pode levar a muitos inconvenientes, devido às restrições econômicas e ambientais da exploração dos recursos da Amazônia.&lt;br /&gt;Não é nenhuma fatalidade histórica essa dependência porque estes fatos já aconteceram antes. Em pouco mais do que 50 anos — depois da descoberta da eletricidade — quase todos os potenciais hidroelétricos no mundo todo foram utilizados, em razão da sua evidente economicidade. No Brasil não foi diferente. Depois de selecionados os melhores potenciais as possibilidades são remotas. Os potenciais da Bacia Amazônica, vistos como promissores, devem ser analisados com cautela, pois são potenciais de baixas quedas e grandes vazões, situadas em planície de baixa altitude, ambientalmente impróprios e com os altos custos inerentes, em tudo semelhante àqueles de Jupiá e jusante, no Rio Paraná.&lt;br /&gt;E agora, pegos de surpresa, chegamos à condição de objeto de profecias ameaçadoras sobre “o fim do petróleo”, “o fim da água”, “o fim da terra”, “o fim da história”, e culpados pelo pecado original de sujeitos causadores destas catástrofes. Não há nenhuma razão para nos sentirmos culpados de ter esgotado praticamente todas as reservas florestais, potenciais hidroelétricos e petróleo, pois na época em que as ações predatórias aconteceram não havia a consciência clara das conseqüências dessas ações para o meio ambiente. A figura do desbravador era até incensada, como promotor do progresso. Não podemos esquecer, entretanto, que foi a utilização destes recursos, aliado às novas técnicas, que permitiu a revolução verde que salvou da morte populações da China e Índia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2979501118768918877-2777557479356993216?l=vitorhugoromao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/feeds/2777557479356993216/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/2010/12/potenciais-hidroeletricos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2979501118768918877/posts/default/2777557479356993216'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2979501118768918877/posts/default/2777557479356993216'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/2010/12/potenciais-hidroeletricos.html' title='POTENCIAIS HIDROELÉTRICOS'/><author><name>Hugo Siqueira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13180952252687989988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_i8zJ62Y8TTU/TCfdj27wDWI/AAAAAAAAAAU/S6ExYCACyY8/S220/14022010720.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2979501118768918877.post-1614135440641323532</id><published>2010-12-31T05:16:00.001-08:00</published><updated>2010-12-31T05:16:55.192-08:00</updated><title type='text'>RUMINANDO EXTRATÉGIAS</title><content type='html'>O mundo não está ameaçado por consumir petróleo — se é que vai acabar tão cedo — e nem o petróleo é um produto tão limitado como enfatizam, apenas seu custo de exploração se tornará progressivamente maior, como aconteceu com os recursos potenciais hidroelétricos, que acabaram se tornando desinteressantes diante de exploração alternativa. Muito mais limitados são os recursos potenciais hidroelétricos, cujos últimos aproveitáveis se encontram nos países pobres da América latina, África e Ásia, assim mesmo em quantidade reduzida (700 GW).&lt;br /&gt;Existe uma estratégia diferente de escapar dessa dependência incômoda sem gastar todos os recursos da natureza e ao mesmo tempo produzir energia barata? Será possível um tratamento mais leve (soft), para todos os recursos naturais: hidroelétricas da Amazônia e exploração de petróleo, de maneira semelhante ao se que faz na Amazônia para o manejo sustentável dos recursos naturais da floresta? &lt;br /&gt;Acreditamos que sim e é altamente desejável um tratamento dos reservatórios, distinto da estratégia utilizada naqueles do resto sistema elétrico brasileiro. No que respeita ao petróleo — cuja exploração demandará tempo apreciável — constitui uma oportunidade para rever a estratégia para contemplar a complementação térmica através de termoelétricas a gás ou a álcool.&lt;br /&gt;Mas antes vejamos porque chegamos a esta situação. O melhor a fazer para o momento é aprender o modo mais eficiente de usar os recursos limitados da natureza, respeitando os princípios fundamentais. &lt;br /&gt;No seu trabalho premiado “Energia para o Desenvolvimento”, o professor José Goldemberg mostra a existência de enorme potencial economizador pela mais eficiente utilização no Uso-final da energia disponível e na escolha de alternativas promissoras e seus vetores energéticos mais adequados, segundo esses princípios. Custa a crer que a maior fonte disponível consiste na economia de energia gasta erroneamente e de forma predatória.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2979501118768918877-1614135440641323532?l=vitorhugoromao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/feeds/1614135440641323532/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/2010/12/ruminando-extrategias.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2979501118768918877/posts/default/1614135440641323532'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2979501118768918877/posts/default/1614135440641323532'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/2010/12/ruminando-extrategias.html' title='RUMINANDO EXTRATÉGIAS'/><author><name>Hugo Siqueira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13180952252687989988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_i8zJ62Y8TTU/TCfdj27wDWI/AAAAAAAAAAU/S6ExYCACyY8/S220/14022010720.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2979501118768918877.post-9099157751717434449</id><published>2010-12-31T05:15:00.001-08:00</published><updated>2010-12-31T05:15:55.527-08:00</updated><title type='text'>A NATUREZA LIMITADORA DOS PRINCÍPIOS</title><content type='html'>Com raras exceções, toda forma de energia, a ser utilizada em larga escala no mundo todo, ainda passará, de uma forma ou de outra, pela queima de algum combustível. As limitações ao emprego de outras fontes decorrem de princípios físicos que regem todo o processo de transformação de energia, os quais não podem ser violados sem aumento de custos, especialmente os ambientais. Nem mesmo a energia nuclear, cujo combustível é abundante, escapa das limitações de custo inerentes ao “processo termodinâmico” das térmicas convencionais que utilizam caldeiras a vapor.&lt;br /&gt; Assim tambem a energia dos potenciais hidroelétricos está sujeita ao processo físico da transformação em ”regime de baixas velocidades” que encarece o custo de capital de barragem e equipamento, alem dos custos ambientais dos grandes reservatórios em região de florestas. &lt;br /&gt;   As hidroelétricas atuais são limitadas fisicamente pelo relevo, tanto do ponto de vista econômico como ambiental e as termonucleares são custosas devido ao processo de transformação (cerca de 3000 e 6000 US$/ kW respectivamente). São condições geográficas que determinam o fraco desempenho dos grandes potenciais da região amazônica, tanto do ponto de vista ambiental como econômico. Pequenos desníveis criados para geração de energia elétrica implicam em grandes reservatórios, dispendiosos e agressivos ao meio ambiente. Do ponto de vista econômico, a transformação se opera em regime de baixas velocidades, o que implica maior custo dos equipamentos, turbina e gerador e maiores custos de barragens e reservatórios. &lt;br /&gt;O fator determinante do custo da energia é o “processo termodinâmico” e o “regime de velocidade” em que as transformações se processam. O primeiro rege a transformação da produção de calor e o segundo rege a produção da energia de acionamento. Vejamos como as diferentes formas de suprimento se comportam perante estes dois fatores:&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2979501118768918877-9099157751717434449?l=vitorhugoromao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/feeds/9099157751717434449/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/2010/12/natureza-limitadora-dos-principios.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2979501118768918877/posts/default/9099157751717434449'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2979501118768918877/posts/default/9099157751717434449'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/2010/12/natureza-limitadora-dos-principios.html' title='A NATUREZA LIMITADORA DOS PRINCÍPIOS'/><author><name>Hugo Siqueira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13180952252687989988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_i8zJ62Y8TTU/TCfdj27wDWI/AAAAAAAAAAU/S6ExYCACyY8/S220/14022010720.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2979501118768918877.post-4365805339907728797</id><published>2010-12-31T05:13:00.000-08:00</published><updated>2010-12-31T05:14:51.993-08:00</updated><title type='text'>OUTRAS FORMAS DE ENERGIA RENOVÁVEL</title><content type='html'>Outras formas de energia renovável (nuclear, geotérmica) são fontes eficientes de produção de calor e não têm limitações físicas, mas o calor por elas produzido não pode ser utilizado diretamente sem passar pelo incipiente “processo termodinâmico” da turbina a vapor subseqüente. Todas as outras formas de energia alternativa esbarram de uma forma ou de outra, nas limitações de dois princípios básicos, por isso são mais dispendiosas, embora não tenham nenhum outro tipo de limitação.&lt;br /&gt;A turbina de bulbo substitui com vantagem as volumosas turbinas Kaplan em usinas com altura de queda inferiores a 20 metros, que constitui a grande maioria dos potenciais disponíveis atualmente. Ambas são hélices lentas que diferem apenas pela disposição e número de unidades de cada usina, o que facilita a padronização. O que torna o seu emprego interessante é o fato de estar associado a um tipo particular de usina que praticamente não tem reservatório (fio d’água), cuja altura de queda foi limitada intencionalmente para reduzir o impacto ambiental dos grandes reservatórios em regiões de planície. Ao reduzir a altura o custo de capital da usina como um todo é automaticamente reduzido. Nestas usinas os equipamentos e vertedores constituem a quase totalidade do custo, de vez que barragem e reservatório são reduzidos ao mínimo. Considerando que são impraticáveis os reservatórios na região Amazônica, as turbinas de bulbo dominarão o contexto da maioria dos empreendimentos hidroelétricos daquela região.  &lt;br /&gt;Turbinas eólicas e turbina de bulbo de eixo horizontal se assemelham as turbinas Kaplan de eixo vertical no aspecto velocidade. Todas são hélices lentas, portanto sujeitas às mesmas limitações econômicas.&lt;br /&gt;“A energia solar pode ser convertida em calor para o aquecimento da água ou pode ser convertida diretamente em eletricidade através das células solares (fotovoltaica). Ambas as conversões constituem fontes renováveis que não são limitadas fisicamente como a hidroeletricidade e a biomassa. Entre as opções em desenvolvimento, as células de silício amorfo são especialmente promissoras. Entretanto, ainda não existe tecnologia fotovoltaica para largo uso comercial. Tecnologias para outras fontes renováveis estão em andamento: energia eólica ou dos ventos; maré motriz; reversíveis, etc. Tecnologias menos ambiciosas para produção de energia ainda apresentam tremendos desafios econômicos”. (José Goldenberg)&lt;br /&gt;Nos países industrializados, a queima direta de petróleo é a forma natural de evitar os elevados investimentos em energia nuclear, imprópria para fins de aquecimento. Nos países em desenvolvimento a utilização de termoelétrica a gás é a forma atual de evitar os custos ambientais e elevados investimentos em reservatórios de usinas hidroelétricas. Do ponto de vista econômico e ambiental a moderna turbina a gás é o análogo do aquecedor a gás que é um dispositivo muito mais eficaz do que chuveiros elétricos.&lt;br /&gt;Termoelétrica a gás pode ser mais eficiente do que as hidroelétricas do Amazonas, tanto no aspecto econômico quanto ambiental, assim como o aquecedor a gás é mais eficiente do que o chuveiro elétrico em ambos os aspectos. Quando falamos em modernas termoelétricas a gás estamos nos referindo às turbinas velozes que acionam geradores de 2 ou 4 pólos, em freqüência de 60 hertz (ou mais!!!) e não às térmicas convencionais a vapor que utilizam caldeira, verdadeira “reminiscência arqueológica” do industrialismo.  &lt;br /&gt;Mas, argüirão os ambientalistas, como podem ter custo ambiental menor, se queimam combustível poluente, emissores de gás carbônico? A razão é simples: termoelétricas a gás não só requerem menor investimento como impactam menos o meio ambiente do que os grandes reservatórios das atuais usinas hidroelétricas da Amazônia. Se a energia elétrica fosse realmente barata como afirmam, estaríamos utilizando no Brasil os fogões elétricos mais cômodos e menos poluentes. Foi o mito da hidroeletricidade barata que levou os brasileiros à utilização dos anacrônicos chuveiros elétricos, concentradores de demanda, cujo custo só é pequeno para o consumidor final, não para o país como um todo. Assim como o fogão a gás é mais econômico do que o fogão elétrico, o aquecedor a gás deveria substituir o anacrônico chuveiro elétrico utilizado no Brasil, porque este requer o suprimento de energia por usinas hidroelétricas dispendiosas, cujos reservatórios são prejudiciais ao meio ambiente. O custo do aquecedor automático a gás é cerca de um quinto do melhor aquecedor solar, de forma que, mesmo gastando gás combustível, chega a ser mais eficaz do que este. As hidroelétricas da Amazônia só serão mais econômicas e ambientalmente mais corretas quando subutilizadas, em regime de baixo nível de aproveitamento, com limitação da altura da barragem condicionada a não inundar mais do que as enchentes naturais (low profile). Nestas condições, o custo é substancialmente reduzido por dispensar barragem e reservatório, como uma usina de fio d’água (78 U$ / Kwhora na usina de Girau). &lt;br /&gt;— Será possível um ‘desenvolvimento sustentável, para todos os recursos naturais: hidroelétricas da Amazônia e exploração de petróleo, de maneira semelhante ao se que faz na Amazônia para o manejo sustentável dos recursos naturais da floresta?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2979501118768918877-4365805339907728797?l=vitorhugoromao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/feeds/4365805339907728797/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/2010/12/outras-formas-de-energia-renovavel.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2979501118768918877/posts/default/4365805339907728797'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2979501118768918877/posts/default/4365805339907728797'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/2010/12/outras-formas-de-energia-renovavel.html' title='OUTRAS FORMAS DE ENERGIA RENOVÁVEL'/><author><name>Hugo Siqueira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13180952252687989988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_i8zJ62Y8TTU/TCfdj27wDWI/AAAAAAAAAAU/S6ExYCACyY8/S220/14022010720.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2979501118768918877.post-3857413617259845220</id><published>2010-12-31T05:12:00.000-08:00</published><updated>2010-12-31T05:13:43.235-08:00</updated><title type='text'>FUNDAMENTOS ECONÔMICOS E ECOLÓGICOS</title><content type='html'>A maneira mais eficaz de produzir calor é pela queima direta de combustível e, não por coincidência, o aquecimento é a maior demanda dos países industrializados de clima frio (58% nos Estados Unidos). É mais barato transformar a energia química contida no combustível em calor do que usar eletricidade produzida por usinas elétricas. Um exemplo: se os países industrializados utilizassem fogões e torradeiras elétricas — como faz o Brasil ao utilizar os anacrônicos chuveiros elétricos — o ar seria menos poluído. Entretanto, para fornecer eletricidade a esses eletrodomésticos teriam de usar o mesmo gás, ou possivelmente carvão mineral, no acionamento de térmicas convencionais que poluem ainda mais. Infelizmente ainda usam.   &lt;br /&gt;O modo mais barato de produzir trabalho mecânico é através da utilização dos potenciais hidroelétricos e a energia de acionamento é a maior demanda dos países em desenvolvimento (50%). Não é por acaso que os últimos potenciais inexplorados se encontrem nos países em desenvolvimento. A eletrólise constitui uma forma extremamente eficaz de armazenar energia elétrica, por isso é uma alternativa bastante promissora dos países que dela dispõem, ao contrario dos países industrializados que têm de recorrer a fontes térmicas mais dispendiosas.&lt;br /&gt;O transporte, maior consumidor de combustível, é a segunda maior demanda dos países industrializados (34%) e a primeira dos países em desenvolvimento (50%). No entanto, o mundo todo continua dependendo do combustível, como única fonte para acionamento de veículos. &lt;br /&gt;Ironicamente, o aquecimento solar direto, que é, sem dúvida, a melhor forma de produzir calor, não está plenamente disponível para os que dele mais necessitam: os países de clima frio. Nos países tropicais, é desnecessário.&lt;br /&gt;O aquecimento solar direto pode se tornar mais eficiente para muitos fins de “calor de processo” em inúmeros locais de uso coletivo como hotéis, clubes, restaurantes, hospitais ou empresas de serviço público. Institucionalmente é muito difícil a substituição de todos os chuveiros elétricos, mesmo se alimentados a gás. &lt;br /&gt;O preço do gás de petróleo é tão baixo que chega ser mais econômico do que o aquecimento solar, especialmente no aspecto capital. Esta é a principal razão de seu uso pelos países industrializados. Os países industrializados só usam o petróleo para aquecimento porque o preço do gás é incrivelmente baixo. Se o gás não for utilizado, será queimado de qualquer maneira por motivo de segurança. Equivale ao vertimento de hidroelétricas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2979501118768918877-3857413617259845220?l=vitorhugoromao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/feeds/3857413617259845220/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/2010/12/fundamentos-economicos-e-ecologicos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2979501118768918877/posts/default/3857413617259845220'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2979501118768918877/posts/default/3857413617259845220'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/2010/12/fundamentos-economicos-e-ecologicos.html' title='FUNDAMENTOS ECONÔMICOS E ECOLÓGICOS'/><author><name>Hugo Siqueira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13180952252687989988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_i8zJ62Y8TTU/TCfdj27wDWI/AAAAAAAAAAU/S6ExYCACyY8/S220/14022010720.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2979501118768918877.post-1229906062395459587</id><published>2010-12-31T05:11:00.000-08:00</published><updated>2010-12-31T05:12:44.683-08:00</updated><title type='text'>AVALIAÇÃO DOS COMBUSTÍVEIS NO FUTURO</title><content type='html'>Contrariamente a todos os prognósticos acerca do esgotamento de recursos naturais e a despeito das ameaças de mudanças climáticas (ONU) o consumo do combustível fóssil ainda predomina e não há evidência objetiva de que o consumo mundial venha a decrescer nas próximas décadas, especialmente agora que os países em desenvolvimento se tornaram os maiores consumidores de energia primária. Obviamente os países industrializados continuam utilizando o petróleo no aquecimento de residências porque o processo é simples e eficaz: não requer investimento e o preço continua baixo. Entretanto, segundo técnicos da Petrobras “o ritmo das novas descobertas não acompanha as taxas de crescimento do consumo e as reservas mundiais de petróleo — em mãos de empresas estatais — estariam esgotadas em poucas décadas, culminando com um último e definitivo choque dos preços do petróleo”.&lt;br /&gt;Se de fato as previsões se confirmassem as conseqüências seriam benéficas ao próprio meio ambiente e aos países em desenvolvimento, especialmente aqueles que têm recursos naturais, terra e potenciais inexplorados de energia. Este seria o momento especial pelo qual os países em desenvolvimento há muito esperavam (um momento mágico no dizer do presidente Lula): de ver subitamente valorizado os seus minérios e grãos exportados a “preço de banana” para agregar valor nos países importadores de matéria prima; de tirar os produtores de etanol do sufoco pelos baixos preços do produto; de poder investir na exploração do petróleo sem os riscos atuais; de utilizar potenciais hidroelétricos de que dispõem para acionamento de carros elétricos ou movidos a hidrogênio e produzir de comodities metálicas de alto valor agregado.&lt;br /&gt;Mas, porque isso não acontece? Por qual razão o preço do petróleo não dispara como esperam os técnicos da Petrobras, mas permanece na faixa de 50 centavos de dólar o litro, pouco superior ao preço do Kg de soja, de cujo custo o petróleo é o grande componente?   &lt;br /&gt; As razões são várias:  &lt;br /&gt; Em primeiro lugar, petróleo e energia potencial são grandezas distintas: um é estoque desconhecido (capital), enquanto a outra é uma quota atual reutilizável (dividendo) que não é acumulável e nem comporta acréscimos, cujo montante, bem determinado, se esgota rapidamente com a utilização dos saltos potenciais disponíveis. O que torna a energia potencial um recurso muito mais limitado que o combustível. Toda a energia potencial vertida no passado se perdeu definitivamente. A energia de potenciais hidroelétricos foi tão barata, no princípio, que sobrepujou qualquer outra fonte e se esgotou rapidamente em todo o mundo. Os potenciais ainda inexplorados se encontram em países do terceiro mundo, mas em quantidade limitada a cerca de 700GW.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2979501118768918877-1229906062395459587?l=vitorhugoromao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/feeds/1229906062395459587/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/2010/12/avaliacao-dos-combustiveis-no-futuro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2979501118768918877/posts/default/1229906062395459587'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2979501118768918877/posts/default/1229906062395459587'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/2010/12/avaliacao-dos-combustiveis-no-futuro.html' title='AVALIAÇÃO DOS COMBUSTÍVEIS NO FUTURO'/><author><name>Hugo Siqueira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13180952252687989988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_i8zJ62Y8TTU/TCfdj27wDWI/AAAAAAAAAAU/S6ExYCACyY8/S220/14022010720.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2979501118768918877.post-6365089502037072668</id><published>2010-12-31T05:10:00.000-08:00</published><updated>2010-12-31T05:11:42.474-08:00</updated><title type='text'>ENERGIA COMO FINALIDADE ÚLTIMA</title><content type='html'>A exploração de petróleo bem como a geração de energia não é um fim em si mesmo. Depende da composição das atividades que usam energia, bem como das fontes disponíveis a essas atividades e da fase histórica que cada país atravessa. Só é justificada quando produz bens intermediários de maior valor agregado que empregam e produzem outros bens úteis. Nas atuais condições de mercado, o petróleo é uma comodity como outra qualquer, cujo preço não justifica o risco do capital empregado na exploração e o governo tem toda a razão em evitar a exportação de petróleo bruto, fixando limites regulatórios de exploração.  Exportar petróleo ou mesmo etanol nestas condições é o mesmo que exportar matéria prima.&lt;br /&gt;Por outro lado, queimar petróleo é um desperdício — ou forma predatória de utilização, como fonte de aquecimento, de um recurso valioso e insubstituível — quando podem ser encontrados combustíveis líquidos mais simples, derivados da cana e celulose, que substituem suas propriedades puramente energéticas. O substituto do petróleo deve ser buscado naquilo que constitui sua origem: se o petróleo é um estoque ancestral, o substituto se encontra nas florestas atuais e não em plantações de oleaginosas de baixo rendimento por hectare.&lt;br /&gt;O petróleo é um produto sui-gêneris, de mais larga utilização em todo o mundo em razão do multiuso dos inúmeros produtos valiosos que resultam de sua destilação. Explorar petróleo como matéria prima de exportação constitui um procedimento pouco inteligente. O petróleo é uma comodity como outra qualquer, cujo preço atual é pouco superior ao da soja pronta para o consumo. Corresponde à metade do valor alcançado nos choques anteriores, se levada em conta a desvalorização do dólar (2.5% ao ano em 25 anos). Exportar petróleo bruto se tornou um mau negócio que nem mesmo interessa às grandes multinacionais: é como exportar comodities ou minérios, inclusive o etanol. O que realmente produz riqueza e desenvolvimento é a destilação do petróleo, uma das indústrias mais lucrativas do mundo, fonte de inúmeros conflitos e disputas políticas. Empresas multinacionais detêm atualmente apenas 3% das reservas mundiais e se interessam mais em aplicações financeiras como sócias de capital estatal do que em prospecção e exploração propriamente dita. Se o governo Americano decidisse interferir na exploração — sugestão de Sarah Palin ex-vicecandidata — como fez estatizando a General Motors, o preço do petróleo cairia a valores insignificantes.&lt;br /&gt;“A BP inglesa descobriu há poucos dias uma enorme fronteira petrolífera no Golfo do México, a mais de deis mil metros de profundidade. Se por um lado, essa descoberta eleva a credibilidade do pré-sal, por outro joga um pouco de água fria na fervura patrocinada pelo Planalto. Não estamos sozinhos, e a tão decantada escassez futura de petróleo pode ser mais uma dessas previsões que não se confirmaram.” (L. C. Mendonça de Barros, folha do dia 4/9/2009). Não é só a escassez improvável, mas o custo da exploração que está em jogo devido à concorrência internacional pelos equipamentos. Pode muito bem acontecer que a exploração se torne inviável, o que reforça a tese da subutilização (low profile): os mais viáveis e menos danosos em primeiro lugar, tirando menos, e não mais, os recursos da natureza, da mesma forma que serão explorados os potenciais hidroelétricos da Amazônia.&lt;br /&gt;Protelar exploração de petróleo é a forma mais inteligente de estocagem, visando utilização futura, quando novas tecnologias estiverem disponíveis. Exploração restrita ao mercado interno de diesel e suficiente para complementação térmica a gás. &lt;br /&gt;Por último, o fator mais importante é a redução no consumo de energia dos países industrializados, por conta de mudanças estruturais ocorridas desde a década de 70, ou seja, decréscimo no consumo de energia por habitante com crescimento do PIB, tendência que prossegue até os dias de hoje. Isso mostra que para crescer não é imprescindível o aumento no consumo de energia per cápita como mostra o desempenho de países industrializados: Estados Unidos, Japão e Europa (ver figura 1). O ingresso na economia de alta tecnologia trouxe vantagem expressiva aos países industrializados e do Leste Asiático o que ocasionou a explosão do consumo de bens finais e redução no gasto de combustíveis. A fabricação de Produtos tecnológicos — de pouco conteúdo material e de alto valor agregado — não consome energia. São transportados de avião, alguns intangíveis como softwares, viajam a velocidade da luz, de e para diversos lugares do mundo, graças aos próprios recursos da tecnologia da informação. Têm marketing garantido pelo próprio meio (INTERNET) e goza de prestígio mundial pelo fascínio que desperta como a indústria que mais prospera no mundo. &lt;br /&gt;A globalização — que privilegia a produção e transporte de produtos tecnológicos desmaterializados — alterou a distribuição geográfica das cidades, diminuindo a importância do transporte nestes países. Até no automóvel que parecia um grande consumidor, o consumo de combustíveis não cresce por falta de usuários e o mercado está saturado com mais de um carro por habitante (2,5 nos Estados Unidos). Milhões de carros são fabricados todos os anos para permanecer, a maior parte do tempo, parados no trânsito, nos estacionamentos ou em garagens, como objeto ornamental, por absoluta falta de usuários ou mesmo por impossibilidade física de uso simultâneo como acontece nos países industrializados (2 carros por habitante). Alem da necessidade de locomoção ser naturalmente reduzida numa economia de serviços, acresce o fato de estar acontecendo, de forma silenciosa e espontânea, mudanças de hábito para carros mais econômicos. O transporte pesado tambem perde importância numa economia baseada em serviços, cuja distribuição de mercadorias pode contar com a eficiente estrutura herdada do industrialismo.&lt;br /&gt;  O carro não é, tipicamente, um meio de transporte. Como meio de locomoção individual a eficiência do motor deixa muito a desejar. O mercado de maior crescimento se encontra nos países em desenvolvimento, especialmente em cidades menores que não dispõem de meios de transporte coletivos. Nas grandes cidades o trânsito está de tal modo congestionado que os carros ficarão impossibilitados de circular e gastar combustível, por falta de vias. Só agora o culto do automóvel está chegando a classe de baixa renda nos países em desenvolvimento que agora se sentem no direito de participar tambem da sociedade de consumo. Nas pequenas cidades o fenômeno é mais visível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Não há um clima permanente de aumento porque a diminuição estrutural do consumo dos países industrializados, os maiores consumidores, supera o crescimento conjuntural dos países em desenvolvimento. O mercado poderá sofrer um ataque especulativo momentâneo até cerca de 100 U$/barril, mas, cessado o período de inverno no hemisfério norte, coincidente com verão no sul, o preço tenderia a se estabilizar nos níveis atuais.&lt;br /&gt;  A redução é mais significativa nos países industrializados porque têm onde cortar como consumidores de 70% do total alem do que a redução acontece no consumo em excesso facilmente evitável, ao contrário dos países em desenvolvimento, cujo crescimento no consumo ocorre por necessidades básicas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2979501118768918877-6365089502037072668?l=vitorhugoromao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/feeds/6365089502037072668/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/2010/12/energia-como-finalidade-ultima.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2979501118768918877/posts/default/6365089502037072668'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2979501118768918877/posts/default/6365089502037072668'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/2010/12/energia-como-finalidade-ultima.html' title='ENERGIA COMO FINALIDADE ÚLTIMA'/><author><name>Hugo Siqueira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13180952252687989988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_i8zJ62Y8TTU/TCfdj27wDWI/AAAAAAAAAAU/S6ExYCACyY8/S220/14022010720.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2979501118768918877.post-6702483445697139927</id><published>2010-12-31T05:09:00.000-08:00</published><updated>2010-12-31T05:10:14.359-08:00</updated><title type='text'>BENS TECNOLÓGICOS X BENS BÁSICOS</title><content type='html'>Existe uma diferença entre bens baseados em idéias e bens físicos. O número de fábricas compradoras de seu trabalho é restrito a um consumidor de cada vez. Já quem escreve um software ou inventa um medicamento novo – que é baseado em idéias – pode vender seu produto para toda a população do mercado global ao mesmo tempo. Para o profissional intelectual que fabrica e vende um produto qualquer, baseado numa idéia ou invenção (software, novo medicamento), quanto maior o mercado, mais compradores potenciais ele terá.  O inventor do próximo Windows ou do próximo Viagra terá maiores possibilidades de vendê-los para o mundo inteiro. Daí, a globalização ser benéfica para quem trabalha com inovações.&lt;br /&gt;           &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Os países em desenvolvimento e os industrializados estão descasados no que concerne ao seu desenvolvimento industrial. Nestes, o mundo já presenciou o desacoplamento do consumo de energia e atividade econômica: O PIB cresce e o consumo per cápita de energia diminui como mostra a tabela 1. Nos países industrializados, a maior parte das inovações está ocorrendo nas áreas de eletrônica, tecnologia da informação, comunicações e outros campos de alta tecnologia. A demanda mudou de produtos intensivos em material para aqueles caracterizados por elevada relação entre valor agregado e conteúdo de material. A estagnação na demanda de materiais básicos tem criado um clima desfavorável nas indústrias a eles relacionadas, apesar dos aumentos do preço da energia na última década (1980) terem tornado obsoletos muitos investimentos nestas indústrias. Assim, em indústrias de importância crucial para estabelecimento de uma infra-estrutura o ritmo de inovação no Norte não é suficientemente rápido para satisfazer as necessidades do Sul. O rápido crescimento potencial da demanda de materiais básicos no Sul sugere tambem que alguns países podem oferecer melhores condições para inovações do que os países do Norte (José Goldemberg).&lt;br /&gt;Os países industrializados podem desenvolver novas tecnologias do carro elétrico ou movido a hidrogênio e outros combustíveis, mas não têm energia para acioná-lo ou meios de produzir hidrogênio e baterias leves de lítio para cuja fabricação é essencial a eletrólise da corrente elétrica. A eletrólise é uma das aplicações que permite o armazenamento de energia elétrica sob forma de inúmeros produtos acabados de grande valor agregado. O Brasil — com abundância de recursos hidroelétricos e grande experiência acumulada — não tira proveito do fato de ser o maior beneficiário desta aplicação. Todos os anos o país deixa de utilizar grande quantidade de energia, desperdiçada pelo vertimento de águas nas usinas, que poderia ser empregada na produção de alumínio, estanho, hidrogênio, lítio, etc. sem nenhum investimento extra.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2979501118768918877-6702483445697139927?l=vitorhugoromao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/feeds/6702483445697139927/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/2010/12/bens-tecnologicos-x-bens-basicos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2979501118768918877/posts/default/6702483445697139927'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2979501118768918877/posts/default/6702483445697139927'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/2010/12/bens-tecnologicos-x-bens-basicos.html' title='BENS TECNOLÓGICOS X BENS BÁSICOS'/><author><name>Hugo Siqueira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13180952252687989988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_i8zJ62Y8TTU/TCfdj27wDWI/AAAAAAAAAAU/S6ExYCACyY8/S220/14022010720.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2979501118768918877.post-4859965100047569929</id><published>2010-12-31T05:07:00.000-08:00</published><updated>2010-12-31T05:08:56.135-08:00</updated><title type='text'>PAÍSES EM DESENVOLVIMENTO E AS INOVAÇÕES</title><content type='html'>As inovações tecnológicas beneficiam muito mais os países em desenvolvimento que dispõem de fontes apropriadas para utilizá-las do que os industrializados que precisam recorrer a fontes térmicas mais dispendiosas e poluentes (termoelétricas a carvão mineral). Tal é o caso do acionamento de carros elétricos ou a hidrogênio.&lt;br /&gt;Determinadas inovações são muito mais viáveis no Sul do que no Norte em razão de suas peculiaridades:&lt;br /&gt;• O Brasil tem todas as condições de eliminar completamente o combustível fóssil (gasolina) de acionamento de automóveis e assim reduzir significativamente a poluição dos grandes centros urbanos, substituindo o que resta da frota a gasolina por carros elétricos ou a hidrogênio. Ordinariamente a carga das baterias do automóvel ocorre no período noturno, quando ambos estarão parados, tanto o automóvel quanto as hidroelétricas que estariam provavelmente vertendo. O governo do Paraná, dono da Copel utiliza este expediente ao oferecer energia quase gratuita para irrigação noturna.&lt;br /&gt;• Tem condições de substituir os “anacrônicos chuveiros elétricos” por aquecedores a gás. De utilizar bagaço de cana e aquecimento solar direto como “calor de processo” em inúmeras atividades industriais e instituições públicas (clubes, hospitais, hotéis, etc.)&lt;br /&gt;• Tem condições de substituir as antigas usinas térmicas convencionais — que utilizam caldeiras a vapor do século 19 (locomóvel) — por modernas termoelétricas a gás ou termoelétricas combinadas de cogeração. &lt;br /&gt;• De produzir aços finos em siderúrgicas descentralizadas a partir do carvão vegetal proveniente de florestas artificiais cultivadas. &lt;br /&gt;• Cana e Florestas Cultivadas de ciclo curto são muito mais adaptadas ao clima dos países tropicais e mais aptas a receber os benefícios da nova tecnologia da biogenética, ao contrário dos países de clima frio, cujas florestas de ciclos mais longo já foram exterminadas. Nas florestas do Brasil a utilização dos “clones de eucalipto” multiplicou a produtividade por cinco e reduziu o ciclo das árvores para seis anos.&lt;br /&gt;• A seleção de linhagens zebuínas realizada há mais de 200 anos no Brasil é um sucesso inegável e hoje a seleção dos garrotes precoces e industriais é substancialmente acelerada graças ao mapeamento genético do bioma do boi, desenvolvido em parceria com os países industrializados. O país tem hoje um patrimônio genético invejável na forma de reprodutores, matrizes, semem e óvulos para serem transplantados por inseminação artificial que constitui aqui prática rotineira.&lt;br /&gt;• A produção de comodities metálicas pela eletrólise constitui uma alternativa promissora que resolve dois problemas: o armazenamento de produtos produzidos pela energia, em lugar do armazenamento de água; segundo, exportação de produtos acabados em lugar de exportação de minérios brutos. &lt;br /&gt;Esses constituem exemplos das principais conclusões do trabalho premiado de José Goldemberg “Energia para o Desenvolvimento”:&lt;br /&gt;  “Os países em desenvolvimento não devem trilhar os mesmos caminhos dos países industrializados, mas escolher alternativas promissoras próprias e os vetores energéticos que permitam a utilização dessas alternativas”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2979501118768918877-4859965100047569929?l=vitorhugoromao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/feeds/4859965100047569929/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/2010/12/paises-em-desenvolvimento-e-as.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2979501118768918877/posts/default/4859965100047569929'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2979501118768918877/posts/default/4859965100047569929'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/2010/12/paises-em-desenvolvimento-e-as.html' title='PAÍSES EM DESENVOLVIMENTO E AS INOVAÇÕES'/><author><name>Hugo Siqueira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13180952252687989988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_i8zJ62Y8TTU/TCfdj27wDWI/AAAAAAAAAAU/S6ExYCACyY8/S220/14022010720.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2979501118768918877.post-1538121791956614731</id><published>2010-12-31T05:06:00.000-08:00</published><updated>2010-12-31T05:07:19.243-08:00</updated><title type='text'>O DESEMPREGO ESTRUTURAL</title><content type='html'>A maior preocupação nos países industrializados é o desemprego estrutural decorrente de tecnologias desocupadoras de mão de obra. A manutenção dos empregos que foram subtraídos por altas tecnologias leva ao protecionismo em atividades industriais e aos insumos básicos requeridas por essas atividades. Nestas atividades, vêm perdendo concorrência para países em desenvolvimento, caso típico das montadoras de automóvel, siderurgia e comodities metálicas. &lt;br /&gt;  Países industrializados têm muito onde cortar no consumo de petróleo. Ainda estão na fase do pré-uso do etanol como alternativo e ainda não ultrapassaram a fase de adição do álcool como antidetonante. A limitação de 8 km / litro, imposta pelo presidente dos Estados Unidos é muito tímida. Quando atingirem o nível de consumo por Km dos países em desenvolvimento, que hoje são os maiores produtores, o consumo de gasolina em automóveis poderá ser reduzida à metade. Mas, o que fazer nos Estados Unidos com a frota de 600 milhões de “dinossauros”, maior do que a do resto do mundo? &lt;br /&gt;  Nem mesmo carros elétricos ou movidos a hidrogênio constituem solução para países industrializados, uma vez que a energia de acionamento ou produção do hidrogênio certamente proviria de termoelétrica a carvão mineral mais poluente e emissora de gás carbônico.&lt;br /&gt; Esta é a razão por que a questão ambiental não é um fenômeno objetivo, pois o custo da proteção ambiental não recai igualmente sobre todos os países. É fácil o discurso ambiental em um país cujas necessidades básicas estão plenamente satisfeitas, enquanto na maioria dos países as pessoas vivem em condições precárias. A maioria — constituída de intelectuais dos países industrializados — prefere se refugiar no discurso fácil e cômodo do meio ambiente sem atentar para as necessidades de mais de 3 bilhões de seres humanos da África, Ásia e América Latina. Países mais desenvolvidos, que seriam os primeiros a reconhecer a importância da proteção ambiental, persistem na utilização do carvão mineral na siderurgia e em termoelétricas da mesma forma que países como China e Índia cujas necessidades vitais são anteriores à degradação do meio. &lt;br /&gt;  Contudo, países industrializados tambem têm necessidades básicas de aquecimento, as quais requerem gasto de combustível. Só continuam gastando combustível por não ter um modo mais eficaz de substituição. Seria uma ingenuidade pensar que iriam gastar recursos de que dispõe, em energia nuclear mais cara, renunciando desta forma aos confortos da vida moderna. Entretanto, são os únicos que podem cortar o consumo de combustível e é exatamente o quê estão fazendo, por mais incrível que possa parecer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2979501118768918877-1538121791956614731?l=vitorhugoromao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/feeds/1538121791956614731/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/2010/12/o-desemprego-estrutural.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2979501118768918877/posts/default/1538121791956614731'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2979501118768918877/posts/default/1538121791956614731'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/2010/12/o-desemprego-estrutural.html' title='O DESEMPREGO ESTRUTURAL'/><author><name>Hugo Siqueira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13180952252687989988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_i8zJ62Y8TTU/TCfdj27wDWI/AAAAAAAAAAU/S6ExYCACyY8/S220/14022010720.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2979501118768918877.post-4768038156105239629</id><published>2010-09-09T15:41:00.000-07:00</published><updated>2010-12-26T11:01:45.878-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='lula'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pré-sal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='plataformas de petróleo'/><title type='text'>BRINCANDO NOS CAMPOS DO PRÉ-SAL</title><content type='html'>BRINCANDO NOS CAMPOS DO PRÉ-SAL&lt;br /&gt;  Ópera bufa em 3 atos.&lt;br /&gt;ABERTURA&lt;br /&gt;Ninguem mais que pense seriamente sobre o assunto acredita no retorno da Petrobras às mãos de políticos inexperientes e velhos gagás que já perderam o contato com a vida moderna. Configurada a vitória, Lula e Dilma já devem estar pensando em como se livrar das incômodas “cracas” aderentes ao casco do grande navio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O presidente, inteligente como é,  Já poderia se desvencilhar das incômodas companhias ideológicas e direcionar sua pupila para evitar maiores devaneios. O que mais deseja é vingar de FHC pelo sucesso alcançado na privatização em 1998 e realizar o feito de ter uma empresa multinacional, acima do estado, com cobertura do estado, como operadora única nos novos campos do pré-sal: quer ser “mais realista que o próprio rei”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que interessa no momento é a empreza receber dinheiro vivo de acionistas para acelerar a produção de petróleo e gas de áreas já delimitadas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez consumado o efeito eleitoral e garantida a eleição no 1º turno, o governo já poderia — mesmo antes de 30 de setembro — fechar acordo com a Petrobras em torno do valor que será utilizado na cessão onerosa dos 5 bilhões de barris, cujo preço poderá será “negociado” no entorno de 6 dólares o barril. Mais uma bandeira roubada da oposição que não soube defendê-la publicamente.&lt;br /&gt;Mas, o presidente não é nenhum ser ideológico. Antes de tudo é um “caudilho sindicalista”, forjado nas lutas trabalhistas da indústria automotiva, como força auxiliar da transição, de maneira semelhante aos seus colegas americanos, que jamais puseram em cheque a verdadeira empresa capitalista.  &lt;br /&gt;Mas, prevalece o interesse de vencer as eleições e o velho instinto pragmático de “Robin Wood”, protetor dos pobres e oprimidos, cujos interesses tem por meta defender. Vai re-estatizar empresas privatizadas (Petrobras, Eletrobrás, Telebrás), como tem prometido, porque é delas que vem os impostos necessários à distribuição (forçada) de renda é nelas que estarão os cargos a serem preenchido pela “cupinchada”.  &lt;br /&gt;* Quem quer, vai. Quem não quer, manda. O presidente não faz questão de um preço menor, em torno de 6 US$/barril, mas não quer desagradar nacionalistas declarando isso. O sucesso eleitoral está garantido, mas o fiasco do lançamento permanece. Tem pressa na capitalização para evitar o desgaste com a queda das ações da Petrobras no mercado que hoje, atingiram mais de 4% e já deve passar de 30% desde janeiro,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1º Ato: (DES) CAPITALIZAÇÃO DA PETROBRAS&lt;br /&gt;Apesar de ser um erro realizar a capitalização no dia 30 de setembro, como afirma Adriano Pires, o governo poderia fazê-lo, para surpresa de muitos.&lt;br /&gt;Uma vez configurada a vitória no 1º turno — antes mesmo que termine o prazo de 30 de setembro — o presidente pode causar surpreza: aceita um acordo bem próximo da avaliação da petrobras para evitar perdas maiores das ações da Petrobras, diante da desconfiança de investidores de maior estatização da Petrobras. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já pode desvencilhar das incômodas companhias ideológicas e direcionar sua pupila para evitar maiores devaneios. O que mais deseja é vingar de FHC pelo sucesso alcançado na privatização em 1998 e realizar o feito de ter uma empresa multinacional com cobertura do estado, como operadora única nos novos campos do pré-sal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que interessa no momento é a empreza receber dinheiro vivo de acionistas para acelerar a produção de petróleo e gas de áreas já delimitadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez consumado o efeito eleitoral e garantida a eleição no 1º turno, o governo já pode — mesmo antes de 30 de setembro — fechar acordo com a Petrobras em torno do valor que será utilizado na cessão onerosa dos 5 bilhões de barris, cujo preço poderá será “negociado” no entorno de 6 dólares o barril. Mais uma bandeira roubada da oposição que não soube defendê-la publicamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O presidente não hesitaria em em fazer acordo — mesmo a custa do contribuinte — porque sabe perfeitamente que precisará da participação do capital extrangeiro para levar a cabo a difícil empreitada da exploração do Pre-sal. Sabe que a Petrobras não tem recurso suficiente para iniciar a exploração de áreas ja perfeitamente delimitadas e seguras.&lt;br /&gt;Ao conceder privilégio aos acionistas privados — à custa do contribuinte — o presidente está seguro de atrair capitais do mundo todo para exploração de áreas já delimitadas. Em áreas ainda não licitadas do pré-sal tem amplas condições de manobra na condição de operadora única (mínimo de 30%), cuja exploração menos interessante nada impede que seja entregue a outras empresas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Petrobras, que já é uma empresa multinacional acima do estado, tem a propriedade singular de ser tambem estatal. Apesar de minoritário no cômputo geral, o estado controla a empresa pela maioria de ações com direito a voto. Se a empresa se capitalizar a união (nós) vai ter aportar recursos para manter ao menos a condição de controlador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para a Petrobras não poderia ser melhor: uma empresa (que já é) multinacional, acima do estado, controlada pelo estado com poder de associar ou delegar a outras empresas multinacionais campos menos interessantes do futuro Pré-sal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao fazer isso nos últimos três meses de governo, o presidente estaria delimitando os primeiros passos de sua pupila contra possíveis devaneios, bem como se vingando de FHC pelo grande sucesso alcançado na privatização da Petrobras em 1998. É tudo que o presidente poderia almejar:&lt;br /&gt;“administrar uma empresa multinacional garantida pelo estado, como as chinesas, com um mínimo de participação acionaria com poder de voto (32.7%)”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2º Ato: CAPITALIZAÇÃO DA PETROBRAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil não é nenhuma empresa imobiliária que precise ter a posse de seus recursos naturais. Já os tem tem em abundância, cuja posse é consagrada pela constitucão.&lt;br /&gt;“O mercado de petróleo e a própria Petrobras já são suficientemente atraentes para a captação de recursos privados, não sendo necessário o governo capitalizar a empresa com recursos públicos. Melhor seria utilizar os instrumentos tradicionais do mercado de capitais para que a população venha a investir na Petrobras” (Adriano Pires). &lt;br /&gt;A capitalização da Petrobras é uma operação financeira normal no mercado, mas fica mais atraente ainda se contar com a proteção do estado. Especialmente recursos públicos, em particular de recurso privado administrado pelo estado, do qual os trabalhadores são credores (FGTS) e fundos de pensão dos próprios trabalhadores da Petrobras, da Caixa Econômica e Banco do Brasil.  &lt;br /&gt;Se aceitasse o valor calculado pela Petrobras o objetivo de capitalizar seria facilmente alcançado com um ligeiro aumento do controle acionario, mas poderia ocorrer diminuição da participação, dependendo do apetite demais acionistas. Ora, é burrice aumentar a participação em uma empresa da qual a união já tem controle acionário. Basta mantê-lo. Quanto maior o valor da reserva menor a entrada em dinheiro por parte dos demais acionistas para completar o teto de 87 bilhões.  &lt;br /&gt;Em um mundo paralizado pela crise, o Brasil é o 3º mercado mais atrativo para investimentos dos PI e emergentes. As grandes reservas de petróleo estão nas mãos de empresas estatais em sua maioria se encontram nos dos países pobres. Empresas de petróleo ha muito estão em decadência nos países industrializados que não mais se interesam pela exploração de petróleo, coisa de país atrasado. O que mais lhes interessa é o fornecimento de tecnologia para exploração.&lt;br /&gt;Países emergentes têm interesse em participar para garantir suprimento. A China, por exemplo, já adiantou 10 bilhões de dólares em empréstimo à Petrobras, garantido por contratos de fornecimento futuro de petróleo.&lt;br /&gt;Durante muitos anos a Petrobras nunca atingiu o propósito para o qual foi criada. Quando o país mais necessitava de petróleo — para ter uma matriz energética diversificada — a Petrobras administrava o monopólio como empresa distribuidora de combustíveis refinados internamente, único exemplo no mundo de empresa monopolista de um produto importado. Só foi atingir a auto-suficiência quando já era uma empresa anciã de quase 50 anos. Externamente foi muito bem sucedida em encontrar petróleo em outros países, associada a outras multinacionais.&lt;br /&gt;Coincidência ou não, não vem ao caso, depois de 1998, com a retirada do monopólio e abertura do capital a Petrobras se transformou numa empresa multinacional de sucesso — conceituada no mundo todo pela sua eficiência — com ações negociadas nas principais bolsas. Foi aí que descobriu o Pré-sal, associada a outras multinacionais.     &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Com um mínimo de capital imobilizado pela compra das reservas a União já é majoritária. Imobilizar mais capital com reservas supervalorizadas restringe a participação do capital privado em dinheiro.&lt;br /&gt;A Petrobras, como empresa multinacional deseja um valor baixo para as reservas em torno de 30% do limite de 87, estabelecido pela assembléia dos acionistas. Um mínimo de 27 bilhões (~5 US$/barril) já garante maioria. O restante, 60 bilhões, seria o aporte em dinheiro dos demais acionista.&lt;br /&gt;Se quizer manter a participação atual de 40% bastaria o aporte de 35 bilhões ( ~7 US$/barril) . O restante, 52 bilhões, seria o aporte em dinheiro dos demais acionista.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Composição atual: 40% estatal, sendo 32% diretamente, e 8% através do BNDES, igualmente uma empresa do estado, o que vem dar na mesma. &lt;br /&gt;Com o valor de 8,51, o valor da reserva (42,5 US$bi) é tão grande que permite a união subscrever o que lhe cabe sem aportar nenhum centavo em dinheiro vivo. Se, por hipótese, todos os acionista exercerem o seu direito de preferência — estabelecido pela assembléia da Petrobras sobre o limite de 87 bilhões — caberia a união — no máximo — 35 bilhões (40% de 87 bilhões). Aos demais acionistas caberia o restante, ou seja, 52 bilhões e a operação de capitalização da Petrobras seria tranqüila. &lt;br /&gt;Mas o governo — pressionado pelo ambiente eleitoral — quer aumentar a participação estatal e a capitalização fica comprometida.        &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ante a perspectiva de subscrever o excedente de 10 US$bi os demais acionistas só poderiam subscrever 10 US$bi a menos em dinheiro, uma vez que o montante é fixo. Isso, se nada de extraordinário acontecer, como, por exemplo, a incapacidade dos pequenos investidores ou a desistência voluntária dos grandes, que já vem sendo manifestada pela venda das ações do multimilionário Soros.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Por outro lado é um valor que não condiz com a perda de interesse pela exploração em mar profundo, depois da demorada exposição do vazamento no golfo do México. Não condiz tambem com o fraco desempenho das ações da empresa em queda de quase 30% desde janeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem aportar nada a União chega ao dia do lançamento com participação de 50%. Como o limite de 87 US$bi dificilmente será atingido, a união poderá chegar a data do lançamento com participação maior do que 50%. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ante a possibilidade de utilizar o Fundo Soberano, a participação da União facilmente alcançará 60%. Ato final: o governo recorre às reservas para solucionar o impasse e adquirindo as sobras. Resta saber se existirá patriota em número suficiente para acreditar no retorno da estatização da Petrobras, colocando seu rico dinheirinho como acionista da grande empresa “orgulho do Brasil”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Adriano Pires, o aumento da participação acionária e da disponibilidade de dinheiro da Petrobras, não pode ocorrer simultaneamente porque são objetivos conflitantes. A realização de um impede a do outro.&lt;br /&gt;Se a intenção do governo for aumento da participação, a operação de lançamento é desnecessária. Basta realizar uma operação normal de mercado que acontece todos os dias, sem que a empresa tome conhecimento do fato. As ações apenas trocam de dono sem nenhum aporte de dinheiro para a empresa. Neste caso é o governo que aporta recursos em dinheiro do Fundo Soberano, Caixa e BNDES.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a intenção for aumento da disponibilidade de dinheiro, a operação de lançamento é necessária. Basta aceitar o valor calculado pela Petrobras — que conhece bem as dificuldades da extração — e a meta de capitalizar a empresa seria plenamente atingida. Neste caso, é o setor privado que aporta recurso em dinheiro e a composição acionária é mantida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que não pode acontecer é a manobra de “forçar a barra” com um valor excessivo do valor das reservas de 42,5 US$, que deixaria os demais acionistas de exercer seus direitos legítimos, sem opção de manter, caso o desejassem, a participação de 60% que desfrutam atualmente. Alem do mais representa uma atitude de profundo desrespeito para com os acionistas minoritários, inclusive os cotistas dos fundos de pensão e FGTS.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é possível saber “a priori” qual vai ser o interesse do capital privado no dia do lançamento, previsto para dia 30 de setembro. Nem se o limite máximo será atingido. Se o aporte voluntário dos demais acionistas for menor, a participação estatal aumenta na proporção inversa da desistência do acionista privado. Neste caso, existirão sobras que a União poderá, se quiser subscrever sem nenhum constrangimento para acionistas minoritários.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2979501118768918877-4768038156105239629?l=vitorhugoromao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/feeds/4768038156105239629/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/2010/09/brincando-nos-campos-do-pre-sal.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2979501118768918877/posts/default/4768038156105239629'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2979501118768918877/posts/default/4768038156105239629'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/2010/09/brincando-nos-campos-do-pre-sal.html' title='BRINCANDO NOS CAMPOS DO PRÉ-SAL'/><author><name>Hugo Siqueira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13180952252687989988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_i8zJ62Y8TTU/TCfdj27wDWI/AAAAAAAAAAU/S6ExYCACyY8/S220/14022010720.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2979501118768918877.post-9126555811865285464</id><published>2010-09-09T15:33:00.000-07:00</published><updated>2010-12-24T17:03:29.556-08:00</updated><title type='text'>Carros elétricos: economia e meio ambiente</title><content type='html'>Hugo Siqueira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma quimera a ser vendida como “novidade tecnológica” aos países em desenvolvimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chineses, alemães, americanos, franceses, etc., tentam a todo custo vender uma tecnologia para a qual não dispõem de condições de ser aplicada nos seus respectivos países. Faltam-lhes os meios materiais de produzir, de modo barato e limpo, os componentes necessários: alumínio, hidrogênio, lítio. Sobretudo, falta o essencial, pois a energia para acionar carros elétricos teria de provir de outras fontes mais caras e poluentes, algumas delas termoelétricas a vapor, inclusive nucleares, que utilizam caldeira de baixíssimo rendimento, verdadeira “reminiscência arqueológicas” da era industrial. Alem de não resolver o problema de emissão em âmbito global a adoção da nova tecnologia é onerosa. Do ponto de vista local é desnecessária, pois há muito que o automóvel deixou de ser o grande poluidor das grandes cidades americanas e européias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alem da necessidade de locomoção ser naturalmente reduzida numa economia de serviços, conta com a eficiente estrutura herdada do industrialismo. O mercado está saturado com mais de um carro por habitante e o consumo de combustíveis está declinando por mudanças de hábito para carros mais econômicos. Continuam grandes emissores globais, cuja dependência de petróleo reluta em substituir por outra: a dependência dos combustíveis alternativos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Países em desenvolvimento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas por que num país como o Brasil, especialmente privilegiado por condições naturais, a opção por carros elétricos não vinga? Criado inicialmente para reduzir a dependência do petróleo o etanol brasileiro acabou contribuindo de forma inesperada para a redução da emissão de gás carbônico e da contaminação por chumbo, ambas de âmbito global. Mas constitui um grande equívoco imaginar que todos os problemas estejam resolvidos. Do ponto de vista local os carros a álcool continuam poluindo tanto quanto os carros a gasolina.&lt;br /&gt;Em âmbito local, a poluição -- que foi problema de países industrializados -- ocorre atualmente com maior intensidade nos países em desenvolvimento cujas cidades são as que mais crescem. Com o crescimento desordenado das grandes cidades a qualidade do ar vem se deteriorando e a preocupação com as emissões de gazes em âmbito local abre possibilidades concretas para o veículo elétrico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Política suicida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para um país que tradicionalmente emite pouco a substituição de parte da frota por carros elétricos pode ter pouco significado, uma vez que o remanescente — constituído por veículos a álcool — continua emitindo gazes poluentes em âmbito local. Curioso que um país dos mais bem aparelhados para utilização de carros elétricos não consiga ao menos aliviar o problema de circulação de veículos nas grandes cidades. Isso se deve a causas estruturais da economia provocadas por políticas suicidas: subsídios prolongados ao combustível aliado à penalização excessiva das tarifas de energia. Ao proceder assim o país está seguindo uma política exatamente o contrário da China. Subsidiar transporte e produção de comodities pode tornar alimentos mais baratos ao trabalhador, mas não produz empregos relevantes na agricultura e mineração que utiliza meios tecnológicos. Ao contrário, penalizar a produção industrial por meio de tarifas elevadas reduz a concorrência do país, justamente nas indústrias mais ocupadoras de mão de obra: alimentos, têxteis e manufaturas. O grande sucesso atribuído ao agro-negócio e mineração se deve aos subsídios ao combustível (álcool, diesel e gasolina) que tanto criticamos quando praticado pelos países industrializados. Estamos, sem o saber, ganhando a batalha, mas perdendo a guerra para os chineses e indianos.&lt;br /&gt;Um exemplo bastante elucidativo ocorre no setor de consumo doméstico de eletricidade: somos lenientes com o uso de dispositivos anacrônicos como os chuveiros elétricos que foram induzidos pelo “mito” da eletricidade barata. Julgamos estar protegendo o trabalhador considerando o custo ridículo do equipamento (o chuveiro elétrico). Entretanto, segundo cálculo do Professor Goldemberg (Energia para o Desenvolvimento), o custo de capital do suprimento de energia equivalente, para o país como um todo, é cerca de três vezes maior. Se o suprimento fosse por aquecedores a gás, a economia para o consumidor seria de 50% e o custo de capital seria 1/5 do custo do tão propalado “aquecedor solar”, conforme demonstrado nos “PSs” abaixo: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1º PS: Você toma um banho de 10 minutos num chuveiro de 6 mil Watts consumindo 1 Kwhora e paga uma conta de 0.45 x 1 ou 0.45 R$/banho. &lt;br /&gt;Se o chuveiro fosse a gás (gasolina) pagaria 0.21 x 1 ou 0.21 R$/banho&lt;br /&gt;Uma economia de 50% em relação ao consumo de eletricidade. &lt;br /&gt;Nota: O aquecedor a gás custa 1/5 do aquecedor solar. Foi o mito da hidroeletricidade barata que perpetuou o uso dos anacrônicos chuveiros elétricos. Qual a razão de tanto encargo sobre energia que é fundamental para produção de bens básicos? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2º PS: Projetei um grupo gerador de reserva para um hospital e fiz a seguinte recomendação: “ligar o gerador a diesel e deixar a Cemig na reserva”. Sai muito mais em conta. Se as empresas praticassem esse tipo de informalidade e fizessem o mesmo certamente ganhariam dinheiro (provavelmente já estejam fazendo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, existem vantagens econômicas além da redução das emissões de âmbito global e local:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos países, como o Brasil, em que hidroelétricas são predominantes, a tecnologia é mais eficiente e a energia tem custo menor. Ainda que seja apenas uma transferência para locais distantes, onde se situam as fontes geradoras de eletricidade, a substituição de parte da frota por carros elétricos já representa alguma vantagem. Ao trocar o combustível dos carros pela eletricidade o Brasil tem condições de melhorar as condições locais sem aumento das condições globais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dispõe de energia elétrica barata como fonte e insumo para a fabricação dos seus componentes, como baterias leves de lítio e alumínio para tornar menos pesadas as carrocerias dos carros elétricos. Para essa finalidade poderá contar com a eletrólise da corrente elétrica produzida por usinas hidroelétricas extremamente baratas como as que são construídas ao preço de 8 centavos/Kwhora no Rio Madeira e Xingu. Tem amplas margens de reduzir tarifas excessivas ou torná-las quase gratuita no processo de carga noturno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carros demais e caros demais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grande problema dos automóveis nas grandes cidades não está na poluição por eles produzida, pois a maioria deles está parada nos estacionamentos, nas garagens das residências ou mesmo no trânsito por absoluta falta de usuários. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maior parte da poluição local é causada por veículos diesel, durante muito tempo subsidiado pelo poder público. Aliás, foi o subsídio prolongado ao diesel que provocou distorções na escolha do veículo adequado ao trânsito das grandes cidades, que poderia ser feito por veículos leves, a gasolina como acontece nos Estados Unidos. O subsídio prolongado leva o usuário a falsa impressão de que o motor a diesel é mais barato, quando na realidade é um motor pesado de alto custo de capital e consumo ao país como um todo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi o subsídio que levou ao chamado “clube da D 20” e dos carros esporte a diesel, verdadeiro palácio ambulante utilizado por pessoas de posse nas grandes cidades. Se realmente for intenção do governo restringir o uso de veículos nas grandes cidades, basta aumentar o custo, pelo aumento do combustível, que constitui medida mais democrática do que reduzir a circulação através do rodízio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O subsídio prolongado foi tambem responsável pelo trânsito de caminhões em detrimento do transporte ferroviário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O subsídio e os baixos encargos sobre a gasolina são os responsáveis pelo “culto do automóvel” e é um obstáculo a adoção de carros elétricos como contribuição para diminuir o trânsito louco das grandes cidades brasileiras.     &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grande problema dos automóveis está na área por eles ocupada, requerendo dos poderes públicos cada vez mais vias para circularem. Não é, tipicamente, um meio de transporte, mas um brinquedo de luxo, como um quadro de arte pendurado na parede ou título nobiliárquico. Automóveis não têm nada a ver com transporte de passageiros. Existem meios mais racionais de transportar pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se continuar escalada de fabricação de veículos como desejam os países em desenvolvimento não demora as vias das cidades estarão, de tal forma entupidas de veículos que o automóvel se tornará inútil para circulação, como vem mostrando a realidade das pequenas cidades. É provável que o automóvel se transforme num “totem”, bezerro de ouro consumidor das energias dos poderes públicos dos países em desenvolvimento do futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, este é assunto para urbanistas, políticos e filósofos.  &lt;br /&gt;“O motor de carros se comporta, termodinamicamente como miniusinas térmicas ambulantes, autônomas como a velhas locomotivas a lenha, que carrega seu próprio combustível e transforma diretamente a energia contida no combustível em energia mecânica de acionamento do veículo. Daí seu prestígio pela autonomia e potência para atender solicitações inesperadas de demanda.  São ineficientes pelo processo, mas muito eficientes pelo “regime de velocidade”, acompanhando as inovações de modernas técnicas de fabricação (6000 RPM)”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vantagens econômicas do carro elétrico:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De concepção antiga — de mais de cem anos — o motor a combustão interna requer câmbio, para tornar o rendimento melhor em altas velocidades, alem do radiador e lubrificação interna, para dissipar calor em baixas velocidades, o que torna o desempenho do conjunto bateria/motor elétrico muito superior tanto no aspecto econômico quanto ambiental em relação ao do motor a combustão interna: custa menos, tem consumo menor e não polui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O motor elétrico de corrente contínua já é especialmente projetado para ter alto conjugado de partida em baixas rotações de forma a ter potência constante, independente do trajeto. Nos aclives acentuados dispensa radiadores de refrigeração e nas descidas o freio eletromagnético permite a recuperação da energia potencial do veículo, devolvendo carga ao conjunto de baterias; &lt;br /&gt;O motor a combustão envolve atenção contínua para o abastecimento de combustível, água do radiador e troca periódica de óleo, praticamente inexistente no motor elétrico de custo muito inferior. &lt;br /&gt;Em relação ao veículo 100 % elétrico o motor a explosão requer uma série de dispositivos auxiliares, tais como embreagem, câmbio, radiador, motor de arranque e dínamo que tornam o custo de combustível e de capital mais elevado. &lt;br /&gt;Alem da economia de combustível a recarga da bateria ocorre fora dos picos de demanda ou durante a noite — ocasião em que, ordinariamente, as hidroelétricas estão paradas, possivelmente vertendo água — o que torna o custo da geração praticamente nulo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resumindo: “o motor a combustão interna (ciclo Carnot e Oto) tem uma concepção muito antiga que vem resistindo às inovações tecnológicas ao longo dos últimos cem anos. È um dispositivo perdulário que consome muita energia para produzir pouco resultado em termos de energia útil no eixo do motor. Pode-se dizer que é um fim em si mesmo, isto é, grande parte da energia útil é consumida para uso próprio em dispositivos internos, necessários para reduzir o calor produzido pelas perdas que, praticamente, constitui 75% do total. Só consegue ganhar, em termos de desempenho, das velhas locomotivas a vapor, inclusive diesel-elétricas. Tipicamente, é u’a máquina de produzir calor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veículos híbridos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A opção por veículos 100% elétricos é ainda mais vantajosa quando comparada com a alternativa de veículos híbridos. Nesta, o custo de capital só faz aumentar com a adição do gerador acoplado, alem do que o rendimento será ainda mais baixo do que o rendimento do motor de combustão interna isolado. Alem do acréscimo de perdas do gerador acoplado é preciso levar em conta o rendimento de 75% da cadeia bateria/motor elétrico subseqüente. Enfim, uma redundância desnecessária de transformações que tornaria o rendimento total baixíssimo, em torno de 15%.&lt;br /&gt;Mas, será que todas as vantagens são suficientes para justificar a substituição de parte da frota ou existirá impedimento de outra natureza?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cadeia de conversão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em termos de eficiência da cadeia de conversão energética, o veículo elétrico possui grande vantagem quando computados os rendimentos nos processos (Ildo Sauer, folha de 6/6): &lt;br /&gt;— Economia de energia devido ao processo termodinâmico da transformação, muito mais eficiente na cadeia de conversão bateria/motor elétrico (75 %) do que no motor de combustão interna (25 %). Para produzir a mesma energia mecânica no eixo o motor a explosão requer cerca de três vezes mais energia do que o motor elétrico. &lt;br /&gt;Mas a eficiência energética por si só não é o bastante. O que realmente conta é a eficiência econômica de todo o processo em termos de R$/Kwhora produzido no eixo do veículo, que, em última análise vai depender do custo relativo de cada insumo expresso na mesma unidade Kwhora. Ora o custo do combustível é subsidiado para proteger outros setores (transporte e produção de alimentos) enquanto a energia é tributada para evitar desperdícios no consumo domiciliar (chuveiros elétricos e eletrodomésticos) e isso leva a distorções que penaliza a opção carro elétrico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cálculo do custo para o consumidor&lt;br /&gt;Dados:&lt;br /&gt;Custo da gasolina na bomba                                     2.50 R$/litro &lt;br /&gt;Custo da energia na concessionária                        0.45 R$/Kwhora&lt;br /&gt;Poder calorífico                                                            12 Kwhora/litro &lt;br /&gt;Rendimento do motor a combustão                       25%&lt;br /&gt;Rendimento do conjunto bateria/motor 75%&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A queima direta de 1 litro de gasolina em um aparelho de aquecimento doméstico produz 12 Kwhora de energia sob forma de calor ao custo de 2.50 R$/litro. Logo, o custo unitário da energia calorífica será 0.21 R$/Kwhora (2.50/12).  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A queima direta de 1 litro de gasolina em um motor de combustão interna produz 12 Kwhora de energia, dos quais 9 Kwhora (75%) são perdas que geram calor e 3 Kwhora (25%) é energia mecânica útil no eixo. Logo:&lt;br /&gt;Custo para produzir 1 Kwhora no eixo (2.50/3)                   0.84 R$/Kwhora   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— O conjunto bateria/motor elétrico transforma 4/3 Kwhora de energia elétrica da bateria previamente carregada, pela qual paga 0.45 R$, em 1 Kwhora de energia mecânica no eixo do motor de acionamento da roda do veículo. Logo:&lt;br /&gt;Custo do Kwhora mecânico no eixo do motor                     0.45 x 4/3 = 0.60 R$/Kwhora&lt;br /&gt;Uma economia de cerca de 25% que poderia muito maior se a energia não fosse tão tributada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, esta é uma economia muito pequena que não reflete os custos reais da eletricidade produzida no Brasil, considerada uma das mais baratas do mundo. A tarifa de 0.45 R$/Kwhora não condiz de forma alguma com o custo de produção das usinas do Rio Madeira, recém licitadas ao lance de — pasmem! — 8 centavos o Kwhora. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Se tivesse usado o custo real da energia produzida (sem impostos) a economia seria muito maior. Por exemplo, se tivesse usado o custo real da energia produzida nas últimas usinas licitadas do Rio Madeira e Belo Monte em torno de 15 centavos, incluindo transmissão e distribuição, o custo seria:&lt;br /&gt;Custo do Kwhora mecânico no eixo do motor                     0.15 x 4/3 = 0.20 R$/Kwhora&lt;br /&gt;E a economia real seria de 75% com exclusão de impostos.&lt;br /&gt;     &lt;br /&gt;Cálculo do custo para o país &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Observação:&lt;br /&gt;Nos dois processos o Professor Sauer usa insumos diferentes, tal como se apresentam ao consumidor. No 1º usa o preço da gasolina na bomba e no 2º o preço da tarifa na conta de luz. Acontece que a energia é muito mais tributada do que a gasolina. Se tivesse usado o custo real da energia produzida (sem impostos) a economia seria muito maior. Por exemplo, se tivesse usado o custo real da energia produzida nas últimas usinas licitadas do Rio Madeira e Belo Monte em torno de 15 centavos, incluindo transmissão e distribuição, o custo seria:&lt;br /&gt;Custo do Kwhora mecânico no eixo do motor 0.15 x 4/3 = 0.20 R$/Kwhora&lt;br /&gt;E a economia real seria de 75% com exclusão de impostos.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Custa acreditar que o país que produz a energia mais barata do mundo tenha a tarifa de energia mais cara do mundo. Para se ter uma idéia basta observar que os lances vencedores das licitações do Rio Madeira e Belo Monte não passaram de 8 centavos o Kwhora (80 R$/Mwhora), cuja energia chega a nossas residências ao preço médio de 45 centavos/Kwhora, quase seis vezes maior. Na verdade, o custo poderia ser muito menor e possivelmente gratuito como foi acima mencionado: “alem da economia de combustível a recarga da bateria ocorre fora dos picos de demanda ou durante a noite — ocasião em que, ordinariamente, as hidroelétricas estão paradas, possivelmente vertendo água — o que torna o custo da geração praticamente nulo”.       &lt;br /&gt;Ou segundo cálculo do Professor Sauer:   &lt;br /&gt;No 1º processo o consumidor compra 1 litro de gasolina por 2.50 R$ e usa apenas 1/4 do conteúdo energético para gerar 3 Kwhora mecânico no eixo do motor de combustão de baixo rendimento&lt;br /&gt;Custo do Kwhora no 1º processo              2.50/3                  0.83 R$/Kwhora&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No 2º processo o consumidor compra 4 Kwhora de energia por 0.60 R$ (4 x 0.15) para gerar os mesmos 3 Kwhora no eixo de um motor de maior rendimento (75%). Logo: &lt;br /&gt;Custo do Kwhora no 2º processo              0.60/3                  0.20 R$/Kwhora&lt;br /&gt;Uma economia de 75% com os impostos excluídos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alternativas promissoras para carros elétricos &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil é um dos mais bem aparelhados países para utilização de carros elétricos. Energia elétrica barata como fonte e insumo para a fabricação dos seus componentes, como baterias leves de lítio e alumínio para tornar menos pesadas as carrocerias dos carros elétricos. Para essa finalidade poderá contar com a eletrólise da corrente elétrica produzida por usinas hidroelétricas extremamente baratas como as que são construídas ao preço de 8 centavos/Kwhora no Rio Madeira e Xingu. Tem amplas margens de reduzir tarifas excessivas ou torná-las quase gratuita no processo de carga noturno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, dificilmente poderá tomar o lugar da indústria estruturada há mais de um século. Por menor que seja o custo de suprimento de energia elétrica a veículos 100% elétricos e mesmo que seja gratuito, não existe condição objetiva de concretizar o suprimento através da tomada do consumidor porque a estrutura da rede domiciliar não comporta recarga na escala requerida pelo conjunto bateria/motor elétrico***. Já imaginou o tamanho da conta de luz? Por outro lado, postos de serviços localizados em prédios de estacionamento teriam oportunidade de ampliação dos serviços de troca de baterias certificadas e carregamento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, nem a estrutura de serviço existente dos postos de combustível teria área suficiente para suportar carga de bateria com duração 5 a 6 horas diárias em locais de alto custo imobiliário. Já imaginou a dificuldade da carga em postos de gasolina, por horas seguidas? &lt;br /&gt;***De qualquer forma, pequenos veículos 100% elétricos podem ser carregados pela rede domiciliar dentro dos limites da rede projetada para chuveiros elétricos até 60 amperes em 110 Volts. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando muito, os veículos elétricos servirão como 2ª opção para “famílias” que já tem “um” nos países em desenvolvimento, como meio de burlar o rodízio imposto aos veículos a combustível. Ou, em última instância, podem servir como 3ª opção para “pessoas” que já tem 2 veículos nos países industrializados. Enfim, servirão para carregar pessoas ou cortar grama nos campos de golfe, como já acontece nos países industrializados. Podem ter alguma utilidade para circulação de pessoas e cargas nas vastas áreas dos parques de exposição e nos entrepostos de distribuição de mercadorias (Walmart).   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo vai depender dos mecanismos que regulam a qualidade do ar e incentivos para redução de poluentes requeridos pela população. Por exemplo, permissão para circulação livre em áreas de lazer devido ao baixo risco e liberação do rodízio imposto a outros veículos.. Isenção de IPI, IPVA e ICM, tanto no veículo em si como na fabricação dos componentes e tarifas de energia elétrica.. Mas, se forem construídos para ficarem parados, como os demais a combustível, perdem sua principal função de circulação na região central das grandes cidades. &lt;br /&gt;Hugo Siqueira, Cidade do Cabo Verde MG em 16/06/2010&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2979501118768918877-9126555811865285464?l=vitorhugoromao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/feeds/9126555811865285464/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/2010/09/brincando-nos-capos-do-pre-sal.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2979501118768918877/posts/default/9126555811865285464'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2979501118768918877/posts/default/9126555811865285464'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/2010/09/brincando-nos-capos-do-pre-sal.html' title='Carros elétricos: economia e meio ambiente'/><author><name>Hugo Siqueira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13180952252687989988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_i8zJ62Y8TTU/TCfdj27wDWI/AAAAAAAAAAU/S6ExYCACyY8/S220/14022010720.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2979501118768918877.post-4982160025333520459</id><published>2010-08-15T17:36:00.000-07:00</published><updated>2010-12-29T12:09:48.411-08:00</updated><title type='text'>BELO MONTE:  Há mais coisas no ar do que os aviões de carreira.</title><content type='html'>Apporeli (barão de Itararé)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A moça do tempo faz previsões sobre o clima e não sobre o tempo que é uma grandeza física medida pelo relógio. Para cada tempo há uma solução diferente de acordo com o contexto da época. No caso do Sistema Elétrico Brasileiro — majoritariamente dependente de potenciais hidroelétricos — O clima foi o fator determinante do superdimensionamento. O suprimento de energia elétrica não pode permanecer indefinidamente na dependência de uma fonte única, a hidroeletricidade, sem o grave inconveniente do superdimensionamento e perdendo, desta forma os enormes benefícios, para o sistema como um todo, da complementação e integração com outras fontes de energia. Após 50 anos de utilização de potenciais hidroelétricos, o sistema elétrico das regiões Sudeste e Sul fecha um ciclo de bons aproveitamentos. Nestas regiões, dos potenciais -- previstos pelo levantamento de inventário realizado pela Comissão Canadense Brasileira (CANAMBRA) – a quase totalidade foi concluída ou está em fase final de instalação das últimas unidades geradoras. Os reservatórios de regulação plurianual, Furnas, Itumbiara, foram definidos ha muito tempo, de forma que, o sistema não comporta mais intervenções desta natureza (aumentos de reservatórios). Hoje, após ter esgotado a quase totalidade dos potenciais disponíveis, o sistema elétrico está maduro para uma mudança de rumo: A fase térmica.&lt;br /&gt;Em seu trabalho premiado “Energia para o desenvolvimento” de 1980 — no pleno auge do choque do petróleo — o professor Goldemberg já alertava sobre as conseqüências do elevado endividamento externo em razão da concentração dos empreendimentos hidroelétricos em obras de grande porte. “Recursos essenciais ao desenvolvimento dos países pobres estavam sendo transferido aos países industrializados”.  Foi a época do “milagre econômico” e das “obras faraônicas” como Itaipu, Tucuruí, transamazônica e tantas outras obras muito criticadas pelo excesso de ufanismo. &lt;br /&gt;Mas o risco dos sistemas majoritariamente hidroelétricos não depende do clima apenas nos aspectos de manutenção de “energia garantida”, mas dos acidentes que o clima pode produzir como furacões, raios e tempestades. Quanto maior a quantidade de caminhos alternativos, menor o risco de concentração de grandes blocos de energia em corredores exclusivos — cuja retirada reduz a capacidade de suprir a demanda pelo restante do sistema. A destinação do grande bloco de energia de Itaipu por corredor exclusivo de linhas de (extra) alta tensão pode ter sido um dos causadores do recente apagão, que teria sido evitado pelo acionamento de térmicas bem como pela existência de outros circuitos independentes de linhas em tensão mais modestas para subestações intermediárias: Bauru, Araraquara, Marimbondo, etc. &lt;br /&gt;O que realmente falta para o sistema elétrico do Sudeste ter mais segurança operativa são caminhos alternativos por onde a energia fluir em quantidades menores. Enquanto prevalecerem os corredores de transporte otimizado o sistema continuará inseguro. O suprimento de energia da maior cidade do Brasil produzida pela maior hidroelétrica do mundo, transportada em tensão mais elevada do mundo acabaria desembocando no maior problema operativo do mundo.&lt;br /&gt;Os tempos agora são outros: a duras penas o programa do álcool conseguiu êxito comprovado tanto para acionamento de veículos como termoelétricas. A Petrobras vem se firmando como empresa de grande experiência na exploração de petróleo tanto pela auto-suficiência como pelas novas descobertas do Pré-sal. Não há uma razão objetiva para que as termoelétricas não sejam usadas agora na complementação térmica do Sistema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A teoria de redes foi massivamente utilizada nos sistemas elétricos antes de a INTERNET ensaiar seus primeiros passos. De modo semelhante, quanto maior o número de caminhos alternativos, menor o risco operativo em sistemas elétricos e maior a velocidade da informação na INTERNET. Mas é claro que os sistemas elétricos não podem ter o grau de interconexão, de “todos com todos”, que caracteriza a explosão da informação da Internet.  Evidentemente seria um absurdo pretender um sistema invulnerável aos acidentes do clima porque o custo excederia o ganho: deve ser sopesado contra benefícios. Uma sutil diferença: No primeiro transita energia por circuitos físicos que têm custo elevado, especialmente em grandes distâncias, enquanto que na INTERNET transita sinal (informação) por ondas eletromagnéticas independente da distância. Esse foi o grande equívoco de Nicola Tezla, que quase o levou a loucura. Assim como não existem sistemas incólumes ao clima não existirão circuitos invulneráveis a seus efeitos.&lt;br /&gt;Aqueles dentre nós que tiveram a sorte de viver a experiência da construção do Sistema Elétrico do Sudeste podem constatar hoje — com o sistema praticamente completo — a extrema habilidade dos técnicos da Eletrobrás na condução do seu planejamento. É bem verdade que encontraram um sistema — singular e único no mundo — de rios interiores de forte integração regional, que foi a principal causa do extraordinário sucesso do Sistema Elétrico Brasileiro na segunda metade do século passado. Junto com Estados Unidos, Canadá e a antiga União Soviética, o Brasil foi dos países que mais soube tirar proveito do seu sistema ao projetá-lo com uma visão geral antes mesmo que a moderna “Teoria de Sistema” estivesse plenamente estabelecida. Nos países citados o Sistema é regionalizado e complementado por térmicas. Mas o Brasil pagou um preço elevado pela intuição dos técnicos. O fato de não ter petróleo para complementação térmica levou a um extremo endividamento externo pela concentração de capital em empreendimentos hidroelétricos de grande porte (ver “Energia para o desenvolvimento”, trabalho premiado de José Goldemberg, 1980). Só para se ter uma idéia é bastante comprovar que no curto período de 25 anos o Brasil já havia concluído a maioria dos potenciais disponíveis e o petróleo ainda não subira de preço. A recente instalação das duas últimas turbinas de Itaipu encerrou, praticamente, o planejamento do sistema na região Sudeste-Sul. Para comprovar a “grande sinergia” do Sistema Sudeste, basta observar que os reservatórios de Furnas e Itumbiara constituíram imenso estoque antecipado de energia e capital, cujos efeitos permaneceram ativos até os dias de hoje. Durante um longo período o Sistema permaneceu incólume, com um único “apagão” em 2001, que poderia ter sido evitado com um mínimo de usinas termoelétricas.&lt;br /&gt;O Sistema Sudeste foi projetado por vazões mínimas (média do “Período Crítico”) enquanto no “Norte” as usinas estão sendo projetadas por vazões máximas (média de valores históricos), ignorando o “critério de risco” adotado no passado. Como são complementares, os técnicos projetam preencher uma janela de seca no SE para manter cheios os reservatórios até a chegada da estação chuvosa. Nada impede que a energia de recursos de fio d’água seja enviada para suprir demanda no período seco do Sudeste, cujos reservatórios podem ser mantidos cheios com a água economizada. Ora, se houve mudança de critério porque não enviar para o Norte a energia de água excedente do Sudeste para prover a necessidade de energia no período seco do Norte? Um extenso corredor de mão dupla funcionaria ora num sentido (do Norte para o Sudeste) e ora no sentido inverso. Em relação a troca de estoque funcionaria como via de mão única. &lt;br /&gt;Mas, esta é uma possibilidade ilusória, conquanto inteligente. Estoque de energia é uma variável sistêmica que não está localizada em um ponto determinado do sistema. É uma variável que pertence ao sistema como um todo, cujos componentes se transformam em energia elétrica nas diversas alturas das usinas de jusante assim que o volume dos reservatórios de cabeceira libera água. Ora, não se pode reter água nestes reservatórios sem comprometer o funcionamento da usinas de jusante, de cuja vazão sua capacidade é dependente. Pode até comprometer a capacidade de armazenamento sazonal, com perda de potência pela diminuição da altura útil. Por último: se um corredor exclusivo de 900 km está causando problemas operativos na região mais adiantada do país, qual a dimensão do problema que um corredor exclusivo de mais de três mil km poderá causar na planície alagada da Amazônia sujeita ás mais variadas condições de clima e acidentes? Se até a logística da construção de novas usinas já está já está mudando para contemplar condições ambientais, como será a logística da fiscalização do corredor exclusivo? A partir de satélites?&lt;br /&gt;• Estender à região Norte a mesma estratégia de sucesso do Sudeste equivale a retroceder a práticas que foram úteis no passado, mas que não são mais. Significa prolongar a vida de reservatórios que já deram mostras de exaustão e perpetuar uma condição de dependência do clima e dos acidentes que o mesmo produz. O melhor emprego da energia da Amazônia é de forma desvinculada do Sudeste: energia para uso local e produção local de bens derivados da energia (eletrólise)   &lt;br /&gt;• A manutenção de “energia garantida” é muito dispendiosa por sua inerente dependência do clima. É um luxo somente permitido aos países industrializados. Não existem sistemas hidroelétricos incólumes ou isentos de risco, como se fosse possível e desejável um sistema de risco zero. Evidentemente isto é um absurdo. Ninguem que estude seriamente o problema considera o risco zero como estado de coisas desejáveis e possíveis. O preço da garantia é o superdimensionamento.  A forma natural de ter 100% de “energia garantida” é através de fontes térmicas porque nestas o combustível já constitui um estoque de energia, disponível a qualquer tempo, independente de condições climáticas: basta abrir a torneira do gás e apertar o botão. Aliás, não se compreende porque não foi feito isso no recente apagão. Acontece que térmicas não eram disponíveis pelo fato de não termos petróleo. Pagamos alto preço pela intuição dos técnicos. No auge do choque o petróleo comprometia 50.4% do saldo comercial (José Goldemberg, 1980). Qual foi a estratégia utilizada? Trocamos garantias onerosas de térmicas (consumo) por garantias onerosas de hidroelétricas com reservatórios de acumulação (capital). Para isso contaram com um sistema fortemente integrado e por sorte os potenciais eram incrivelmente baratos á época por serem os primeiros.&lt;br /&gt;• Quem sabe agora o governo desiste da idéia fixa de interligar “o nada com o lugar nenhum” e decida instalar termoelétricas a gás junto aos centros consumidores que não requerem linhas ou junto às antigas termoelétricas — verdadeira “reminiscência arqueológica" da revolução industrial — para reduzir o consumo de combustível fóssil e bagaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CONCLUSÕES&lt;br /&gt;• O fato mais importante que decorre das considerações acima é o reconhecimento de que o campo gravitacional na “Bacia Amazônica” é fraco e não pode produzir mais do que a soma simples de cada potencial individual, cuja produção energética total pode ser conhecida “a priori” por simples inventário. &lt;br /&gt;• A interligação elétrica entre usinas não é condição suficiente para tornar o sistema “integrado” na acepção da palavra, tal como acontece no sistema da região Sudeste onde há ligação física entre os rios componentes da bacia, possibilitando a troca de estoques de energia. Em “teoria de sistemas” dizemos que os rios da Amazônia não têm “sinergia”. &lt;br /&gt;• Em termos comparativos o total de energia que pode ser gerada, em Megawatts médios, é menor do que a produzida no Sistema Elétrico do Sudeste, que tem muito menos água. Os potenciais da Amazônia podem ser equipados para produzir potência, mas, cessadas as enchentes, as turbinas ficam ociosas, não produzindo energia. “O imenso potencial energético da Amazônia” não passa de um mito criado pelo “ufanismo”. Somente o uso inteligente dos recursos potenciais da Amazônia pode levar a resultados positivos quando conjugados com a produção de comodities metálicas de alto valor agregado em lugar da exportação de minérios ou exportação de energia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por mais incrível que possa parecer o grande potencial de produção de energia está no Sistema realmente integrado do sudeste, inclusive a energia das águas vertidas que está comprometida com a manutenção de “energia garantida” e auto-regulação. A única maneira de ter energia garantida 100% é por termoelétricas. Quando esta energia for liberada deste compromisso — pela utilização de termoelétricas — uma enorme quantidade de energia estará disponível para armazenamento de energia em baterias de carros elétricos e fabricação de produtos estratégicos: chapas e perfis de alumínio; nitrogênio para acionamento de veículos; baterias de Lítio leves e muitas outras aplicações da eletrólise da corrente elétrica.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2979501118768918877-4982160025333520459?l=vitorhugoromao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/feeds/4982160025333520459/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/2010/08/belo-monte-ha-mais-coisas-no-ar-do-que.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2979501118768918877/posts/default/4982160025333520459'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2979501118768918877/posts/default/4982160025333520459'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/2010/08/belo-monte-ha-mais-coisas-no-ar-do-que.html' title='BELO MONTE:  Há mais coisas no ar do que os aviões de carreira.'/><author><name>Hugo Siqueira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13180952252687989988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_i8zJ62Y8TTU/TCfdj27wDWI/AAAAAAAAAAU/S6ExYCACyY8/S220/14022010720.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2979501118768918877.post-8528741986665109690</id><published>2010-08-15T17:27:00.000-07:00</published><updated>2010-08-15T17:29:44.223-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fósseis'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fotosíntes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tecnologia'/><title type='text'></title><content type='html'>O CULTO DA TECNOLOGIA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas as formas de energia provem do sol, a exceção da nuclear que provem do interior da matéria. A energia hidroelétrica é uma forma de energia produzida recentemente pelo sol que é renovada a cada ciclo de chuvas, mas uma vez utilizados todos os saltos potenciais, não permite acréscimos. De fato, a energia hidroelétrica é “renovada” a cada ciclo de evaporação da água, como energia atual do sol e corresponde àquela do presente. A energia dos combustíveis fósseis, que tambem é uma forma de energia potencial, é a energia captada no passado pelo trabalho da fotossíntese e depositada ao longo de eras geológicas de milhões de anos. Por ser cumulativa, como os raios X, é infinitamente maior que a energia hidroelétrica, por isso não é provável que esteja acabando, em poucos anos do industrialismo.&lt;br /&gt;Só o fato de não gastar combustível não basta para considerar a energia hidroelétrica como mais econômica do que a termoelétrica.  É intensiva em capital, que é o fator mais escasso dos países em desenvolvimento.  Toda energia atual que não foi utilizada, passando pelos vertedores das usinas, se perdeu definitivamente e não será jamais recuperada. O que isto quer dizer é que a energia hidroelétrica bem como a energia de floresta atual, não se acumula. As florestas naturais não são depósitos de energia como os depósitos fósseis. Por esta razão é que dizemos ser muita pretensão imaginar que, em apenas 300 anos do industrialismo estes recursos estejam se esgotando, uma vez que são infinitamente maiores do que a energia hidroelétrica, praticamente reduzida a meros 700 GW, que se forem utilizados, encerra o ciclo de aproveitamentos hidroelétricos.&lt;br /&gt;No passado, o desenvolvimento ocorreu pela utilização de recursos abundantes da natureza, que era o modo natural compatível com o conhecimento da época. Hoje, o desenvolvimento deve ser buscado através de formas mais engenhosas de utilização da energia.  Uma das formas de economizar energia é deixando de gastar por mudança no tipo de atividade, conforme fizeram os países industrializados e alguns emergentes. Outra forma é tentar repor recursos que deram origem aos combustíveis fósseis, plantando novas árvores, ainda que sejam insuficientes. Uma terceira é produzir e gastar a energia de modo mais eficiente. Por incrível que possa parecer, esta é uma das maiores “fontes disponíveis”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O CULTO DA TECNOLOGIA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira forma, só mudar de atividade, não é o bastante. Significa transferir a outros a responsabilidade de produzir transporte e alimento para atender necessidades mais prosaicas de alimentação e aquecimento de novos consumidores. Afinal, nem todos poderão mudar para outras atividades ao mesmo tempo. Alguns permanecerão responsáveis pelo trabalho pesado, consumidor de energia. Os países industrializados poderão comprar energia, trocando por produtos tecnológicos (quinquilharias eletrônicas), ou então, produzir sua própria energia nuclear (ineficiente para aquecimento) a preços muito mais elevados (cerca de 6000 dólares por Quilowat). Este é o grande problema dos países industrializados: alem de gerar desemprego nos países de origem, seu mercado não é grande o suficiente para se autoalimentar. Tem que ser impingido aos países em desenvolvimento como nova forma de colonialismo. Ao comprarem estes produtos de prematura obsolescência, os países em desenvolvimento pagam uma espécie de tributo pelo “culto da nova tecnologia”. Um computador ou celular com seis meses de uso, não vale absolutamente nada.  &lt;br /&gt;É surpreendente que as novas tecnologias da informação e da eletrônica, que produziram tantos resultados, tenham encontrado apenas soluções parciais para problemas, que pareciam menores, como aqueles relacionados com a vida do ser humano concreto, no sentido mais estreito da palavra: sua existência animal e primitiva, como alimentação, aquecimento, circulação e transporte. Atividades biológicas do ser humano concretas exigem gasto de energia que não pode ser suprida apenas por alta tecnologia. O transporte e energia, não podem ser virtuais. A novíssima tecnologia da biogenética já está produzindo aumentos substanciais de produtividade nas plantações de cana e florestas cultivadas. A nova tecnologia da biogenética, utilizada no Brasil em florestas cultivadas (clones de eucalipto) aumentou a produtividade da indústria do aço a partir do carão vegetal em mais de três vezes. No futuro próximo, quando esta tecnologia tiver maior aceitação por parte do público, talvez venha a mudar todo o panorama da produção de alimentos protêicos. &lt;br /&gt;Não obstante as alegadas razões ambientais, a prospecção de petróleo continuará em expansão, dada a sua grande importância estratégica.&lt;br /&gt;Nos próximos capítulos vamos verificar quais atividades podem ceder lugar ao etanol, verificando o consumo de combustível futuro: terra para criação de bovinos e transporte de matéria prima, seguindo o conselho de José Goldemberg: “Os países em desenvolvimento não deveriam trilhar os mesmos caminhos de desenvolvimento do Norte, mas buscar novas direções e assumir os riscos da inovação em áreas especialmente promissoras”.&lt;br /&gt;Por incrível que possa parecer, a mais valiosa fonte de energia permanece subutilizada: “o uso mais eficiente no uso-final da energia disponível   e a escolha das alternativas promissoras de produção e seus vetores energéticos”. José Goldemberg (Energia para o desenvolvimento, 1988) e (An End-use Oriented global Energy Strategy,” Annual Review of Energy, 1985) citado no trabalho “Energy for a sustainable World” do World Resource Institute.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2979501118768918877-8528741986665109690?l=vitorhugoromao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/feeds/8528741986665109690/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/2010/08/o-culto-da-tecnologia-todas-as-formas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2979501118768918877/posts/default/8528741986665109690'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2979501118768918877/posts/default/8528741986665109690'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/2010/08/o-culto-da-tecnologia-todas-as-formas.html' title=''/><author><name>Hugo Siqueira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13180952252687989988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_i8zJ62Y8TTU/TCfdj27wDWI/AAAAAAAAAAU/S6ExYCACyY8/S220/14022010720.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2979501118768918877.post-1772300290028435765</id><published>2010-08-15T17:19:00.003-07:00</published><updated>2010-08-15T17:21:11.083-07:00</updated><title type='text'>COMBUSTÍVEL PARA AQUECIMENTO</title><content type='html'>O combustível é especialmente valioso porque é a forma mais eficaz de produzir aquecimento, adequado ao perfil do consumo dos países industrializados que está concentrado na demanda por combustíveis para aquecimento e transporte. Estes utilizam fundamentalmente o petróleo, mas poderiam utilizar etanol produzido nos países tropicais a preços concorrentes. Gerar calor por meio de usinas termoelétricas, inclusive nucleares, é um desperdício como mostra a figura 1. Mas, nada impede que venha a ser utilizada, como recurso extremo, apenas terão custos maiores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Crescimento per cápita do consumo de energia e PNB em %&lt;br /&gt;Energia -6 -12 -6&lt;br /&gt;PNB 21 17 46&lt;br /&gt;Tabela 1 - Crescimento do consumo de energia e PNB per cápita nos países industrializados no período 1973 a 1985.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;COMBUSTÍVEL PARA ALIMENTOS&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O custo do transporte, até agora visto como uma variável independente, não incide igualmente em todos os setores. Incide pouco sobre produtos tecnológicos, mesmo com preços elevados do petróleo. Já o mesmo não acontece com os produtos básicos. No setor primário, o custo da produção e transporte de insumos básicos é fortemente dependente do combustível. A globalização da economia não é nenhuma novidade pois já ocorreu no século passado. Nem se processa de maneira idêntica e simultânea nos diversos setores da economia, privilegia os produtos mais valiosos. No estágio atual, de fato, o processo de globalização vem ocorrendo, sem obstáculos, em setores de serviços e de alta tecnologia. Componentes tecnológicos valiosos podem ser reunidos e redistribuídos de e para diversos países, quase sem custos. São transportados por aviões, alguns deles virtualmente, como softwares. No setor primário, entretanto, a globalização encontra resistência pelo elevado custo da produção e transporte de mercadorias baratas. Necessidades biológicas como alimentação, aquecimento, circulação, transporte exige gasto de energia que não pode ainda ser suprida por alta tecnologia. Em outras palavras, Energia e transporte não podem ser virtuais.&lt;br /&gt; Até recentemente parecia que a globalização do setor primário fosse seguir os mesmos passos, isto é, insumos básicos de baixo valor como grãos poderiam ser transportados ao redor do mundo para alimentar animais de países industrializados e alguns emergentes. Mas, sucessivas altas no preço do petróleo encareceram a produção e o transporte dos grãos, acompanhando o preço do petróleo. Até os subsídios, praticados pelos países industrializados, se tornaram inócuos, como medida capaz de conter a valorização das comodities agrícolas. É claro que a globalização da economia no setor primário vai seguir um caminho distinto, porque a livre circulação de mercadorias baratas ao redor do mundo intensifica o uso de combustível. Até o petróleo requer combustível (o próprio petróleo) para ser produzido e distribuído. Cotado a 120 dólares o barril na bolsa de Nova York, é uma comodity como outra qualquer, cujo preço, 74 centavos de dólar o litro, é pouco superior ao da soja, cotada a 54 de dólar o quilo na bolsa de Chicago. As novas descobertas em mar profundo dificilmente conseguirão produzir petróleo a um custo inferior ao preço atual.&lt;br /&gt; A terra é outro fator que concorre para mudança de rumo da globalização no setor primário. A utilização da terra para produzir um combustível alternativo em larga escala, apenas troca um recurso limitado por outro. A terra é um recurso tão limitado quanto o petróleo, dizem. A substituição de toda a gasolina contida no petróleo, apenas para consumo de automóveis em todo mundo, vai exigir uma quantidade de terras que pode ser satisfeita as custas da redução da área destinada à criação e engorda extensiva de bovinos que é menos eficiente.  Mas, esse não é o problema principal. Algum setor será atingido, e ainda assim, o problema continuaria irresolvido. Faltaria combustível para aquecimento e acionamento de termoelétricas, que continuaria dependente do petróleo. O maior concorrente da produção de grãos e combustível é a extensa área destinada à criação de bovinos. A produção de carne bovina deverá passar por uma reformulação, diante da exigüidade de terra disponível para criação. Conquanto a tecnologia da seleção de linhagens já permita abreviar o tempo de permanência de bovinos no pasto, o mundo todo não dispõe de terra suficiente para atender ao consumo mínimo de carne bovina no presente e no futuro. Só alguns países, com disponibilidade de terra para cria de gado poderão dar-se a esse luxo. A nova tecnologia da biogenética, utilizada no Brasil em florestas cultivadas (clones de eucalipto) aumentou a produtividade da indústria do aço a partir do carão vegetal em mais de três vezes. A produção de alimentos geneticamente modificados pode tornar possível o aproveitamento direto dos grãos na alimentação humana, dispensando a cria de bovinos como fonte de alimentos protêicos. No futuro próximo, quando esta tecnologia tiver maior aceitação por parte do público, talvez venha a mudar todo o panorama da produção de alimentos protêicos. &lt;br /&gt; O atual quadro de incertezas reinante nos organismos internacionais acerca do futuro da globalização está criando um clima de pânico generalizado que levam alguns a pensar: Ou os cultos representantes dos blocos de países (G-8, G-5, G-20) estão mal informados, o que seria inadmissível, ou estão informados demais e, por questões diplomáticas, não querem dizer o que pensam, o que seria um fato lamentável diante da atual crise Americana. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;CRISE DE ALIMENTOS OU CRISE DE ENERGIA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Nos organismos internacionais a atual crise dos alimentos é tratada com tamanha superficialidade que leva a suspeita de ignorância ou certa dose de má-fé. Causa estranheza que cálculos simples, utilizando apenas aritmética, não sejam compreendidos pelos cultos chefes de estado que, afeitos a decisões políticas de magna importância, bastaria a eles uma simples consulta a qualquer cientista para ter a ajuda imediata: “as duas coisas estão relacionadas. Entretanto, é muito mais fácil produzir energia de aquecimento e alimentos calóricos (cereais, legumes e frutas) do que alimentos protéicos (carne)”.&lt;br /&gt;  Quando a atual crise das comodities é abordada genericamente nos organismos internacionais, os representantes dos diversos países utilizam a expressão “crise dos alimentos” -- um argumento diplomático mais visível e comovente, contraposto ao etanol -- para se referirem ao grão, milho e soja, que importam para alimentar animais. Ora, o grão não é, tipicamente, um alimento do ser humano. Ele os consome, em quantidade significativamente menor que os animais, é claro, na forma de cereais e em conjunto com outros alimentos energéticos. Guardadas as proporções, os animais é que são os grandes consumidores de grãos, especialmente os bovinos. Soja e milho concentram 82.4% da produção agrícola brasileira de 2008. Apenas 7.6% correspondem aos outros alimentos energéticos (Arroz, trigo, feijão, batata, mandioca e outros). Na verdade o mundo não carece de alimentos energéticos, mas de alimentos protêicos como a carne, especialmente a carne bovina, que não consegue produzir em quantidade satisfatória por insuficiência de terra combustível.&lt;br /&gt; Se o temor é o de perder os fornecedores de grãos, isso já está acontecendo: ao melhorarem de vida, os asiáticos desejam pelo menos um décimo do consumo dos países industrializados (100 kg anual por habitante nos Estados Unidos), e não apenas alimentos energéticos como arroz, trigo e animais exóticos. &lt;br /&gt;  Paradoxalmente, os representantes dos países industrializados, presumivelmente mais cultos, parecem não levar muito a sério as questões ambientais (Estados Unidos, China) enquanto os representantes dos países em desenvolvimento são os que mais se preocupam. Em plena era da globalização, com as mudanças ocorrendo, problemas cruciais como “Aquecimento Global” e “O Fim dos Recursos Mundiais” - que são problemas de todos, mas não são de ninguem – encontram um tratamento paroquial, cada país buscando a solução de curto prazo para si próprio, que atenda seus interesses imediatos. Países industrializados parecem mais preocupados com o fim dos recursos mundiais, de curto prazo, do que com as mudanças climáticas, cujos efeitos são anunciadas para o fim do século. Seu maior temor é de que países em desenvolvimento venham a utilizar energia da forma predatória, como eles o fizeram no passado e, com isso, tenham que compartilhar recursos escassos como petróleo para aquecimento de residências e, grãos para sustentar a produção de alimentos protêicos em seus países (carne).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;COMPETIÇÃO x COOPERAÇÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Os choques no preço do petróleo abrem um leque de oportunidades de cooperação espontânea, ímpar na história dos países em desenvolvimento. No artigo “Aspectos atuais da produção energética”, de 1975, já ponderávamos:&lt;br /&gt; As novas condições impostas à economia do país, depois da elevação dos preços do petróleo, vem despertando um interesse pelos assuntos energéticos que, antes, tinha estado latente e restrito aos setores especializados.&lt;br /&gt; Se é certo que, a curto prazo, alguns setores como o dos transportes, continue sofrendo severas restrições, parece claro que, a longo prazo, o país saiu lucrando com a “crise dos combustíveis”: Em primeiro lugar, porque o setor energético foi amplamente beneficiado com a súbita valorização da energia que pode ser produzida por outras fontes, como as de origem hidráulica, das quais o país possui amplos potenciais disponíveis; em segundo, porque foi estimulado a investir na prospecção de recursos petrolíferos próprios, o que vai certamente garantir um futuro mais sólido, como livra o país de uma dependência incômoda.&lt;br /&gt; Conquanto não sejam esperadas alterações substanciais nos rumos da política energética, cujo acerto ficou definitivamente comprovado com a crise dos combustíveis, há um interesse geral em conhecer pormenores de uma “crise” que afeta a todos indistintamente e algumas questões, que dela são derivadas, merecem ser debatidas:&lt;br /&gt;• Como explicar, por exemplo, a afirmação de que a economia do país tenha sido “apenas parcialmente atingida pela crise dos combustíveis?”.&lt;br /&gt;• Não parece que a energia, sobre as mais distintas formas ou origens, se tornou subitamente valiosa com a crise dos combustíveis?&lt;br /&gt;• Não é de se esperar que o país, ao utilizar basicamente fontes hidráulicas na geração de energia elétrica, tenha ganhado um poder de competição na produção de bens industriais, especialmente naqueles cuja produção é intensiva em energia elétrica?&lt;br /&gt;Agora em 2005, com o novo choque do petróleo, as mesmas condições se repetem.&lt;br /&gt;No seu trabalho premiado “Energia para o desenvolvimento” de 1980, o professor José Goldenberg apontava:&lt;br /&gt; “Os países em desenvolvimento não deveriam trilhar os mesmos caminhos de desenvolvimento do Norte, mas buscar novas direções e assumir os riscos da inovação em áreas especialmente promissoras”. “O sucesso do Brasil na produção de aço baseado no carvão vegetal mostra que é possível encontrar tecnologias avançadas que dêem amplo apoio às metas do desenvolvimento. A tecnologia é bem adequada aos recursos de muitos países ricos em biomassa e pobres em combustíveis fosseis”.&lt;br /&gt;    A disponibilidade de terras, subtilizada com a engorda de bois em regime extensivo, oferece enorme possibilidade de cooperação espontânea entre países em desenvolvimento, no desenvolvimento conjunto de alternativas mais promissoras: produção de combustíveis derivados da cana e de florestas cultivadas; produção de carne localmente; produção de aço baseado em carvão vegetal; produção sazonal de comodities metálicas de alto valor agregado (alumínio, estanho, níquel, zinco). Estas são alternativas muito mais promissoras do que a simples utilização de recursos naturais na criação extensiva de bovinos.&lt;br /&gt; Os argumentos de “utilização mais eficiente da terra” e “redução do transporte de mercadorias baratas” pode parecer a alguns a expressão de um desejo de que a última etapa da globalização no setor primário reverta em benefício para países em desenvolvimento. Mas, a globalização é um fenômeno irreversível. Já está acontecendo no setor primário, por iniciativa dos países em desenvolvimento, ao tomarem decisões por sua própria conta. O Programa do álcool brasileiro é um bom exemplo. A globalização não é uma estratégia imposta pelos países industrializados para continuar colonizando países em desenvolvimento. Pelo contrário, ocorreu espontaneamente a revelia dos governos dos países industrializados e a despeito das ideologias, crenças e religiões.  A cooperação de empresas transnacionais com os países em desenvolvimento propiciou enormes benefícios para ambas as partes com o que os países em desenvolvimento puderam crescer mais. Nada vai impedir que países em desenvolvimento cooperem entre si, espontaneamente, na busca de suas alternativas mais promissoras, a exemplo do ocorrido no leste Asiático. Países em desenvolvimento já têm suas próprias empresas transnacionais, estatais ou não (Petrobrás, Vale, Gerdau, etc., para citar as mais próximas), aceitando o processo de globalização.&lt;br /&gt; A enorme diversidade dos países em desenvolvimento, cada um com suas especificidades, constitui o ingrediente básico para a cooperação espontânea, caminho natural dos novos rumos da globalização da economia. Assim como não é conveniente para os países Asiáticos a formação de blocos, tambem não interessa aos demais países em desenvolvimento. Os blocos interessam mais aos países semelhantes que desejam competir em lugar de cooperar.&lt;br /&gt; Para haver competição é preciso haver similaridade entre adversários (países industrializados) e objetivos coincidentes (venda de produtos tecnológicos), fato comprovado pela experiência das guerras destrutivas do século passado em busca de mercado para os países conflitantes. A experiência mostra tambem a existência de uns poucos países similares e uma grande quantidade de países diferentes, o que quer dizer: geralmente, existem mais formas de ser diferente do que semelhante. A competição realçou as diferenças. Mas, como podem os países se tornar mais diferentes ainda? A resposta é simples: tornando-se especialistas. A especialização dos países certamente acompanhará a especialização ocorrida entre indivíduos no interior de uma sociedade, como bem demonstra a experiência de cooperação dos países industrializados com o Leste Asiático. A extrema especialização tornará cada país tão singular e único que em vez da competição haverá cooperação. Em alguns países em desenvolvimento como o Brasil, a cooperação ocorreu na década de 50, no setor automotivo. Nos dois casos citados os benefícios são evidentes para ambos os participantes.&lt;br /&gt; Tornar-se igual exige esforço competitivo para desenvolver idéias inovadoras. Entretanto, a cooperação atual e passada é um desmentido à convicção de que só a confrontação egoísta e voraz motiva os países para a produtividade. Tornando-se especialista, tudo aquilo de que um país necessita encontrará no mercado, vendendo o seu produto, especial e único, o qual será o complemento de outros. O mercado é neutro: não impõe condições. A ida ao mercado é uma decisão interna de cada um.&lt;br /&gt; O sistema de produção não é mais constituído por uma cúpula restrita e uma imensa massa indiferenciada de países consumidores dos produtos de países industrializados do tempo subseqüente à revolução industrial. As especializações se distribuem completamente por ampla gama de diversidade que não permite mais o antagonismo mortal das guerras de conquista. Núcleos familiares latifundiários e auto-suficientes explodiram diante da urbanização e industrialização crescentes, levando os países às mais variadas e estranhas composições e engajamentos, destruindo os interesses de pequenos grupos dominantes. Afastado o perigo das guerras destrutivas e da explosão populacional os países não necessitam mais ficarem confinados dentro dos estreitos limites do nacionalismo e auto-suficiência. A cooperação exige a complementação das aptidões de cada participante. Quanto mais diferentes, mais chance terão de se complementarem. O próprio contato entre países de crenças e ideologias treina-os para autonomia e cooperação e os predispõem para a aquisição de uma maior cultura, superior e universalizadora, sem que precisem abdicar de suas próprias. A variedade de países e suas qualidades específicas tornarão a competição sem efeito, senão impossível. A cooperação é um estágio superior que permitirá a humanidade alcançar um nível maior de operacionalidade que foi privilégio de uns poucos grupos de elite. Mas, não é imprescindível que precisem abrir mão de sua cultura própria.&lt;br /&gt; O relacionamento entre países guarda algumas semelhanças com os sistemas físicos. Nos sistemas fechados a ”entropia” é sempre crescente, mostrando uma nítida tendência para a uniformidade quando o estado de equilíbrio é atingido (temperatura constante de um gás, por exemplo). Será que podemos afirmar que a “sinergia” tambem cresce no relacionamento de países em cooperação? A princípio, grandes diferenças entre países proporcionam os maiores ganhos sinérgicos com a cooperação. À medida que as carências internas são eliminadas os ganhos se tornam menores até se tornarem nulos. Os dois lados têm a ganhar com as trocas enquanto a cooperação prevalecer. É provável que os participantes se tornem mais semelhantes, não podemos dizer com certeza. Mas, como os dois lados ganham com a cooperação, podemos dizer, certamente, que estarão no final em um nível superior ao dos outros países que não cooperam. Acresce dizer tambem que a presença de humanos no circuito altera as condições de isolamento, tornando as relações entre países um sistema aberto. O próprio contato dos participantes em estágio próximo treina-os para maior autonomia e cooperação, suprindo a dependência, fixações de auto-suficiência e o clima de isolamento característico das relações tradicionais. Países que buscam a auto-suficiência não querem colaborar, pois não têm o que oferecer como moeda de troca. Procuram, sim, competir, através de regras protecionistas, para impor a outros países as condições prevalecentes até a segunda guerra mundial. &lt;br /&gt; Após décadas de baixa persistente no preço das comodities os países industrializados agora querem retornar ao antigo posto de produtores desses bens, como se isso fosse possível. Todos os países ameaçam impor restrições à livre circulação de alimentos como uma recaída aos velhos processos de competição de outrora, hoje sepultados pela crescente colaboração entre países das mais diferentes sistemas políticos, crenças e ideologias. A cooperação se estabelece sem pressões quando as mercadorias circulam livremente. Somente as trocas voluntárias serão capazes de restabelecer o equilíbrio em curto período, dado o estímulo que os altos preços de agora oferecem aos reais produtores: os países em desenvolvimento. Os países industrializados não podem retroceder aos processos primários de produção de comodities gastadores de energia. A produção de etanol a partir do milho evidencia isso claramente: tem balanço energético quase nulo. Corre-se o risco de consumir mais do que produz em termos de energia, como acontece no processo experimental de fusão nuclear.  &lt;br /&gt; Exemplo de novas tecnologias:&lt;br /&gt;•  Aproveitamento de combustíveis fósseis não agressivos ao meio ambiente.&lt;br /&gt;•  Transformação da celulose em combustível líquido ou gasoso. &lt;br /&gt;• Um processo mais eficiente de transformação do calor em trabalho, do qual não escapa nem os futuros processos de fusão nuclear.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2979501118768918877-1772300290028435765?l=vitorhugoromao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/feeds/1772300290028435765/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/2010/08/combustivel-para-aquecimento.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2979501118768918877/posts/default/1772300290028435765'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2979501118768918877/posts/default/1772300290028435765'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/2010/08/combustivel-para-aquecimento.html' title='COMBUSTÍVEL PARA AQUECIMENTO'/><author><name>Hugo Siqueira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13180952252687989988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_i8zJ62Y8TTU/TCfdj27wDWI/AAAAAAAAAAU/S6ExYCACyY8/S220/14022010720.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2979501118768918877.post-7107875060144618623</id><published>2010-08-15T17:11:00.000-07:00</published><updated>2010-08-15T17:12:51.445-07:00</updated><title type='text'>A NATUREZA LIMITADORA DOS PRINCÍPIOS</title><content type='html'>“A usina termonuclear é o modo mais ineficiente de produzir aquecimento, simplesmente porque está condicionada a natureza limitadora dos princípios da termodinâmica”. Não pelo processo em si, caso houvesse um meio de utilizar o calor diretamente. Mas, por questão de segurança, o calor produzido pela reação nuclear é obrigado a passar por pelo menos três circuitos fechados, trocadores de calor com baixo rendimento. Alem disso, é obrigada a recorrer a formas indiretas e redundantes de transformação de calor em energia elétrica e desta em calor novamente, com o mesmo inconveniente da usina térmica convencional a vapor, de baixo rendimento. Reúne tecnologia avançada de processo, com tecnologia ultrapassada de transformação. Mas, em que pese o preço elevado do kW instalado, não é impeditivo que venha a ser utilizada pelos países industrializados em condições extremas. &lt;br /&gt;A maneira mais eficaz de produzir calor é através da queima direta de combustível e, não por coincidência, o aquecimento é a maior demanda dos países industrializados de clima frio (58% nos Estados Unidos). O modo mais barato de produzir trabalho mecânico é a utilização dos potenciais hidroelétricos e a energia de acionamento é a maior demanda dos países em desenvolvimento (50%). Não é, por acaso, que os últimos potenciais inexplorados se encontrem nos países em desenvolvimento (700 GW). Tambem não é surpresa nenhuma que o combustível tenha se tornado escasso (fósseis e biomassa). Ambas as formas operam com elevados rendimentos tanto na produção (80%) quanto no consumo (cerca de 70%). As demais formas de energia têm rendimentos menores seja na produção e/ ou no consumo.&lt;br /&gt;O transporte, maior consumidor de combustível, é a segunda maior demanda dos países industrializados (34%) e a primeira dos países em desenvolvimento (50%). No entanto, o mundo todo continua utilizando o motor à explosão, um meio bastante ineficiente de produzir energia de acionamento. &lt;br /&gt;Alguns exemplos de utilização inadequada ou ineficiente:&lt;br /&gt;• Queimar bagaço de cana é uma forma eficaz de gerar “calor de processo” mas, não é a melhor forma de produzir eletricidade (térmica a vapor).&lt;br /&gt;• A utilização de chuveiros elétricos é uma forma de esbanjar energia. Usar energia elétrica já produzida por termoelétricas convencionais ou nucleares para aquecer residências, que é maior necessidade dos países industrializados (58%), é uma forma cara e redundante de transformar calor em calor (ver figura 1).&lt;br /&gt;Ironicamente, o aquecimento solar direto, que, sem dúvida, é a melhor forma de produzir calor, não está plenamente disponível para os que dele mais precisam, os países de clima frio. Nos países tropicais, é desnecessário. &lt;br /&gt;*** As usinas Henry Bordem, Jupiá e Furnas têm todas a mesma potência, aproximadamente, no entanto o custo por kW instalado é o menor na primeira, e o maior na segunda. A diferença é visivelmente comprovada pelas dimensões, vazão e rotação de cada usina como é mostrado na tabela 8. Quanto maior a rotação (associada a velocidade e altura da queda), maior a eficiência da transformação e menor o custo por kW instalado. Exemplo, ao contrário do que muitos imaginam, o motor a gasolina é mais eficiente que o motor diesel da mesma potência. Turbinas a gás são muito velozes (1800 ou 3600 RPM) e, por isso, muito baratas. &lt;br /&gt;Tabela 8 – Parâmetros e Custos aproximados de usinas e motores&lt;br /&gt; Potência&lt;br /&gt;MW Altura&lt;br /&gt;metros Diâmetro&lt;br /&gt;metros Rotação&lt;br /&gt;RPM Custo&lt;br /&gt;US$ /kW&lt;br /&gt;Furnas 1240 120 8 ~750 ~1000&lt;br /&gt;Jupiá 1222 18 20 ~300 ~2000&lt;br /&gt;Henry Borden 1200 700 3 1800 ~300&lt;br /&gt;Motor diesel     1200 -eficiente&lt;br /&gt;Motor a gasolina     5000 +eficiente&lt;br /&gt;Turbina a gás   2  3600 ++eficiente&lt;br /&gt;Turbina de avião   1 6000 +++eficiente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*** A usina de Jupiá tem seis vezes mais vazão do que Furnas que, por sua vez, tem queda seis vezes maior. Ambas têm a mesma potência instalada, obviamente.  Era de se esperar que tivessem o mesmo custo por kW instalado, entretanto não é assim porque os geradores de Jupiá têm maiores dimensões (20 metros de diâmetro, Furnas 8 metros de diâmetro) e, portanto, maiores custos na mesma proporção. &lt;br /&gt;Nos primeiros 25 anos depois de 1950, foram utilizados todos os potenciais a montante de Ilha Solteira que está aproximadamente a 250 metros do nível do mar, constituídos por usinas hidroelétricas extremamente econômicas de alta queda. Esta é a razão objetiva do sucesso alcançado. Todos os demais potenciais a jusante no Rio Paraná, que têm baixa queda, deveriam ter sido postergados, inclusive Itaipu, por terem custos elevados (&gt;2000 US$ /kW instalado) e por isso mesmo considerados “faraônicos”. Este foi o grande equívoco dos outros 25 anos da última década, que estão querendo repetir agora, em um momento de recessão mundial e de grande escassez de capital: As usinas do Rio Madeira, recentemente licitadas. E justamente agora, que as boas condições surgem, estamos cometendo erros grosseiros ao apressarmos a construção das usinas do Rio Madeira: Jirau e Santo Antônio. Não precisa ser especialista, engenheiro ou economista para perceber o erro. Apenas bom senso e uma visão de boiadeiro é suficiente. Não precisa ser economista para saber que o mundo vai passar por recessão, com baixa atividade econômica. Com isso o preço do petróleo, do etanol e dos alimentos está caindo e a taxa de juros praticada vai subir, com a escassez de capital. Ora, justamente agora, estamos gastando capital precioso na construção de hidroelétrica custosa para ficar parada a noite, nos feriados, domingos e meses de baixa atividade econômica (especialmente agora). É bem provável que esta usina fique parada em 70% do tempo, por falta de carga e inexistência de tecnologia para transportar energia daquelas distâncias.  &lt;br /&gt; “Aneel pede pressa para iniciar obras de Jirau: o país terá de acionar usinas térmicas e lançar mais de 600 mil toneladas de gás carbônico na atmosfera (Folha, 14/10/2008)”. &lt;br /&gt;Agora que temos etanol e petróleo barato (0,50 US$/litro), não podemos utilizar termoelétricas a gás ou combustíveis líquidos, a um quarto do custo de capital, apenas porque vamos lançar gás carbônico na atmosfera? É, tem gente que ainda acredita em papai Noel: leva a sério essa “nova doutrina do aquecimento global”. Justo agora, que países industrializados estão postergando a construção de usinas termonucleares três vezes mais caras que hidroelétricas, para consumir petróleo no aquecimento de residências (42% do consumo mundial de energia). Com isso vão lançar milhões de toneladas de gás carbônico na atmosfera. Será que estes países levam a sério o aquecimento global?&lt;br /&gt;Outros potenciais da bacia amazônica, como Belo Monte, têm custo do kW instalado inferior aos do Rio Madeira (metade), bem como pequenas centrais hidroelétricas (PCH) tornadas econômicas atualmente e que estão sendo disputadas nas reservas indígenas. Apesar do custo elevado, estas PCH se justificam, em virtude do elevado crescimento do estado de Rondônia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O SURGIMENTO DOS MITOS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A humanidade toda se sente ameaçada ante a possibilidade que venha faltar alimentos, terra, combustível. As preocupações são genuínas. Mas, devemos lembrar que a humanidade já se confrontou com problemas maiores no passado. A melhor maneira de afastar esses temores e ganhar tempo, até que novas tecnologias estejam disponíveis, é investigar como demanda e oferta de energia se combina no presente, bem como sua evolução futura.  Cada país deve fazer a escolha das melhores alternativas de produção e consumo de energia, como aponta José Goldemberg no seu trabalho premiado “Energia para o Desenvolvimento”, de 1988, cuja principal conclusão é a seguinte:&lt;br /&gt;“Os países em desenvolvimento não deveriam trilhar os mesmos caminhos de desenvolvimento do Norte, mas buscar novas direções e assumir os riscos da inovação em áreas especialmente promissoras”.&lt;br /&gt;Em lugar de prever o futuro, países em desenvolvimento devem ler o passado, não para copiar, mas para não incorrer no erro de soluções que se tornaram inviáveis naqueles países, simplesmente porque as condições mudaram. Ao invés de planejar, os diversos países devem “garimpar” as alternativas promissoras próprias.&lt;br /&gt;Os países em desenvolvimento não precisam, necessariamente, repetir os mesmos passos dos países industrializados, evitando assim escolher alternativas que se tornaram inviáveis nestes países. Podem queimar etapas com melhores escolhas. Nem os países industrializados precisam, hoje, retroceder ao passado do industrialismo para proteger seus empregos.&lt;br /&gt;Conclusões de Malshal McLuhan, o papa da comunicação, referenciado por L.O. Lima em “Mutações em Educação segundo McLuhan”, 1982, 16º edição, Vozes RG:&lt;br /&gt;“Mas terá cabimento, num país subdesenvolvido, tomar-se como meta a reflexão vinda de (McLuhan) de uma civilização pós-industrial como a americana? Muitos pensadores estão convictos de que a reflexão prospectiva – dedução do statu quo dos países altamente desenvolvidos – é a melhor solução para os países subdesenvolvidos: assim, esses países evitarão incorrer (por ensaio e erro) nas soluções que hoje se mostram inadequadas naqueles”. Por outro lado, o processo civilizatório atual -- dentro das defasagens internacionais – mostra que é possível queimar etapas: a eletronização da Amazônia, por exemplo, é uma comprovação de que se pode antecipar as comunicações que (se tivessem que seguir as etapas históricas) passariam antes pelas estradas a pé, a cavalo, por água, estradas de rodagem, estradas de ferroe, finalmente pelo avião, antes de chegar as microondas e aos satélites”.&lt;br /&gt;As circunstâncias históricas mudam de tal forma que muitas soluções, consideradas anacrônicas, podem ser ressuscitados com sucesso, graças à nova tecnologia da biogenética. Assim, o aço brasileiro baseado em carvão vegetal, vista por muitos como anacrônica, compete bem nos mercados, atualmente, porque sua indústria está muito mais adiantada em relação à antiga tambem baseada em carvão vegetal, há muito abandonada pelos países industrializados, alem do que a tecnologia da biogenética favorece países tropicais. As árvores utilizadas na Suécia levam trinta anos para serem aproveitadas, enquanto as florestas cultivadas do Brasil são cortadas com seis anos. Os ganhos de produtividade das florestas cultivada no Brasil aumentaram em cinco vezes, pelo emprego de “clones” de eucalipto e melhores técnicas de cultivo e de aproveitamento do carvão vegetal. È um feito surpreendente que mostra o caminho a ser seguido pelos americanos e chineses que insistem nas grandes siderúrgicas a carvão mineral. O próprio “Gasogênio”, uma relíquia do passado da segunda guerra, pode ser ressuscitado como uma alternativa promissora para países pobres carentes de petróleo, mas ricos em biomassa. &lt;br /&gt;Para ilustrar o descasamento entre países e como etapas podem ser queimadas, recorremos às conclusões de trabalho do autor destas linhas:&lt;br /&gt;Como, fatalmente toda energia do futuro passará pela queima de algum combustível, este fato não representa desvantagem para os países em desenvolvimento, ao contrário dos países industrializados que recorrerão à energia nuclear, mais cara, para obterem energia de aquecimento. Quando houver predominância de térmicas nos países em desenvolvimento, estes poderão afinal ficar livre do “critério de risco”, utilizado pelos planejadores na década de 50: as novas usinas hidroelétricas da Amazônia não precisarão estar condicionadas ao atendimento da carga em qualquer circunstância, como antes, quando o sistema foi exclusivamente hidroelétrico. Estas, bem como as atuais hidroelétricas, não serão mais responsáveis pelo atendimento das solicitações instantâneas da carga, que passará a ser suprida ocasionalmente pelas termoelétricas (de custo fixo mais baixos) que serão maioria. Tambem funcionarão a plena potência em todas as condições de vazão, a qual não precisa ser garantida. A “energia garantida” não precisará ser aquela do “Período Crítico”, mas a máxima que as hidroelétricas puderem produzir, em qualquer condição de vazão, limitada apenas à potência instalada de cada usina. Mesmo que não exista carga, esta poderá ser criada artificialmente para a produção sazonal, a baixo custo, de comodities metálicas de alto valor agregado, intensivas em energia elétrica (eletrólise a quente), tornando assim em instrumento eficaz de planejamento da produção industrial.  A excessiva motorização das usinas hidroelétricas atuais, que foi motivo de muitas críticas, como “obra faraônica”, agora por motivo de mudanças históricas, felizmente encontra uma alternativa bastante promissora de utilização (“O Sistema elétrico do Brasil”, janeiro de 2005, do autor).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2979501118768918877-7107875060144618623?l=vitorhugoromao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/feeds/7107875060144618623/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/2010/08/natureza-limitadora-dos-principios.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2979501118768918877/posts/default/7107875060144618623'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2979501118768918877/posts/default/7107875060144618623'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/2010/08/natureza-limitadora-dos-principios.html' title='A NATUREZA LIMITADORA DOS PRINCÍPIOS'/><author><name>Hugo Siqueira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13180952252687989988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_i8zJ62Y8TTU/TCfdj27wDWI/AAAAAAAAAAU/S6ExYCACyY8/S220/14022010720.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2979501118768918877.post-7303981995211444887</id><published>2010-08-15T17:01:00.000-07:00</published><updated>2010-08-15T17:05:10.309-07:00</updated><title type='text'>PEQUENO HISTÓRICO DOS POTENCIAIS DA AMAZÔNIA</title><content type='html'>Ao longo do tempo a Amazônia foi alvo de intervenções desastrosas que marcaram profundamente o imaginário do povo da região. A única certeza que temos é a extrema ignorância acerca dos recursos naturais e dos riscos ambientais na região. Custa a crer que depois de tantas intervenções desastrosas, a floresta tenha permanecido incólume até os dias de hoje. Predominam duas visões antagônicas e conflitantes, que constituem a principal razão dos debates acalorados entre os diversos setores envolvidos, cada um tentando prevalecer seus argumentos como principal condicionante. Uns, tem uma visão demasiado otimista acerca da capacidade dos potenciais de suprir as necessidades do sistema Sudeste e Sul, uma visão exploratória que não contempla os riscos ambientais dos grandes reservatórios. Outros têm uma visão patrimonialista de um meio ambiente “intocado” que precisa ser protegido a qualquer custo, como um “patrimônio da humanidade”, uma espécie de “santuário ecológico”. &lt;br /&gt;Os problemas da Amazônia envolvem aspecto de natureza sócio ambiental, política, técnica e econômica. Do ponto de vista sócio ambiental as restrições são genuínas, em vista dos antecedentes de interferência indevida. Do ponto de vista técnico, o problema está mal colocado. Mesmo sem focar os argumentos apenas no aspecto ambiental, constatamos que, de todas as intervenções, até hoje não conseguimos encontrar uma sequer que não resultasse em fracasso retumbante. Os grandes vilões da Amazônia são as queimadas, seguidas da criação predatória de bois. Com o despertar da consciência ambiental no fim do século o olhar do mundo inteiro estará voltado para a região amazônica, pondo em xeque questões de soberania. Não é só a questão de emissão de gases do efeito estufa, mas também o efeito de grandes reservatórios que constituem fator elevado de risco potencial que podem alterar o clima de forma ainda não conhecida. Questões de segurança por via militar pode agravar ainda mais o isolacionismo que impede o real conhecimento da região, cuja soberania virá a ser contestada pelo mundo todo. A melhor forma de integração é pelo conhecimento.  A melhor defesa é a ocupação por proprietários titulados que interferem pouco com o meio ambiente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2979501118768918877-7303981995211444887?l=vitorhugoromao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/feeds/7303981995211444887/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/2010/08/pequeno-historico-dos-potenciais-da.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2979501118768918877/posts/default/7303981995211444887'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2979501118768918877/posts/default/7303981995211444887'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/2010/08/pequeno-historico-dos-potenciais-da.html' title='PEQUENO HISTÓRICO DOS POTENCIAIS DA AMAZÔNIA'/><author><name>Hugo Siqueira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13180952252687989988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_i8zJ62Y8TTU/TCfdj27wDWI/AAAAAAAAAAU/S6ExYCACyY8/S220/14022010720.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2979501118768918877.post-7509960129362245710</id><published>2010-08-15T16:57:00.001-07:00</published><updated>2010-08-15T16:58:48.718-07:00</updated><title type='text'>AMAZÔNIA: DECÍFRA-ME OU TE DEVORO</title><content type='html'>Ao longo do tempo a Amazônia foi alvo de intervenções desastrosas que marcaram profundamente o imaginário do povo da região. Custa a crer que depois de tantas intervenções desastrosas, a floresta tenha permanecido incólume até os dias de hoje. Esta é a principal razão dos debates acalorados entre os diversos setores envolvidos, cada um tentando prevalecer seus argumentos como principal condicionante. Uns, tem uma visão demasiado otimista acerca da capacidade dos potenciais de suprir as necessidades do sistema Sudeste e Sul, uma visão exploratória que não contempla os riscos ambientais dos grandes reservatórios. Outros têm uma visão de um meio ambiente que precisa ser protegido a qualquer custo, como um “patrimônio da humanidade”, uma espécie de “santuário ecológico”. &lt;br /&gt;Como conciliar opiniões distintas sem cair na posição maniqueísta de explorar ou não explorar? Em outras palavras, é possível aproveitar de forma sustentável os potenciais da Amazônia da mesma forma que os recursos naturais? É possível encontrar um meio mais inteligente de armazenar energia sem a utilização de reservatórios? Existem formas diferentes de exploração dos diversos recursos?&lt;br /&gt;Os problemas da Amazônia envolvem aspecto de natureza sócio ambiental, políticas, técnicas e econômicos. Do ponto de vista sócio ambiental as restrições são genuínas, em vista dos antecedentes de interferência indevida. Do ponto de vista técnico, o problema está mal colocado. Mesmo sem focar os argumentos apenas no aspecto ambiental, constatamos que, de todas as intervenções, até hoje não conseguimos encontrar uma sequer que não resultasse em fracasso retumbante. Com o despertar da consciência ambiental no fim do século o olhar do mundo inteiro estará voltado para a região amazônica, pondo em xeque questões de soberania. Não é só a questão de emissão de gases do efeito estufa, mas também o efeito de grandes reservatórios que constituem fator elevado de risco potencial que podem alterar o clima de forma ainda não conhecida. Questões de segurança por via militar pode agravar ainda mais o isolamento que impede o real conhecimento da região. A melhor forma de integração é o conhecimento através da ocupação, cuja soberania vira a ser contestada pelo mundo todo. A melhor defesa é a ocupação por proprietários titulados que interferem pouco com o meio ambiente. &lt;br /&gt;Será possível uma visão sistêmica que contemple o conjunto de todos os interesses envolvidos?  Comecemos pelos interesses energéticos. &lt;br /&gt;A Amazônia não deve ser vista apenas pelo ângulo particular ou do ponto de vista estreito de cada uma de suas riquezas presumidas, mas de uma forma sistêmica do conjunto de suas riquezas e problemas inerentes a ocupação desordenada.  Assim, por exemplo, em lugar de licitar o aproveitamento de recursos individuais, hidroelétricos ou minerais, a providência que contempla todos os interesses envolvidos é o aproveitamento múltiplo por bacia, ou seja, a licitação de todos os recursos que interferem com o conjunto de atividades integradas: suprimento de energia, mineração, navegação e proteção adequada ao meio ambiente através de cláusulas restritivas de área inundada (altura). A usina de Belo Monte reúne duas condições para se tornar objeto de uma licitação do tipo sugerido. &lt;br /&gt;Pela planície úmida da Amazônia correm rios torrenciais de discreto número de bacias: Juruá, Tefé, Purus, Madeira, Tapajós e Xingu. A concentração das chuvas, a configuração e o tamanho das bacias, mais do que a pluviosidade, é a causa principal da grande vazão dos rios, capazes de produzir grande quantidade de energia em curto período, ou seja, são rios de potência. É impossível, geograficamente, construir reservatórios de grande volume que não formem grandes espelhos d’água. Mas, mesmo subutilizados (low profile), os potenciais da Amazônia ainda conseguem produzir energia a custos compatíveis (71/78 US$/ Kwhora no Madeira), relativamente a outras fontes de energia renováveis. &lt;br /&gt;O aproveitamento múltiplo é capaz de integrar toda a região amazônica de modo a romper com a condição de isolamento a que estão submetidos os atuais ocupantes e permitir a exploração não predatória de recursos naturais (energia, minerais e agricultura) sob um regime de subaproveitamento planejado (sustentável). &lt;br /&gt;A usina de Belo Monte, considerada a “melhor do mundo” pela Eletrobrás, constitui um bom exemplo para explicar a diferença dos conceitos de energia e potência. De fato, tem tudo para se tornar um “bom” empreendimento: altura razoável de cerca de 90 metros, aliado a um reservatório diminuto, correspondente a ocupação da área de 400 quilômetros quadrados (10 por 40 quilômetros), inferior a área de qualquer açude nordestino ou do menor município brasileiro. Custa a crer que, em tamanho espaço da Amazônia, os índios estejam confinados à grande curva do Rio Xingu. Ora, se não conseguimos discutir racionalmente um problema tão pequeno, em termos de reservatório, qual a dimensão que o mesmo problema vai ter quando demandarem reservatórios que ocupem áreas maiores, da ordem das ocupadas por açudes nordestinos ou do total dos reservatórios do Sudeste? As usinas de montante certamente vão necessitar reservatórios de área muito superior a 400 quilômetros quadrados para regularizar a vazão do no Rio Xingu, para que deixe de ser, tipicamente, apenas uma usina de fio d’água. Isto mostra que as restrições socioambientais vão continuar e a estratégia utilizada com sucesso no Sudeste não pode ser simplesmente repetida no Norte. O planejamento dos potenciais da Amazônia necessariamente deve ter um enfoque diferente. &lt;br /&gt;Mas o custo do reservatório não corresponde apenas ao valor imobiliário da terra inundada, o que seria algo suportável em uma região devastada como a do reservatório de Furnas, por exemplo. É o fato de a inundação ocorrer em área da floresta amazônica que torna o custo ambiental infinitamente maior e, portanto, o efeito altura mais evidente. Se não é aceitável um reservatório das dimensões do de Furnas em Belo Monte e foi necessário reduzir sua área para diminutos 400 quilômetros quadrados — para que o licenciamento ambiental fosse aprovado — como justificar um reservatório com área cinco vezes superior, em qualquer reservatório de cabeceira dos rios Xingu, Tocantins, Tapajós ou Madeira?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2979501118768918877-7509960129362245710?l=vitorhugoromao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/feeds/7509960129362245710/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/2010/08/amazonia-decifra-me-ou-te-devoro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2979501118768918877/posts/default/7509960129362245710'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2979501118768918877/posts/default/7509960129362245710'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/2010/08/amazonia-decifra-me-ou-te-devoro.html' title='AMAZÔNIA: DECÍFRA-ME OU TE DEVORO'/><author><name>Hugo Siqueira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13180952252687989988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_i8zJ62Y8TTU/TCfdj27wDWI/AAAAAAAAAAU/S6ExYCACyY8/S220/14022010720.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2979501118768918877.post-185763450222076797</id><published>2010-08-15T16:24:00.000-07:00</published><updated>2010-08-15T16:46:41.370-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gás'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='álcool'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='termoelétricas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='plataformas de petróleo'/><title type='text'>COMBUSTÍVEIS ECOLÓGICOS: TERMOELÉTRICAS SUPERSÍNCRONAS.</title><content type='html'>Acabou a galinha, acabou o resguardo.&lt;br /&gt;          &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Com raras exceções, toda forma de energia, a ser utilizada em larga escala no mundo todo, passará de uma forma ou de outra, pela queima de algum combustível. Produzir energia através de combustível se tornou a alternativa preferencial de todos os países diante dos custos elevados de outras formas de produção e a maior evidência da abundância desse recurso é o preço seja petróleo ou similar.&lt;br /&gt;Nos países industrializados, a queima direta de petróleo é a forma natural de evitar os elevados investimentos em energia nuclear, imprópria para fins de aquecimento. Nos países em desenvolvimento a utilização de termoelétricas é a forma preferencial de evitar o custo ambiental e os elevados investimentos em grandes usinas hidroelétricas e linhas de transmissão. Nem a energia nuclear -- esperança do futuro -- escapa das limitações impostas pelo segundo princípio da termodinâmica, assim como a energia hidroelétrica não escapa do processo físico da transformação em regime de baixas velocidades. As limitações decorrem de princípios físicos que regem a transformação: “processo termodinâmico” no primeiro caso e “regime de velocidades” no segundo. Não há como violar estes princípios básicos sem aumento de custos, nos dois casos.&lt;br /&gt;A classificação “renovável” atribuída à energia potencial hidroelétrica, em contraposição ao combustível como recurso limitado, não leva em conta o fato de que são grandezas distintas. Uma, o petróleo, é um estoque de energia, cujo montante é desconhecido, enquanto a energia potencial é uma parcela atual de energia, renovada continuamente, mas cujo montante, bem determinado, se esgota rapidamente com a utilização dos saltos potenciais disponíveis. Não é acumulável e nem comporta acréscimos, o que torna a energia potencial um recurso muito mais limitado que o combustível. Não leva em conta tambem o fato de o combustível ser tambem uma forma de energia que pode ser “renovada” pela ação do homem em quantidade expressiva, limitada apenas à quantidade de terra disponível. Ao cultivar plantas energéticas como cana e florestas artificiais o homem exerce um efeito benéfico sobre o meio ambiente, repondo, de certa forma, aquilo que foi subtraído pela sua ação predatória do passado. Isto mostra que o combustível é uma fonte infinitamente mais abundante que a energia potencial disponível e a maior evidência desse fato é o preço atual dos combustíveis, tanto petróleo como combustível alternativo.&lt;br /&gt;Outro fator não considerado nas análises de alternativas se relaciona ao custo ambiental e econômico propriamente dito. Não leva em conta, por exemplo, que o combustível cultivado é muito menos agressivo ao meio ambiente do que hidroelétricas pela garantia antecipada de saldo negativo de emissão de gases do efeito estufa. No aspecto econômico a vantagem da utilização do combustível em termoelétricas é muito mais significativa em razão do “regime de velocidade” em que a transformação se processa. Apesar de menos eficiente no aspecto termodinâmico, esta desvantagem é largamente compensada pela transformação em rotação padrão de 60 Hertz. As demais fontes potenciais disponíveis, inclusive eólicos e de marés não têm limitação física, mas estão sujeitas aos custos elevados da transformação sob regime de baixíssimas rotações, da ordem de 1 a 4 Hertz.  &lt;br /&gt;Fundamentos:&lt;br /&gt;A maneira mais eficaz de produzir calor é através da queima direta de combustível e, não por coincidência, o aquecimento é a maior demanda dos países industrializados de clima frio (58% nos Estados Unidos). Portanto, é de se esperar que o consumo de petróleo pelos países industrializados continue elevado. Não há nada de errado em utilizar combustível barato para fins de aquecimento (petróleo e combustível líquido). O irracional seria utilizar energia nuclear e alternativa mais cara inadequadamente. Protelar alternativas caríssimas é uma atitude coerente.  &lt;br /&gt;O modo mais barato de produzir trabalho mecânico é através da utilização dos potenciais hidroelétricos e a energia de acionamento é a maior demanda dos países em desenvolvimento (50%). Não é, por acaso, que os últimos potenciais inexplorados se encontrem nos países em desenvolvimento (700 GW). Portanto, é de se esperar que o consumo de combustível pelos países em desenvolvimento continue elevado. Não há nada de errado em utilizar combustível barato em termoelétricas para fins de acionamento. O grande perigo é incorrer nos mesmos erros do passado quando foram feitos vultosos investimentos centrados em grandes projetos hidroelétricos. &lt;br /&gt;O transporte, maior consumidor de combustível, é a segunda maior demanda dos países industrializados (34%) e a primeira dos países em desenvolvimento (50%). No entanto, o mundo todo continua utilizando o motor à explosão, um meio bastante ineficiente de produzir energia de acionamento. Ironicamente, o aquecimento solar direto, que é, sem dúvida, a melhor forma de produzir calor, não está plenamente disponível para os que dele mais precisam: os países de clima frio. Nos países tropicais, é desnecessário. &lt;br /&gt;  Os fatores determinantes do custo da energia são o “processo termodinâmico” e o “regime de velocidade” em que as transformações se processam. O primeiro rege a transformação de calor e o segundo rege a energia de acionamento. Vejamos como as diferentes formas de suprimento se comportam perante estes dois fatores:&lt;br /&gt;Em primeiro lugar, quase todos os potenciais hidroelétricos no mundo todo já foram utilizados, em razão da sua evidente economicidade. Passaram pelo processo de “seleção natural” e, hoje, são raridade. A usina de Três Gargantas, em construção na China talvez seja uma das últimas hidroelétricas de baixo custo em todo o mundo. Com 185 metros de altura e rotação de 9 Hertz, tem custo inferior a qualquer usina brasileira. Jupiá, uma das mais caras, com queda de 20 metros e frequência de três Hertz, é visivelmente lentíssima.&lt;br /&gt;No Brasil as possibilidades são ainda mais remotas. Os potenciais da Bacia Amazônica, vistos como promissores, devem analisados com cautela, pois são potenciais de baixa queda e grande vazão, característicos das regiões de planície, altamente hostis ao meio ambiente e com os altos custos inerentes (cerca de 3000 US$ /kW), em tudo semelhantes àqueles de Jupiá e jusante, no Rio Paraná.&lt;br /&gt;   As hidroelétricas atuais são limitadas fisicamente pelo relevo, tanto do ponto de vista econômico como ambiental e as termonucleares são custosas devido ao processo de transformação (cerca de 3000 e 6000 US$/ kW respectivamente).  &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; São condições geográficas que determinam o fraco desempenho dos grandes potenciais da região amazônica, tanto do ponto de vista ambiental como econômico. Pequenos desníveis criados para geração de energia elétrica implicam em grandes reservatórios, agressivos ao meio ambiente. Do ponto de vista econômico, a transformação se opera em regime de baixas velocidades, o que implica maiores custos de barragens e vertedores, alem do maior custo dos equipamentos, turbina e gerador e extensas linhas de transmissão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato de termos construído, no passado, as custosas usinas hidroelétricas do Rio Paraná, pelas quais pagamos alto preço, não constitui motivo para incorrer nos mesmos erros. As condições se repetem de maneira inteiramente semelhante às dos anos 80 quando os recursos financeiros dos países pobres do mundo estavam sendo transferidos para os industrializados. Em 80 as transferências ocorriam por conta das dívidas sobrevalorizadas, agora são nossas reservas que correm risco. Mas não somos obrigados a cair na mesma cilada das altas taxas de juros e baixo preço das comodities, incluindo petróleo e etanol. &lt;br /&gt; Em segundo lugar: termonucleares podem ser discutíveis por motivos de segurança, mas o processo inicial em si é eficiente e limpo, inclusive para destruir, infelizmente!  Mas sua utilização se torna inadequada para aquecimento por motivo dos altos custos inerentes ao processo subseqüente da transformação indireta do calor em calor, condicionada ao segundo princípio da termodinâmica, como uma termoelétrica convencional a vapor d’água. O “processo termodinâmico” é inadequado.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Em terceiro e último lugar, queimar petróleo é um desperdício -- ou forma predatória de utilização de um recurso valioso e insubstituível como fonte de aquecimento -- simplesmente porque é barato, quando podem ser encontrados combustíveis líquidos mais simples, derivados da cana e celulose, que substituem suas propriedades puramente energéticas. &lt;br /&gt;O petróleo é um produto sui generis, de mais larga utilização em todo o mundo em razão do multiuso dos inúmeros produtos valiosos que resultam de sua destilação. Explorar petróleo como matéria prima de exportação constitui um procedimento pouco inteligente, posto que, o petróleo é uma comodity como outra qualquer, cujo preço, 40 centavos de dólar o litro, é pouco superior ao da soja pronta para o consumo. Exportar petróleo bruto é como exportar comodities ou minérios, inclusive o etanol. O que realmente produz riqueza e desenvolvimento é a destilação do petróleo, uma das indústrias mais lucrativas do mundo, fonte de inúmeros conflitos e disputas políticas. O procedimento mais inteligente é exportar a tecnologia e maquinário de produzir etanol e usar combustíveis para geração de energia elétrica mais barata e de forma mais ecológica, em lugar de exportar combustíveis. &lt;br /&gt;. Uma alternativa promissora, para países que dispõem de combustíveis alternativos e petróleo, como o Brasil, é a ”estocagem do petróleo” para utilização futura, quando novas tecnologias estiverem disponíveis. Neste caso, a melhor forma de estocagem é a “não exploração” dos poços conhecidos. &lt;br /&gt;O petróleo é um produto valioso para ser queimado, simplesmente porque continua barato, mas, países de clima frio não têm alternativa visível para aquecimento (cerca de 40% de todo consumo mundial de energia), senão a queima de combustível. Consumirão preferivelmente petróleo barato em lugar da energia nuclear (8000 Us$/ kW), cuja construção estão protelando. O consumo para aquecimento nos países de clima frio é mais econômico por utilizar a parte positiva da transformação, através da queima direta do combustível.  &lt;br /&gt;Por outro lado, utilizar potenciais de região de planície é uma forma de agredir o meio ambiente e, sobretudo antieconômico. Queimar combustível líquido em termoelétricas para produzir trabalho mecânico é uma forma ecológica e mais econômica do que em novas hidroelétricas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CONSIDERAÇÕES AMBIENTAIS &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro fator não considerado nas análises de alternativas se relaciona ao custo ambiental e econômico propriamente dito. Não leva em conta, por exemplo, que o combustível cultivado é muito menos agressivo ao meio ambiente do que hidroelétricas pela garantia antecipada de saldo negativo de emissão de gases do efeito estufa. No aspecto econômico a vantagem da utilização do combustível em termoelétricas é muito mais significativa em razão do “regime de velocidade” em que a transformação se processa. Apesar de menos eficientes no aspecto termodinâmico, esta desvantagem é largamente compensada pela transformação em rotação padrão de 60 Hertz. As demais fontes potenciais disponíveis estão restritas a transformação sob regime de baixíssimas rotações da ordem de 2 a 4 Hertz, características dos últimos recursos potenciais disponíveis o que impõe custos elevados de equipamentos, barragens, vertedores, casa de força, sobretudo extensas linhas de transmissão do atual sistema interligado, padronizado e sincronizado de frequência, de difícil gestão.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;--Porque as termoelétricas têm baixo custo fixo? O conceito chave da eficiência está relacionado com a velocidade: por serem velozes são econômicas, tal qual as modernas turbinas de avião.&lt;br /&gt;Termoelétricas projetadas para funcionar em 60 Hertz poderiam funcionar em frequência maior, digamos 120 Hertz, quando acionadas por uma turbina de avião a 7200 RPM. Os benefícios seriam enormes, posto que, em princípio, forneceriam potência dobrada com o mesmo gerador. Entretanto, o conjunto precisa ser reprojetado para contemplar as novas condições de funcionamento, sobretudo maior ventilação, para dissipação das perdas decorrentes da maior potência concentrada em dimensões reduzidas. Este arranjo resulta numa combinação de alta tecnologia de fabricação de turbinas com geradores de frequência superior a 60 Hertz, muito mais eficiente do que as volumosas e lentas usinas hidroelétricas.  &lt;br /&gt;--Aos atuais preços do petróleo de 40 Centavos de Dólar o litro e taxa de juros de 12% ao ano, praticado pelo mercado, já são possíveis térmicas mais baratas do que as hidroelétricas da Amazônia.&lt;br /&gt;Termoelétricas não contemplam apenas a necessidade conjuntural do presente, mas permitem adiar investimentos vultosos em um sistema interligado que pode se tornar ocioso para interligar apenas as poucas usinas hidroelétricas de um potencial em fase final de aproveitamento. Nem ao menos sabemos se vale a pena ampliar o atual sistema interligado para abranger apenas umas poucas hidroelétricas e que perderá a função em um novo mundo descentralizado, depois da crise atual. Qual vai ser a configuração futura do sistema interligado diante das profundas mudanças do mundo globalizado?&lt;br /&gt;Termoelétricas permitirão reparar, de certa forma, o erro de perpetuar um sistema baseado em fonte única. As hidroelétricas atuais ficariam liberadas do “critério de risco” nos períodos prolongados de seca. É mais razoável economicamente correr risco com termoelétricas nestes períodos por terem custo de capital menor e, portanto, mais aptas para permanecerem ociosas em períodos chuvosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;CONCLUSÕES:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O baixo nível de atividade econômica, prevista com a recessão no mundo todo, privilegia as térmicas como solução provisória, que adia investimentos altos em hidroelétricas, no presente, aproveitando as boas condições de preço dos combustíveis atuais. Alem disso os maiores gastos de combustível ocorrerão a prazo, enquanto os custos de capital com hidroelétrica ocorrem no ato da decisão, portanto irreversíveis.  &lt;br /&gt;A fase dos grandes empreendimentos hidroelétricos está chegando ao fim em todo o mundo. Depois de utilizados os potenciais de baixo custo o ambiente se assemelha a um final de festa. A nova fase do suprimento de energia será, inelutavelmente, de origem térmica (convencional ou termonuclear). A pretensa abundância de potenciais na Bacia Amazônica não deve levar à repetição de projetos que hoje se mostram inviáveis pelo alto custo do dinheiro (taxa de juros). Esta é a imagem atual do Sistema Elétrico Brasileiro: O potencial da Amazônia não é o que parece. Se de fato fossem baratos, já teriam sido aproveitados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--Suprir energia através de termoelétricas a combustíveis líquidos e gasosos, provenientes da cana e madeira é a alternativa promissora do momento, especialmente nas condições atuais de taxas de juros perto de 12% ao ano, praticadas pelo mercado, e preços do petróleo na faixa de 40 centavos de dólar o litro. &lt;br /&gt;--Aproveitar o programa do álcool, que custou tanto sacrifício, para que o setor sucroalcooleiro não seja penalizado é a providência mais urgente, especialmente depois dos altos investimentos já realizados. Mas, sem dúvida alguma, a grande economia no suprimento de energia vai provir da “mudança de rumo” no que respeita à composição das fontes de suprimento de energia, ou seja, a utilização das termoelétricas, no sentido de potencializar as atuais fontes, de origem quase que exclusivamente hidroelétrica, e dos novos vetores energéticos: combustíveis líquidos e gasosos que farão funcionar as novas termoelétricas. Estes “novos rumos” fazem parte das estratégias de uso-final da energia, conforme preconizado pelo relatório premiado de José Goldenberg: produção sob novas formas (térmicas) para uso-final da energia.&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;Em última análise, o suprimento de energia por termoelétricas a combustível (líquido ou mesmo gás de petróleo) é uma alternativa que acompanha o desenvolvimento de tecnologias modernas no sentido de maiores velocidades em todos os setores Todo esforço do empreendimento humano tem sido no sentido do aumento constante da velocidade, que constitui a tendência marcante do mundo moderno. Esta tendência é evidenciada pelas modernas turbinas dos jatos supersônicos, da incrível velocidade de escape dos foguetes, dos aparelhos de corte de cerâmica, das atuais brocas de dentista, dos automóveis e carros de corrida e, sobretudo, pelo aumento crescente da velocidade da informação. Assim como o mundo todo se desenvolveu graças ao aumento da velocidade da informação, o desenvolvimento correlato do setor secundário ocorre pelo crescimento da velocidade industrial das máquinas e conseqüente aumento da velocidade e rotação dos aparelhos produtores e consumidores de energia.&lt;br /&gt;. O setor da produção energética, entretanto, persiste no emprego de hidroelétricas lentíssimas e volumosas (Jupiá, com 3 Hertz e 20 metros de diâmetro), termonucleares   tecnicamente inadequadas e caríssimas (8000 US$/ kW), termoelétricas consumidoras de petróleo, etc. Se já existem turbinas velozes para avião, alimentadas por combustível líquido, por que não podem ser utilizadas para acionar geradores baratos em frequência de 60 Hertz? &lt;br /&gt;Termoelétricas a combustíveis líquidos custam apenas 500 US$/kW instalado (dólares de 1960) e podem vir a custar menos com as pesquisas. Alem disso podem ser descentralizadas, não requerendo custosas linhas de transmissão nem reservatórios. &lt;br /&gt;  A provocação contida no título deste trabalho é uma forma de chamar atenção para o uso de termoelétricas mais velozes em substituição às hidroelétricas lentas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2979501118768918877-185763450222076797?l=vitorhugoromao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/feeds/185763450222076797/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/2010/08/combustiveis-ecologicos-termoeletricas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2979501118768918877/posts/default/185763450222076797'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2979501118768918877/posts/default/185763450222076797'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/2010/08/combustiveis-ecologicos-termoeletricas.html' title='COMBUSTÍVEIS ECOLÓGICOS: TERMOELÉTRICAS SUPERSÍNCRONAS.'/><author><name>Hugo Siqueira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13180952252687989988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_i8zJ62Y8TTU/TCfdj27wDWI/AAAAAAAAAAU/S6ExYCACyY8/S220/14022010720.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2979501118768918877.post-2750181709343707240</id><published>2010-07-31T11:53:00.000-07:00</published><updated>2010-07-31T11:56:05.814-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pré-sal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='plataformas de petróleo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Golfo do México'/><title type='text'>CRÔNICA DE UMA TRAGÉDIA ANUNCIADA</title><content type='html'>Enviado por Hugo Siqueira em 02/06/2010&lt;br /&gt;— Efeito do furacão Katrina sobre diversas cidades do vale do Mississipi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a abertura da temporada de furacões no golfo do México, desastres de grandes proporções são iminentes se conjugados com o derramamento de óleo que a BP não consegue estancar. Pode significar "um balde d’água fria" nas pretensões do planalto: a turma do Pré-sal que "ponha as barbas de molho" que logo virão interdições. Para testar a tão falada experiência da Petrobras é bem possível sejam convocados pra dar u’á mãozinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A Guerra do Pré-sal"&lt;br /&gt;Enviado por Alberto Porem Junior, dom, 13/06/2010 - 12:13 &lt;br /&gt;"Efeitos do desastre" antecipo que nas entrelinhas está delineada a próxima guerra: " A guerra do Pré-sal" a ser levada a cabo pelos E.U.A ainda nesta década.&lt;br /&gt;Comentários:&lt;br /&gt;Não deixa de ser apropriada a observação do Alberto, "porém" a antecipação soa um pouco alarmista: os danos à imagem da Petrobras (e BP) já ocorreram com a queda do valor das ações de cerca de 1/4 do valor desde janeiro, fato que motivou a postergação do lançamento de novas ações na bolsa de Nova York para depois de setembro, quer dizer, para depois da posse do novo presidente. Até lá os planos serão outros, claro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ganhos eleitorais, isto sim, já estão sendo contabilizados. Uma "guerra do Pré-sal", à 300 Km da costa brasileira é tão extemporânea quanto a "Guerra da Malvinas" ou a reativação da "4ª frota" que os nacionalistas tanto temem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A exposição continuada de informações sobre o vazamento gera um clima de pânico que dificulta a continuação da prospecção em mar profundo e representa um duro golpe nas pretensões do Pré-sal com vista às próximas eleições. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Vazamentos acontecem na melhores empresas” dos mais diversos países e passam despercebidos porque são eventos raros e evitáveis. Não são mais freqüentes do que os acidentes naturais que não podem ser contidos como furacões, terremotos e erupções vulcânicas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que desperta polêmica e torna o acontecimento particularmente relevante é a circunstância de o vazamento ocorrer numa região densamente povoada junto à costa americana, tradicionalmente sujeita a fenômenos naturais de maior probabilidade ou quase previsíveis. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No interior do golfo cerca de mil outras plataformas continuam operando normalmente, apesar do vazamento em uma delas (da BP). Quatro mil outras permanecem abandonadas aguardando destino: provavelmente algumas serão transformadas em hotéis de luxo para evitar a explosão.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;No caso de prospecção em mar aberto — a exemplo do Pré-sal — a probabilidade é igualmente pequena, mas os danos de um possível vazamento são infinitamente maiores em distância próxima a 300 km da costa. Arrastado por correntes marítimas o vazamento produz efeitos globais alastrando para uma área muito maior do que o ambiente confinado do golfo do México e gerando conflito semelhante à proliferação nuclear.  &lt;br /&gt; 0&lt;br /&gt;A moratória constitui uma pausa natural para estabelecimento de normas mais rigorosas de regras e procedimentos a serem submetidas as empresas. Governos da União européia e dos Estados Unidos suspendem operações até que novas condições sejam estabelecidas. Aqui se fala até do “Pré Sal no limbo” e de uma “Guerra ao Pré Sal”, presença da 4ª frota, que, no mínimo soa tão extemporâneo quanto “a Guerra das Malvinas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fiscalização, doravante, será redobrada mesmo com o vazamento contido. Achamos que no futuro — quando normas mais rigorosas forem estabelecidas com a anuência dos países produtores — a exploração do Pré-sal seja compartilhada e não centralizada na Petrobras como pretende o marco regulatório.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao dar início à exploração em áreas conhecida da bacia de Campos o governo dá sinais claros de que a capitalização da Petrobras será assunto para o próximo governo. O Brasil poderá aproveitar os baixos custos das plataformas offshore-tornadas ociosas pela moratória dos Estados Unidos e Noruega — para acelerar a exploração de áreas delimitadas da bacia de Campos, deixando para mais tarde as incertezas e os altos custos de prospecção em mar profundo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O gás resultante da exploração é um subproduto da exploração do petróleo que poderá alimentar o gasoduto Brasil Bolívia em sentido inverso para dois propósitos: acionar termoelétricas de complementação, substituindo térmicas convencionais; abastecer rede de gasodutos em todo o país para indústria que utilizam gás em “calor de processo” (vidros, cerâmica e alimentos). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A essa altura dos acontecimentos o sucesso da contenção do vazamento não apaga a lembrança do impacto causado pela longa exposição na mídia. Se existem vantagens pela maior oferta de sondas mais baratas — ociosas no golfo do México — deve ser levado em conta que outros custos de exploração serão onerados em conseqüência do desastre, inclusive seguros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É óbvio que a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Bicombustível (ANP) tem de exercer, com a maior firmeza, sua ação reguladora e fiscalizadora e que a Petrobrás e as empresas que trabalham com plataformas offshore no Brasil terão de passar por um longo e custoso aprendizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns analistas chegam a falar em possíveis vantagens para o Pré Sal brasileiro resultante da queda no preço de equipamentos (sondas, navios, etc.) provocados pela moratória. Mas se esquecem que “O problema é essencialmente ambiental e terá um grande impacto nos custos da atividade de exploração em águas profundas, inclusive com a alta dos prêmios de seguros.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O petróleo continuará sendo explorado, dado a sua importância estratégica e o valor que representa para o suprimento de energia de aquecimento nos países frios (cerca de 60%) e do transporte e produção de comodities nos países em desenvolvimento (cerca de 50%), alem do valor que tem para a produção de inúmeros bens industriais.           &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Repercussão do vazamento pode trazer danos a estratégia ufanista. O risco é que ganhe corpo o tom ambiental beneficiando a candidatura Marina. Governo e Dilma tem de moderar o discurso: “Em casa de enforcado não se fala em corda”. O capital político começou a ser desfeito com a polêmica em torno da repartição dos royalties, do qual dificilmente os governadores podem abrir mão. Se for aprovada desagrada uns e se vetada outros. O plano eleitoral costurado por Lula e Dilma envolve situação irredutível nos 4 aspectos: regime de partilha, estatal do pré sal, fundo social e cessão de 5 bilhões para capitalização da Petrobrás.&lt;br /&gt;Por Emanuel Cancella (*) em 07/06/2010&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2979501118768918877-2750181709343707240?l=vitorhugoromao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/feeds/2750181709343707240/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/2010/07/cronica-de-uma-tragedia-anunciada.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2979501118768918877/posts/default/2750181709343707240'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2979501118768918877/posts/default/2750181709343707240'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/2010/07/cronica-de-uma-tragedia-anunciada.html' title='CRÔNICA DE UMA TRAGÉDIA ANUNCIADA'/><author><name>Hugo Siqueira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13180952252687989988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_i8zJ62Y8TTU/TCfdj27wDWI/AAAAAAAAAAU/S6ExYCACyY8/S220/14022010720.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2979501118768918877.post-8784119454336871158</id><published>2010-06-25T13:29:00.000-07:00</published><updated>2010-06-25T13:30:16.676-07:00</updated><title type='text'>POLÍTICA SUICIDA</title><content type='html'>POLÍTICA SUICIDA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para um país que tradicionalmente emite pouco a substituição de parte da frota por carros elétricos pode ter pouco significado, uma vez que o remanescente — constituído por veículos a álcool — continua emitindo gazes poluentes em âmbito local. Curioso que um país dos mais bem aparelhados para utilização de carros elétricos não consiga ao menos aliviar o problema de circulação de veículos nas grandes cidades. Isso se deve a causas estruturais da economia provocadas por políticas suicidas: subsídios prolongados ao combustível aliado à penalização excessiva das tarifas de energia. Ao proceder assim o país está seguindo uma política exatamente o contrário da China. Subsidiar transporte e produção de comodities pode tornar alimentos mais baratos ao trabalhador, mas não produz empregos relevantes na agricultura e mineração que utiliza meios tecnológicos. Ao contrário, penalizar a produção industrial por meio de tarifas elevadas reduz a concorrência do país, justamente nas indústrias mais ocupadoras de mão de obra: alimentos, têxteis e manufaturas. O grande sucesso atribuído ao agro-negócio e mineração se deve aos subsídios ao combustível (álcool, diesel e gasolina) que tanto criticamos quando praticado pelos países industrializados. Estamos, sem o saber, ganhando a batalha, mas perdendo a guerra para os chineses e indianos.&lt;br /&gt;Um exemplo bastante elucidativo ocorre no setor de consumo doméstico de eletricidade: somos lenientes com o uso de dispositivos anacrônicos como os chuveiros elétricos que foram induzidos pelo “mito” da eletricidade barata. Julgamos estar protegendo o trabalhador considerando o custo ridículo do equipamento (o chuveiro elétrico). Entretanto, segundo cálculo do Professor Goldemberg (Energia para o Desenvolvimento), o custo de capital do suprimento de energia equivalente, para o país como um todo, é cerca de três vezes maior. Se o suprimento fosse por aquecedores a gás, a economia para o consumidor seria de 50% e o custo de capital seria 1/5 do custo do tão propalado “aquecedor solar”, conforme demonstrado nos “PSs” abaixo:&lt;br /&gt;1º PS: Você toma um banho de 10 minutos num chuveiro de 6000 Watts consumindo 1 Kwhora e paga uma conta de                                                                               0.45 x 1 ou 0.45 R$/banho.&lt;br /&gt;Se o chuveiro fosse a gás (gasolina) pagaria                            0.21 x 1 ou 0.21 R$/banho&lt;br /&gt;Uma economia de 50% em relação ao consumo de eletricidade.&lt;br /&gt;Nota: O aquecedor a gás custa 1/5 do aquecedor solar. Foi o mito da hidroeletricidade barata que perpetuou o uso dos anacrônicos chuveiros elétricos. Qual a razão de tanto encargo sobre energia que é fundamental para produção de bens básicos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2º PS: Projetei um grupo gerador de reserva para um hospital e fiz a seguinte recomendação: “ligar o gerador a diesel e deixar a Cemig na reserva”. Sai muito mais em conta. Se as empresas praticassem esse tipo de informalidade e fizessem o mesmo certamente ganhariam dinheiro (provavelmente já estejam fazendo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, existem vantagens econômicas além da redução das emissões de âmbito global e local:&lt;br /&gt;Nos países, como o Brasil, em que hidroelétricas são predominantes, a tecnologia é mais eficiente e a energia tem custo menor. Ainda que seja apenas uma transferência para locais distantes, onde se situam as fontes geradoras de eletricidade, a substituição de parte da frota por carros elétricos já representa alguma vantagem. Ao trocar o combustível dos carros pela eletricidade o Brasil tem condições de melhorar as condições locais sem aumento das condições globais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dispõe de energia elétrica barata como fonte e insumo para a fabricação dos seus componentes, como baterias leves de lítio e alumínio para tornar menos pesadas as carrocerias dos carros elétricos. Para essa finalidade poderá contar com a eletrólise da corrente elétrica produzida por usinas hidroelétricas extremamente baratas como as que são construídas ao preço de 8 centavos/Kwhora no Rio Madeira e Xingu. Tem amplas margens de reduzir tarifas excessivas ou torná-las quase gratuita no processo de carga noturno.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2979501118768918877-8784119454336871158?l=vitorhugoromao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/feeds/8784119454336871158/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/2010/06/politica-suicida.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2979501118768918877/posts/default/8784119454336871158'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2979501118768918877/posts/default/8784119454336871158'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/2010/06/politica-suicida.html' title='POLÍTICA SUICIDA'/><author><name>Hugo Siqueira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13180952252687989988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_i8zJ62Y8TTU/TCfdj27wDWI/AAAAAAAAAAU/S6ExYCACyY8/S220/14022010720.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2979501118768918877.post-1961627204166347617</id><published>2010-06-17T10:07:00.000-07:00</published><updated>2010-06-17T10:09:06.682-07:00</updated><title type='text'>FATOS CURIOSOS SOBRE CONSUMO DE ENERGIA</title><content type='html'>NOTAS CURIOSAS&lt;br /&gt;O motor de carros se comporta, termodinamicamente como miniusinas térmicas ambulantes, autônomas como a velhas locomotivas a lenha, que carrega seu próprio combustível e transforma diretamente a energia contida no combustível em energia mecânica de acionamento do veículo. Daí seu prestígio pela autonomia e potência para atender solicitações inesperadas de demanda.  São ineficientes pelo processo, mas muito eficientes pelo “regime de velocidade”, acompanhando as inovações de modernas técnicas de fabricação (6000 RPM).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Você toma um banho de ½ hora num chuveiro de 6000 Watts consumindo 3 Kwhora e paga uma conta de                                                                              0.45 x 3 ou 1.35 R$/banho.&lt;br /&gt;Se o chuveiro fosse a gás (gasolina) pagaria                            0.21 x 3 ou 0.63 R$/banho&lt;br /&gt;Nota: um aparelho de chuveiro a gás custa 1/5 do mesmo chuveiro a aquecedor solar. Foi o mito da hidroeletricidade barata que perpetuou o uso dos anacrônicos chuveiros elétricos. Qual a razão de tanto encargo sobre energia que é fundamental para produção de bens básicos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Projetei um grupo gerador de reserva para um hospital e fiz a seguinte recomendação: “ligar o gerador a diesel e deixar a Cemig na reserva”. Sai muito mais em conta. Empresas na informalidade ganhariam com geradores próprios.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2979501118768918877-1961627204166347617?l=vitorhugoromao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/feeds/1961627204166347617/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/2010/06/fatos-curiosos-sobre-consumo-de-energia.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2979501118768918877/posts/default/1961627204166347617'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2979501118768918877/posts/default/1961627204166347617'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/2010/06/fatos-curiosos-sobre-consumo-de-energia.html' title='FATOS CURIOSOS SOBRE CONSUMO DE ENERGIA'/><author><name>Hugo Siqueira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13180952252687989988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_i8zJ62Y8TTU/TCfdj27wDWI/AAAAAAAAAAU/S6ExYCACyY8/S220/14022010720.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2979501118768918877.post-8911707482526481275</id><published>2010-06-17T10:05:00.000-07:00</published><updated>2010-06-17T10:07:13.336-07:00</updated><title type='text'>ALTERNATIVA BRASILEIRAS DE CARROS ELÉTRICOS</title><content type='html'>ALTERNATIVAS PROMISSORAS&lt;br /&gt;O Brasil é um dos mais bem aparelhados países para fornecer energia barata, não só para acionamento de veículos elétricos como para a fabricação dos elementos necessários como baterias leves de lítio e alumínio para tornar menos pesadas as carrocerias dos carros elétricos. Para essa finalidade poderá contar com a eletrólise da corrente elétrica produzida por usinas hidroelétricas extremamente baratas como as que são construídas ao preço de 8 centavos/Kwhora no Rio Madeira e Xingu. Tem amplas margens de reduzir tarifas excessivas ou torná-las quase gratuita no processo de carga noturno.&lt;br /&gt;Mas, dificilmente poderá tomar o lugar da indústria estruturada há mais de um século. Por menor que seja o custo de suprimento de energia elétrica a veículos 100% elétricos e mesmo que seja gratuito, não existe condição objetiva de concretizar o suprimento através da tomada do consumidor porque a estrutura da rede domiciliar não comporta recarga na escala requerida pelo conjunto bateria/motor elétrico. Já imaginou o tamanho da conta de luz? Por outro lado, postos de serviços localizados em prédios de estacionamento teriam oportunidade de ampliação dos serviços de troca de baterias certificadas e carregamento. Nem a estrutura de serviço existente dos postos de combustível teria área suficiente para suportar carga de bateria com duração 5 a 6 horas diárias em locais de alto custo imobiliário. Já imaginou a dificuldade da carga em postos de gasolina, por horas seguidas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo vai depender dos mecanismos que regulam a qualidade do ar e incentivos para redução de poluentes requeridos pela população. Por exemplo, permissão para circulação livre em áreas de lazer devido ao baixo risco e liberação do rodízio imposto a outros veículos.. Isenção de IPI, IPVA e ICM, tanto no veículo em si como na fabricação dos componentes e tarifas de energia elétrica.. Mas, se forem construídos para ficarem parados, como os demais a combustível, perdem sua principal função de circulação na região central das grandes cidades. O grande problema dos automóveis nas grandes cidades não está na poluição por eles produzida, pois a maioria deles está parada nos estacionamentos, nas garagens das residências ou mesmo no trânsito por absoluta falta de usuários. O grande problema dos automóveis está na área por eles ocupada, requerendo dos poderes públicos cada vez mais vias para circularem. Não é, tipicamente, um meio de transporte, mas um brinquedo de luxo, como um quadro de arte pendurado na parede ou título nobiliárquico. Existem meios mais racionais de transportar pessoas.&lt;br /&gt;Se continuar escalada de fabricação de veículos como desejam os países em desenvolvimento não demora as vias das cidades estarão, de tal forma entupidas de veículos, que o automóvel se tornará inútil para circulação, como vem mostrando a realidade das pequenas cidades. É provável que o automóvel se transforme num “totem”, bezerro de ouro consumidor das energias dos poderes públicos dos países em desenvolvimento do futuro. Se utilizarem o combustível para acionar termoelétrica perdem dinheiro e ainda continuam emitindo. Nos países industrializados o número de veículos está saturado.&lt;br /&gt; “Até no automóvel, que parecia um grande consumidor, o consumo de combustíveis não cresce por falta de usuários. Milhões de carros são fabricados todos os anos para ficarem parados no trânsito, nos estacionamentos e garagens, como objeto ornamental. Com mais de um veículo por habitante (2,5 nos Estados Unidos), é impossível ao usuário ocupar mais de um ao mesmo tempo (só se tivesse o dom da ubiqüidade), o consumo depende das viagens. Alem da necessidade de locomoção de pessoas ser naturalmente reduzida numa economia de serviços, acresce o fato de estar acontecendo mudanças de hábito para carros mais econômicos. O transporte pesado tambem perde importância numa economia de bens desmaterializados. Ademais, a distribuição de mercadorias pode contar com a eficiente estrutura herdada do industrialismo.&lt;br /&gt;            HUGO SIQUEIRA, Cidade do Cabo Verde MG  em 16/06/2010&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2979501118768918877-8911707482526481275?l=vitorhugoromao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/feeds/8911707482526481275/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/2010/06/alternativa-brasileiras-de-carros.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2979501118768918877/posts/default/8911707482526481275'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2979501118768918877/posts/default/8911707482526481275'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/2010/06/alternativa-brasileiras-de-carros.html' title='ALTERNATIVA BRASILEIRAS DE CARROS ELÉTRICOS'/><author><name>Hugo Siqueira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13180952252687989988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_i8zJ62Y8TTU/TCfdj27wDWI/AAAAAAAAAAU/S6ExYCACyY8/S220/14022010720.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2979501118768918877.post-7791685333602871559</id><published>2010-06-17T10:03:00.000-07:00</published><updated>2010-06-17T10:04:28.085-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>CUSTOS PARA O CONSUMIDOR&lt;br /&gt;Sejam os dados seguintes:&lt;br /&gt;Custo da gasolina no posto                                   2.50 R$/litro&lt;br /&gt;Custo da energia na concessionária                    0.45 R$/Kwhora&lt;br /&gt;Poder calorífico da gasolina                                  12 Kwhora/litro (expresso na unidade Kwhora/litro)&lt;br /&gt;Rendimento do motor a combustão                     25%&lt;br /&gt;Rendimento do conjunto bateria/motor                75%&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;A queima direta de 1 litro de gasolina em um aparelho de aquecimento doméstico produz 12 Kwhora de energia sob forma de calor ao custo 2.50 Reais/litro.&lt;br /&gt;Custo da energia de aquecimento (2.50/12)                  0.21 R$/Kwhora&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— O motor de combustão interna converte a energia resultante da queima da gasolina diretamente em energia mecânica no eixo do veículo sem passar pela geração de energia elétrica. O custo é 4 vezes maior porque o rendimento é apenas 1/4. &lt;br /&gt;Custo do Kwhora mecânico no eixo do motor                0.21 x 4   = 0.84 R$/Kwhora&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— O conjunto bateria/motor elétrico transforma energia elétrica de bateria previamente carregada em energia mecânica no eixo do motor de acionamento da roda do veículo. O custo é 4/3 maior porque o rendimento é 3/4.&lt;br /&gt;Custo do Kwhora mecânico no eixo do motor                0.45 x 4/3 = 0.60 R$/Kwhora&lt;br /&gt;Uma economia de cerca de 30% que poderia muito maior se a energia não fosse tão tributada.&lt;br /&gt;Observação:&lt;br /&gt;Nos dois processos o Professor Sauer usa insumos diferentes, tal como se apresentam ao consumidor. No 1º usa o preço da gasolina na bomba e no 2º o preço da tarifa na conta de luz. Acontece que a energia é muito mais tributada do que a gasolina. Se tivesse usado o custo real da energia produzida (sem impostos) a economia seria muito maior. Por exemplo, se tivesse usado o custo real da energia produzida nas últimas usinas licitadas do Rio Madeira e Belo Monte em torno de 15 centavos incluindo transmissão e distribuição, o custo seria:&lt;br /&gt;Custo do Kwhora mecânico no eixo do motor                0.15 x 4/3 = 0.20 R$/Kwhora&lt;br /&gt; E a economia real seria de 75% com exclusão de impostos.  &lt;br /&gt;Custa acreditar que o país que produz a energia mais barata do mundo tenha a tarifa de energia mais cara do mundo. Para se ter uma idéia basta observar que os lances vencedores das licitações do Rio Madeira e Belo Monte não passaram de 8 centavos o Kwhora (80 R$/Mwhora), cuja energia chega a nossas residências ao preço médio de 45 centavos/Kwhora, quase seis vezes maior. (58 centavos na Cemig)&lt;br /&gt;Na verdade, o custo poderia ser muito menor e possivelmente gratuito como foi acima mencionado: “alem da economia de combustível a recarga da bateria ocorre fora dos picos de demanda ou durante a noite — ocasião em que, ordinariamente, as hidroelétricas estão paradas, possivelmente vertendo água — o que torna o custo da geração praticamente nulo”.      &lt;br /&gt;Ou segundo cálculo do Professor Sauer:  &lt;br /&gt;No 1º processo o consumidor compra 1 litro de gasolina por 2.50 R$ e usa apenas 1/4 do conteúdo energético para gerar 3 Kwhora mecânico no eixo do motor de combustão de baixo rendimento&lt;br /&gt;No 2º processo o consumidor compra 4 Kwhora de energia por 0.60 R$ e usa 3/4 da energia para gerar os mesmos 3 Kwhora no eixo de um motor de maior rendimento (75%).&lt;br /&gt;Custo do Kwhora no 1º processo              2.50/3             0.83 R$/Kwhora&lt;br /&gt;Custo do Kwhora no 2º processo 0.60/3             0.20 R$/Kwhora&lt;br /&gt;Uma economia de 75% com os impostos excluídos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2979501118768918877-7791685333602871559?l=vitorhugoromao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/feeds/7791685333602871559/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/2010/06/custos-para-o-consumidor-sejam-os-dados.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2979501118768918877/posts/default/7791685333602871559'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2979501118768918877/posts/default/7791685333602871559'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/2010/06/custos-para-o-consumidor-sejam-os-dados.html' title=''/><author><name>Hugo Siqueira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13180952252687989988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_i8zJ62Y8TTU/TCfdj27wDWI/AAAAAAAAAAU/S6ExYCACyY8/S220/14022010720.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2979501118768918877.post-2372586357832949252</id><published>2010-06-17T10:01:00.000-07:00</published><updated>2010-06-17T10:03:20.298-07:00</updated><title type='text'>CARROS ELÉTRICOS?</title><content type='html'>VANTAGENS ECONÔMICAS do carro elétrico:&lt;br /&gt;Nos aspectos técnico-econômicos o conjunto bateria/motor elétrico é melhor do que o motor a combustão interna: Custo, consumo, robustez, versatilidade, etc.&lt;br /&gt;— Apesar dos avanços tecnológicos, a concepção de mais de cem anos do motor a combustão interna requer — alem da lubrificação interna — câmbio para tornar o rendimento melhor em altas velocidades, alem do radiador para dissipar calor em baixas velocidades, o que torna o custo de capital muito maior.&lt;br /&gt;— O motor elétrico de corrente contínua já é especialmente projetado para ter alto conjugado de partida em baixas rotações de forma a ter potência constante, independente do trajeto. Nos aclives acentuados dispensa radiadores de refrigeração e nas descidas o freio eletromagnético permite a recuperação da energia potencial do veículo, devolvendo carga ao conjunto de baterias.&lt;br /&gt;— O motor a combustão envolve atenção contínua para o abastecimento de combustível, água do radiador e troca periódica de óleo, praticamente inexistente no motor elétrico de custo muito inferior. Entretanto, pode ser compensada com a incômoda carga diária da bateria do carro elétrico.&lt;br /&gt;—Em relação ao veículo 100 % elétrico o motor a explosão requer uma série de dispositivos, tais como embreagem, câmbio, radiador e diferencial, dínamo e motor de arranque que tornam o custo de combustível e de capital mais elevado..&lt;br /&gt;— Alem da economia de combustível a recarga da bateria ocorre fora dos picos de demanda ou durante a noite — ocasião em que, ordinariamente, as hidroelétricas estão paradas, possivelmente vertendo água — o que torna o custo da geração praticamente nulo. A energia elétrica armazenada em baterias para diversos usos não é nada desprezível, se considerarmos a grande quantidade de veículos no futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CADEIA DE CONVERSÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em termos de eficiência da cadeia de conversão energética, o veículo elétrico possui grande vantagem quando computados os rendimentos nos processos (Ildo Sauer, folha de 6/6):&lt;br /&gt;— Economia de energia devido ao processo termodinâmico da transformação (2º princípio), muito mais eficiente na cadeia de conversão bateria/motor elétrico (75 %) do que no motor de combustão interna (25 %). Para produzir a mesma energia mecânica no eixo o motor a explosão consome cerca de três vezes mais energia do que o motor elétrico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a eficiência energética por si só não basta porque a transformação bateria/motor elétrico é apenas parte do processo que tem a energia elétrica como insumo. O que realmente conta é a eficiência econômica de todo o processo em termos de R$/Kwhora produzido no eixo do veículo. &lt;br /&gt;Hugo de cabo Verde&lt;br /&gt;PS: Projetei um grupo gerador de reserva para um hospital e fiz a seguinte recomendação: “ligar o gerador a diesel e deixar a Cemig na reserva”. Sai muito mais em conta. Empresas na informalidade ganhariam com geradores próprios.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2979501118768918877-2372586357832949252?l=vitorhugoromao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/feeds/2372586357832949252/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/2010/06/carros-eletricos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2979501118768918877/posts/default/2372586357832949252'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2979501118768918877/posts/default/2372586357832949252'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/2010/06/carros-eletricos.html' title='CARROS ELÉTRICOS?'/><author><name>Hugo Siqueira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13180952252687989988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_i8zJ62Y8TTU/TCfdj27wDWI/AAAAAAAAAAU/S6ExYCACyY8/S220/14022010720.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2979501118768918877.post-5385391833787542906</id><published>2010-06-17T09:58:00.000-07:00</published><updated>2010-06-17T09:59:35.185-07:00</updated><title type='text'>QUIMERA DOS CARROS ELÉTRICOS</title><content type='html'>CARROS ELETRICOS&lt;br /&gt;Uma quimera a ser vendida como “novidade tecnológica” aos países em desenvolvimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Criado inicialmente para reduzir a dependência do petróleo o etanol brasileiro acabou contribuindo para a redução da contaminação por chumbo e da emissão de gás carbônico, ambas de âmbito global.&lt;br /&gt;A poluição ambiental — que foi problema de países industrializados — atualmente ocorre com maior intensidade nos países em desenvolvimento cujas cidades são as que mais crescem. Com o crescimento desordenado das grandes cidades a qualidade do ar vem se deteriorando e a preocupação com as emissões de gazes em âmbito local abre possibilidades concretas para o veículo elétrico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A substituição de parte da frota por carros elétricos nas grandes cidades transfere a emissão para locais distantes onde se situam as novas fontes geradoras, o que representa alguma vantagem, mesmo que as novas fontes sejam térmicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos países industrializados a adoção da nova tecnologia é desvantajosa, pois a energia para acionar carros elétricos teria que vir de outras fontes mais caras e poluentes, algumas delas, termoelétrica a vapor, inclusive nucleares que utilizam caldeira, de baixíssimo rendimento, verdadeira “reminiscência arqueológicas” da era industrial. Alem de não resolver o problema de emissão em âmbito global, provavelmente perderiam dinheiro. Se o combustível utilizado no motor a combustão fosse convertido em eletricidade em usina termoelétrica a gás de alto rendimento, ainda assim o custo do Kwhora gerado seria superior ao do motor a explosão..&lt;br /&gt;A maioria dos países industrializados ainda está na fase inicial da adição de etanol à gasolina. Continuam grandes emissores globais, cuja dependência de petróleo reluta em substituir por outra: a dependência dos combustíveis alternativos.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Nos países em que hidroelétricas predominam, como o Brasil, a tecnologia é mais eficiente e a energia tem custo menor. Alem da redução das emissões de âmbito global e local, pode ocorrer ganho econômico com a substituição. Ainda assim, mesmo que a substituição ocorra, o remanescente da frota — constituída por veículos a álcool — continua emitindo gazes poluentes em âmbito local.&lt;br /&gt;Hugo da cidade do cabo verde&lt;br /&gt;PS: Você toma um banho de ½ hora num chuveiro de 6000 Watts consumindo 3 Kwhora e paga uma conta de                                                                              0.45 x 3 ou 1.35 R$/banho.&lt;br /&gt;Se o chuveiro fosse a gás (gasolina) pagaria                            0.21 x 3 ou 0.63 R$/banho&lt;br /&gt;Nota: um aparelho de chuveiro a gás custa 1/5 do mesmo chuveiro a aquecedor solar. Foi o mito da hidroeletricidade barata que perpetuou o uso dos anacrônicos chuveiros elétricos. Qual a razão de tanto encargo sobre energia que é fundamental para produção de bens básicos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O motor de carros se comporta, termodinamicamente como miniusinas térmicas ambulantes, autônomas como a velhas locomotivas a lenha, que carrega seu próprio combustível e transforma diretamente a energia contida no combustível em energia mecânica de acionamento do veículo. Daí seu prestígio pela autonomia e potência para atender solicitações inesperadas de demanda.  São ineficientes pelo processo, mas muito eficientes pelo “regime de velocidade”, acompanhando as inovações de modernas técnicas de fabricação (6000 RPM).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2979501118768918877-5385391833787542906?l=vitorhugoromao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/feeds/5385391833787542906/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/2010/06/quimera-dos-carros-eletricos.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2979501118768918877/posts/default/5385391833787542906'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2979501118768918877/posts/default/5385391833787542906'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/2010/06/quimera-dos-carros-eletricos.html' title='QUIMERA DOS CARROS ELÉTRICOS'/><author><name>Hugo Siqueira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13180952252687989988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_i8zJ62Y8TTU/TCfdj27wDWI/AAAAAAAAAAU/S6ExYCACyY8/S220/14022010720.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2979501118768918877.post-1219756869953647913</id><published>2010-06-05T10:12:00.000-07:00</published><updated>2010-06-05T10:32:44.743-07:00</updated><title type='text'>Desassocego</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;                             DESESPERO&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;                                     Tributo a Viníicios de Morais&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;Quem com mão de amigo chorará comigo no instante trágico?&lt;br /&gt;e consolará os familiares: foi um bom homem, Deus o tenha.&lt;br /&gt;Que, a boca pequena, sussurará: foi um chato, já foi tarde&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual vulto estranho que ao transpor o muro chorará no escuro uma lágrima furtiva?&lt;br /&gt;Que vai tratar de assuntos triviais, dos papéis e coisas tais?&lt;br /&gt;Quem cincunspecto fará o discurso final?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem vai ler em diagonal a inscrição banal: eu fui o que tu és, tu serás o que sou?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por favor comente ou complete o poema...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2979501118768918877-1219756869953647913?l=vitorhugoromao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/feeds/1219756869953647913/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/2010/06/desassocego.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2979501118768918877/posts/default/1219756869953647913'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2979501118768918877/posts/default/1219756869953647913'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/2010/06/desassocego.html' title='Desassocego'/><author><name>Hugo Siqueira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13180952252687989988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_i8zJ62Y8TTU/TCfdj27wDWI/AAAAAAAAAAU/S6ExYCACyY8/S220/14022010720.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2979501118768918877.post-7528114932349228841</id><published>2010-05-27T18:45:00.000-07:00</published><updated>2010-05-27T18:48:42.547-07:00</updated><title type='text'>O_VELHO</title><content type='html'>Trecho de "Cordel Mineiro", de vitor hugo romão&lt;br /&gt; O_VELHO -Aquilo, nem num eram modos de falar com gente de cidade.-Ele não era opilado nem nada, mas podia que sofresse de forgo curto: sempre afadigado, uma ansiedade constante de estar sempre fazendo as coisas. Armava mundéu  pra paca e tatu, construia chiqueirinho de estranha arquitetura, heia de labirintos pra caçar os nhambus xeretas e dava tudo por um dia inteiro passado na espera de um estaleiro, girau de paca. Capivara ele matava no carreiro com armadilha de canhão. Podia que tivesse bichas que arvoroçava de vez em quando, quando comia semente de abobora. Era chegadinho num parí pra pegar peixe, entancando o rio, que terminava numa esteira de carro de boi ladeada por caniços. Raro o dia que não encontrava uma piaba ou tabarana pro almoço, o mais era peixe pequeno, curimba, campineiro e tambiú. A noitinha era a hora dos bagres e mandís, nos poções fundos dum sumidouro numa volta de rio. A traira, pescava nas vazantes ou nos remansos de rio largo. Ali, passava horas escogitando os misterios da vida. Os pensamentos avoava longe.    O velho encabulado. Ali, aonde que a curva do rio Cabo Verde, barra do corgo Assunção, no corgo da  bomba, terras altas do Cachapava, morejava o Rumãozinho, o seu nome dele de José Romão, mas de sobrenome incerto ou duvidoso de algum alguem saber correto como que chama o nome dele. Porcerto o nome não sabido, podendo que seje Agripino ou Afrosino, os parentes nenhuns pra dar informação de estado civil, nem certidão de pia batismal, nem um nada sobre sua pessoa dele. A bem da verdade, não importa sequer um nada. Consta que parente dos Umbelino da rancharia ou conão dos Beijo da Ponte Alta. Vizinho dum Adolfo Vilela, homem de posses, um despotismo de terras montante do rio afora. Parente duns Iquitas, uma familiagem muito grande de gente dos Figueiredo da Divisa. Tinha o Joaquim Iquita, de nome Joaquim dos Santos , o João Marcolino ou Paulino e  o Simeão e o resto dumas mulher solteira, muito antigas.  Não era velho nem moço: miseravel de passar mal de boca, desses que comem bastante no almoço, pra se esquecer do jantar. Nem se podia dizer que era velho de tudo:  no dizer de todo mundo, uma pessoa entrada em anos, de meia idade, com muitos janeiros as costas e um ar de poucos amigos. Na feição magra, um ar de tristeza permanente, mas não reclamista da vida. Na cara magra, um papo insolente, inconfundivel, impossivel de um não não perceber o corpo estranho no primeiro relance: depois disfarça. Mas desses de bolinha, semovente, que sacode quando a pessoa proseia.  Solteirão inveterado, embirrado, tirava leite dumas vaquinhas magricelas, os bezerros tambem magruços, tal e qual, do pouco leite deixado, mais por misereza do dono, um unha de fome. Do leite, fazia queijo pra vender na cidade: só que nos fins de semana, quase não aparecia, de tão sistemático. A restea, vivia reclamando das despezas: umas mingueras, constando até, que passava mal de boca. As roupas surradas e vestida sem passar a ferra de brasa, lavava num quarador com tabua de batedor num corguinho do fundo de casa perto duma mina d´agua. O sabão de pedra, preto de bola enrolada em palha de milho, ele mesmo  fazia de dequadra de cinza de fogão e gordura rançosa de porco e os restos de pacuera, miudos e tripas de porco, sobrados da espremeção de toicinho. As carnes, conservava por semanas na gordura talhada, fritas e costuradas com linha. Fazia linguiça e chouriços de sangue de porco. Do leite desnatado em desnatadeira Alfa-Laval, extraia o creme para o fornecimento semanal a fabica do Bergander, das sobras, a manteiga batida em corote de madeira. O soro corria por uma bica, direto pro chiqueiro, onde chafurdavam uns poucos porcos tratados a lavagem e bosta dele próprio, de tão miseravel. Uma cordinha de gatos, bebia o soro até se fartar, os quatro pés apoiados nos dois lados da bica. De tarde apartava as vacas e depois ia pro paiol descascar milho. Fazia o fubá no moinho rustico de setilha e pedra de mó, misturarava ao soro pra tratar dos por porcos. Os porcos de mangueiro, viviam chorando de fome. Tratava com milho em espiga mesmo, sem descascar.  Ele não era antipático nem nada, muito menos oferecido, tal e quanto esse povinho xereta que anda lamberetando a vida alheia, antes,  uma pessoa sombria e taciturna. Nem era rastandor de mala, de que faz e acontece, mas uma pessoa sizuda; nem alcoviteiro e de mexericos de leva e traz, mas um homem recolhido e  vergonhoso que preza as grandezas machas do verdadeiro capiau: homem de fala grossa e o proseado gutural e emotivo, manso e altissonante, sobretudo, que vive dentro dos preceitos de religião. Caseiro, um homem de levantar cedo, de dormir com as galinhas, não sem em antes de lavar os pés e comer leite com farinha.  Mas tinha lá seus modos dele de ficar horas cismando quando sentado na masca ou num tronco de coxo. Muito sistemático mas não tinha por habito reprovar conduta dos outros nem tinha soberba ou fazia pouco causo, nem repunava das coisas: não desdenhava pra poder comprar, antes, disfarçava um otimismo com as pequenas coisas da vida:-Maravilha! tudo azul, em cima. Ali naquele ermo, aonde sabe la que Judas perdeu as botas,  contava suas máguas da ocasião de amarrar cachorro com linguiça, tempo do zagaia de gancho. O velho  chorava as pitangas do tempo do onça e aquilo nem num era vida de gente: vida  de cão danado. Nos versos do poeta e cirurgião dentista, Beto Ornelas: Vida alheia vida feia vida cheia vida louca vida pouca vida toda vida tola vida a-toa vida boba vida porca vida torta vida morta vida amarga vida de farta vida parca amarga vida Magra vida mar de vida amar a vida Margarida De seu, tinha pouco, uns andrajos: um cachorro sarnento por companhia, passava a pão e agua: o mais forte, uma sopa de inhame, coisa sem sustancia. Carne, nem pra remedio. De galinha então, só quando um dos dois estava doente. Vivia no escuro, a luz de lamparina, umas candeia escura, cheia de picumã. Dormia com as galinhas: antes do galo cantar, já estava tirando leite, enrolado num cobertor surrado, enterradas as canelas no barro do curralzinho, até o joelho. Dali, tirava uma tarefa de cinco varas duma roça de milho tiguera, dum chão pedregoso, em antes de fazer o magro almocinho, o feijão fervendo na panela de ferro. De longe, o ruido metálico da enxada sem corte, tirando fogo nas pedras redondas. Deixava a casa escancarada, pra todo mundo ter idéia que o dono por perto: ladino que só. Companheira nenhuma pro aconchego dos ossos: dormia com uma cabrita. Mas era resistente, no cerne, o tempo não vencendo a sua magreza: jamais ficava doente de nenhum incômodo: apenas o pigarro duma bronquite crônica, resultado de longos anos do uso de pito de barro. Mas fazia presença, com seu cavanhaque  de rabo de milho. Era independente, num tinha ninguem por ele, nem carecia de favor de extranho.  Magro, mas impoluto, sistemático até o âmago, autoritario, quase absoluto. O que tinha pra dizer: não deixava a batata assar, não ensaiava pra dizer desaforos: falava alto pra todo mundo escutar, não tinha papas na língua. Não gostava de levar desaforos pra casa, nem de comer nada amanhecido. Não pedia a ninguem de gostar da pessoa dele: era único, impar, digno, na sua misereza dele. Seguro ao extremo, avarento: tinha dinheiro a juros. Mas apenas um homem na sua condição: integro. Serviçal ao extremo, mas do jeito dele: áspero. Pois num é que sucedeu de num levantar mais da cama dele pra tirar leite! ficou entrevado das pernas, arrastava pelos cômodos da casa, apoiado numa manguara, uma especie de cajado. As vacas, misturou tudo com os bezerros. Os porcos invadiram a dispensa, pros restos de lavage. O mato deu de invadir os terreiros, o capim principiou de nascer dentro de casa. Assim, viveu muitos anos até que chegou o dia dele: a morte o levou sem nenhum estardalhaço, como sucede a qualquer um de nós, cristãos viventes, nessa vida. O romãozinho, como era assim chamado, era desses velhos sovina, miseravel até no último: desses de guardar dinheiro no ôco do pau de barrote, as veses no santo do pau ôco. Pois não é que quando morreu, deixou um testamento escrito assim:  "Entrego minh'alma à Deus, meu corpo à terra fria Os culhões pro Padre Antonio e a pica pra tia Maria." Aí, o velho foi falando a prosa dele, sem a pressa nenhuma nada, até que a historia chegou no deserto: não estava nem podendo com a gata pro rabo. Mas a sua vós dele se dissolvia como que tragada pela areia do deserto da sua juventude: a imagem de catingueiras, cactos e cascavéis. Os olhos semi-cerrados, trespassando a gente, como um imenso largato, a papada suspensa, longe no tempo, o olhar travesso, engraçado e pasmo, parado, congelada a imagem, os seus meneios de cabeça: ridículos. A pequena praça da corrutela, vazia de vivalmas. O tempo parado nos ponteiros imóveis do relogio do velho campanario. Despertou solerte, como se tivesse herdado subitamente a velhice do velho sem a sua juventude dele. Depois de uma eternidade, como fazia o Zeca Zico, no seu ar soronho, disse para ninguem: -Ó, o peso imenso desta vida de viver por rumo! Retornava ao caminho de volta,  com a minuciosidade implacavel das coisas gravadas pelo destino. Disacursuado da vida, fez que sim com a cabeça e disse:-Não! Os olhos do velho, me trespassamdo com seus olhinhos de largato: só, e só no deserto, as pessoas fazem perguntas impossiveis de responder e que realmente interessam. Padecia da lembranças da juventude distante de sua antiga mocidade: dos erros, das vacilações, das tentações cedidas. Mas alimentava o espírito com as visões lúdicas daqueles tempos gostosos: -Eta pustema de vida disgramada! só lhe restava chorar a antiga mocidade, enquanto um pranto sereno fazia aflorar às pálpabras uma gota de amargura: inexoravelmente, o tempo não podia retrogir. nem das aventuras de seu tempo futuro negado. Era, em nesses descaminhos do tempo, perdido nos subterraneos da memoria, que com sábias enciclopédias, com centenares de milhões de milhares de respostas, para a falta de uma única, só e definitiva pergunta: Ó Deus! que é a vida?-Mas, com que cara e com que roupa eu vou me responder? quê que eu vou fazer? A nudez, não costuma mais afetá-lo, como nos velhos tempos de outrora: a vertigem do sonho, o prazer da lembrança não pedida, chegada de surpreza. Homens adultos e cultos, discutindo com ares judiciosos: seus passos escangalhados, trôpegos e esgalepados. Aí, ele recuou prum canto, amuado. Se encolheu num canto triste, uma cantiga de ladainha, gungunava. Ficou entoando cantigas tristes, dos tempos de outrora, não mais escutadas em o nenhum lugar, antigas, de muito que antigamente, passadas no oco tempo.  Nenhum ninguem num tinha que num ia de dar ouvidos pelas prosas sonsas dum velho imprestavel, ancestrais. Alguns velhos mineiros fazem isso sempre. um recolhimento profundo, o olhar pra dentro, trespassado da lembrança toda do tempo feliz da vida. Um olhar de bondade, esperançoso. O gesto pequeno, sem exagero de rompancia nenhuma nada, maneiro de nenhuma agressividade, ar superior mas tímido, na desimportancia de enorme grandeza. Está sempre pensando na gente sua e nos seus trens. Uma imensa bondade, nos seus olhos tristes de velho. Nunca que brigou. Jamais bateu em ninguem, muito menos num passarinho que seje. Sempre bom, a prosa muito mansa, esperando a vez com paciencia.  De seu, o que tem é nada: só trapos, bugigangas. Guarda só lembranças. E no entanto, seu ar é sombranceiro, majestoso até. O terninho de brim, digno e limpo, solene e aprumadinho todo todo, de chapéu. As mãos asseadas, unhas aparadas a canivete, com cuidado e lento.   A nenhuma rompancia, pacífico que só: palavras boas, a presença quase que desapercebida. Gosta de contar historias e nisso era mestre.Mas fala de coisas ancestrais, eles logo acham sua prosa dele desbotada. Então ele fica apaixonado: se retira e cala, prum canto sombrio, um ermo, encostado num fundo de grota, num vazio desprovido. Recolhe-se a sua casca de caramujo. Não se mostra pra nada, nem pra o nenhum ninguem. E acaba numa vida sem brilhos, longe da cidade, um nada de aparencia: só simplidade. Alí fica como ave reclusa, esperando o tempo vencer, olhando o passado, resmoendo estomagos. Redundante, recorrente, volta e meia as coisas sempre voltando à tona. Antes era um bisca de ruim, um íngua. Depois que ficou velho amansou. Adotou uma prosa pausada, um proseado rouco, grosso e autoritario: deu pra ficar solene. O alheiamento, o autismo. eu sou de lá do sertão, por isso mesmo: eu quase não tenho amigo, eu quase que não consigo ficar na cidade sem viver contrariado sou como rês desgarrada, só, na multidão, boiada: caminhando a esmo.  Ele sempre fazia isso: o recolhimento por uns dias no hospital, por ordem médica, pra recompor. O efeito dos medicamentos o distanciava do mundo. Principiou de gostar da brincadeira, começou de amiudar, passaram a tres, quatro dias, o retorno à normalidade do dia a dia, foi se tornando penoso. A perda do interesse pelo contato com as pessoas,  cada vez mais mergulhado dentro de si mesmo. Os  negocios, paralizou alguns. um passo a frente, dois atraz. Desmobilizou.  A esclerose multipla, o gosto pelo afastamento, natural. Aquilo, um flagelo, um sanapismo. Aquele era um sertão, um lugar triste, um ermo, um fim de mundo esconso, sem fim, perdido no meio do vazio petrificado. Do que ele fica triste e disacursuado, não é com a velhice física, o entrevamento, a falta de mobilidade, quando os menores gestos ficam custosos, como levantar dum banco: por isso não sai pra fora de casa, fica só, só fica quentando fogo, em noites que não tem nunca fim. Nem com a surdez, a perda dos dentes, a careca, o mau halito, o cheiro de velho, das feridas, as recorrencias, nada disso: ..., isto até que passa. Começa até a encontrar prazer no descansar os ossos, cismar silencioso, podendo ficar isolado, só e seus pensamentos, a cabeça livre de vagar por territorios longínquos, vasculhando reservatorios profundos da lembrança. Buscar fatos antiquíssimos, de muita vangloria, uma lembrança fina de coisas gostosas da infancia distante, da remota mocidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2979501118768918877-7528114932349228841?l=vitorhugoromao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/feeds/7528114932349228841/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/2010/05/ovelho.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2979501118768918877/posts/default/7528114932349228841'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2979501118768918877/posts/default/7528114932349228841'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/2010/05/ovelho.html' title='O_VELHO'/><author><name>Hugo Siqueira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13180952252687989988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_i8zJ62Y8TTU/TCfdj27wDWI/AAAAAAAAAAU/S6ExYCACyY8/S220/14022010720.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2979501118768918877.post-6788794743353348220</id><published>2010-04-27T07:13:00.000-07:00</published><updated>2010-04-27T07:17:34.277-07:00</updated><title type='text'>Especula</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Este é o blog do especula sobre os assuntos de energia&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2979501118768918877-6788794743353348220?l=vitorhugoromao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/feeds/6788794743353348220/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/2010/04/especula.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2979501118768918877/posts/default/6788794743353348220'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2979501118768918877/posts/default/6788794743353348220'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vitorhugoromao.blogspot.com/2010/04/especula.html' title='Especula'/><author><name>Hugo Siqueira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13180952252687989988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_i8zJ62Y8TTU/TCfdj27wDWI/AAAAAAAAAAU/S6ExYCACyY8/S220/14022010720.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry></feed>
